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01/03 - Será que manga com leite faz mal? Veja se sua avó está correta
Podcast 'De onde vem o que eu como’ lista os benefícios da fruta para saúde e conta como a produção no Vale do Rio São Francisco se tornou tão relevante. No Brasil, a produção da manga é significativa, especialmente no Vale do São Francisco, onde o clima semiárido proporciona as condições ideais para o cultivo da fruta que é uma das mais exportadas pelo país. Nesta semana, o podcast "De onde vem o que eu como" falou sobre o cultivo na região nordestina e também desvendou o mito de que a combinação de manga com leite faz mal: ela não só é segura, como também pode ser benéfica devido aos seus nutrientes, que incluem vitaminas, minerais e fibras. O podcast também explicou as diferenças entre os tipos de manga. E um produtor contou que a estratégia dos supermercados é usar o aroma forte e adocicado da manga rosa, mais cara, como chamariz para que os clientes acabem comprando pelo menos as variedades mais em conta da fruta. 🎧OUÇA o episódio (acima) e, abaixo, conheça outros benefícios da manga. No episódio 78° do 'De onde vem o que eu como' explicamos sobre a produção da manga. Fikri Rasyid/Unsplash 🥭A manga é rica em minerais e antioxidantes, como as vitaminas C e D. Os antioxidantes protegem contra os radicais livres, que provocam doenças que atacam o nosso organismo. E a nutricionista Tarcila Campos, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que a má fama da mistura de manga com leite não faz sentido. "Não tem problema nenhum em misturar manga com leite. É o raciocínio para qualquer tipo de vitamina. A maior parte das frutas que misturamos com leite vem dessa propriedade nutricional, de ter vitamina, mineral e frutose. E a manga nada mais é do que uma delas" , explicou. O g1 visitou o Vale do São Francisco e mostrou de perto o cultivo da manga; assista a seguir. De onde vem a manga Leia também: Receitas com manga: confira 14 opções doces e salgadas com a fruta 'Cabruca' citada na novela Renascer começou há mais de 300 anos Ouça outros episódios do podcast: Veja a série de vídeos do "De onde vem o que eu como": De onde vem o que eu como: laranja De onde vem o que eu como: limão De onde vem o que eu como: banana
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01/03 - Menos vagas e salários estagnados: por que se espera uma desaceleração do mercado de trabalho?
Expectativa de especialistas é que mercado de trabalho continue em trajetória positiva, mas com avanço mais comedido do que o observado em anos anteriores. Carteira de Trabalho e Previdência Social Marcelo Camargo/Agência Brasil A taxa de desemprego no Brasil terminou 2023 na casa dos 7,4%, menor patamar para o mês desde 2014. Nesta quinta-feira (29), porém, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os números do primeiro mês deste ano, interrompendo uma sequência de quedas e indicando estabilidade em 7,6% contra o trimestre anterior. Daqui para a frente, portanto, quem busca uma nova oportunidade no mercado de trabalho pode se deparar com uma produção cada vez menor de vagas e salários cada vez mais estagnados. Segundo especialistas consultados pelo g1, efeitos mais estruturais explicam um mercado de trabalho mais apertado. O impacto vem desde um quadro demográfico — em que uma parcela da população que havia deixado de procurar empregos só agora começa a retomar a busca por trabalho —, até a desaceleração econômica vista no país. Além disso, parte do desaquecimento da criação de empregos no país também tem relação com efeitos tardios da política monetária do Banco Central do Brasil (BC). Apesar de o país ter iniciado um ciclo de quedas da taxa básica de juros, economistas explicam que as consequências dessa mexida normalmente demoram a ser percebidos. (entenda mais abaixo) Nesta reportagem, você vai entender: Qual o atual cenário e as perspectivas para o mercado de trabalho brasileiro; Por que há uma produção cada vez menor de vagas; Por que a tendência é de que os salários cresçam menos agora. O atual cenário e as perspectivas para o mercado de trabalho brasileiro Apesar da forte recuperação após o baque causado pela pandemia — quando empresas destruíram as vagas para reduzir custos —, o mercado de trabalho perdeu o ritmo de retomada ao longo de 2023. Segundo dados do Ministério do Trabalho, a economia brasileira gerou 1,48 milhão de empregos com carteira assinada em 2023, uma queda de 26,3% em relação ao ano anterior, quando haviam sido geradas mais de 2 milhões de postos de trabalho no país. Além disso, informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, apontam que a taxa média de desemprego no país foi de 7,8% no ano passado. Em 2022, havia sido de 9,3%. Na comparação anual, 26 das 27 unidades da federação (UFs) tiveram redução da taxa de desemprego. Mas, pensando apenas no quarto trimestre do ano passado, apenas duas das 27 UFs apresentaram queda significativa do indicador contra o período anterior. Os dados, divulgados trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também mostram uma desaceleração no rendimento médio mensal dos trabalhadores quando observada a comparação anual, principalmente a partir do segundo semestre do ano passado. Segundo o pesquisador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) Daniel Duque, a desaceleração vem acontecendo dentro do esperado. Afinal, o ritmo acompanha, em grande parte, o cenário macroeconômico brasileiro. “O que surpreende é que a taxa de desemprego continua caindo e nós continuamos gerando emprego em um nível consistente. Mas, agora, a tendência é de desaceleração”, diz ele, reforçando que o país já não está mais no “boom” de geração de serviços visto em anos anteriores. O pesquisador afirma que o país vive um momento de normalização da economia, e de uma estrutura demográfica que cresce bem mais devagar do que o previsto, com uma taxa de participação ainda abaixo do que o observado em período pré-pandemia. Taxa de participação é a proporção de pessoas em idade de trabalhar que estão inseridas na força de trabalho. O que analistas percebem é que segmentos inteiros da população só agora começam a retornar ao mercado. “Não é nenhuma surpresa vermos o mercado de trabalho gerando empregos a um nível mais lento”, completa Duque. Segundo o IBGE, a taxa de participação ficou em 62,4% na média anual de 2023. Apesar de representar um aumento de 0,5 ponto percentual (p.p.) em comparação ao ano anterior (61,9%), o número ainda é 1,5 p.p. menor do que observado em 2019, antes da pandemia de Covid-19. Naquele ano, a taxa de participação ficou em 63,9%. Taxa média de desemprego cai para 7,8% em 2023, menor patamar desde 2014, diz IBGE Por que há uma produção cada vez menor de vagas? Não há um fator isolado que explique a dinâmica do mercado de trabalho. É importante entender, porém, os efeitos de cada um deles e como mudam o cenário como um todo. Veja abaixo, em tópicos. ➡️ Quais os efeitos dos juros De acordo com o economista da LCA Consultores Bruno Imaizumi, parte do cenário de desaceleração reflete os efeitos da política monetária exercida pelo Banco Central do Brasil (BC). Apesar de a instituição já ter iniciado o seu ciclo de cortes de juros, os impactos demoram cerca de seis meses para serem sentidos, o que economistas chamam de defasagem da política monetária. Mesmo de agosto para cá, quando o BC fez a sua primeira redução de juros, os empresários ainda enfrentam dificuldades de acesso ao crédito e taxas ainda altas, o que inibe investimentos e novas contratações. “O empresário paga a taxa real [de juros] e não a Selic. Então quando ele vai investir, ampliar uma fábrica ou escritório e precisa de mão de obra, ele vai pensar no custo efetivo e no retorno que ele vai ter", comenta o economista e presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), Pedro Afonso Gomes. "Se não há muita certeza de retorno ou se vai ser menor do que o esperado, ele adia a ampliação e a sociedade sente isso indiretamente nos postos de trabalho”, prossegue. Em resumo: uma política monetária contracionista — quando sobem ou permanecem altos os juros — por parte do Banco Central deixa as empresas pouco propensas a investir. A oferta de emprego é reduzida e o crédito fica mais caro para a população, o que inibe também o consumo. É, assim, que os juros servem para controlar a inflação. ➡️ Por que o desemprego diminuiu mesmo com os juros altos? Os impactos do alto nível de juros não foram tão fortes no mercado de trabalho porque o mundo saiu de um momento atípico, de crise global após a pandemia. No Brasil, junto com a política monetária contracionista do BC, houve uma série deestímulos fiscais criados pelo governo federal, que preservaram o potencial de consumo. Com dinheiro em mãos pela criação ou reajuste de programas sociais, a população manteve o dinheiro em circulação e aqueceu a economia — o que também foi fator responsável por atrasar os efeitos de desaceleração econômica previstos com a política de juros do BC. Agora, por mais que a expectativa seja que o ciclo de cortes de juros comecem a trazer efeitos positivos na ponta, com uma redução das taxas mais perceptível, a desaceleração no ritmo de crescimento da economia e os aspectos demográficos do país devem pesar mais no mercado de trabalho. "A geração de emprego já está bem baixa e pode ficar pior se realmente vermos um cenário de deterioração da economia. Mas, a princípio, estamos em um período de normalização econômica, de forma que enquanto crescermos entre 2% ou 3%, a gente ainda vai ver o país gerar um pouco de emprego, ainda que de um jeito mais limitado", afirma Duque, da FGV. ➡️ Menor ritmo de recuperação Os economistas lembram, ainda, que o cenário de recuperação visto em anos anteriores, em que havia uma retomada do mercado de trabalho após a pandemia, também já não acontece mais — e isso também tende a se refletir na evolução do mercado de trabalho em 2024. “O mercado de trabalho vai seguir a evolução do crescimento da economia. Em 2023 já vimos uma desaceleração e em 2024 não deve ser diferente”, diz Imaizumi, da LCA Consultores. Por que a tendência é que os salários cresçam menos agora? Em relação aos salários, o ano passado acabou sendo positivo porque o aumento de vagas permitiu um retorno de trabalhadores aos seus cargos de origem e melhores negociações salariais em comparação ao que aconteceu nos anos anteriores. Essa, inclusive, é um dos aspectos monitorados de perto pelo Banco Central. Um mercado de trabalho aquecido favorece a barganha de trabalhadores, que reivindicam melhores salários. E a renda mais alta costuma pressionar a inflação, em especial no setor de serviços. Mas os economistas ouvidos pelo g1 não acreditam que o ganho de renda possa se repetir neste ano. “Pensa que durante a pandemia, muitas pessoas aceitaram empregos de menor remuneração para ficar no curto prazo. E as que ficaram em seus empregos não conseguiram reajustes salariais porque as companhias estavam com dificuldade”, explica Bruno Imaizumi, da LCA. “Então tivemos alguns reajustes importantes em 2023 que não devem se repetir em 2024. A única coisa que temos para esse ano é a política de valorização do salário mínimo, que deve ajudar de forma indireta”, completa Imaizumi. A política de valorização foi anunciada pelo governo no ano passado. Isso significa que o salário mínimo deve ser ajustado anualmente, de forma a acompanhar a inflação e garantir ganhos reais aos trabalhadores. Em 2024, por exemplo, o salário mínimo estabelecido pelo governo foi de R$ 1.412, um aumento de quase 7% em comparação aos R$ 1.320 válidos até dezembro de 2023. Os economistas destacam, ainda, que outro ponto que acaba influenciando na tendência de desaceleração dos salários é a mudança no perfil de trabalhadores na taxa de participação. “As pessoas que estão entrando e saindo do mercado de trabalho têm menos qualificação e, consequentemente, menos poder de barganha no mercado de trabalho. De maneira que, quando entram, muitos já entram via informalidade”, diz Duque, do FGV Ibre. Dados do IBGE apontam, por exemplo, que apesar da redução da taxa anual de informalidade no país, que passou de 39,4% para 39,2%, os números continuam altos: cerca de 39,4 milhões de brasileiros seguem na informalidade. Informações do instituto ainda mostram que, em 2023, houve um número recorde no registro de pessoas ocupadas, chegando a 100,7 milhões no ano — um aumento de 3,8% em relação a 2022 (96,9 milhões). Esse crescimento refletiu um recorde tanto no número de empregados sem carteira assinada (13,4 milhões de pessoas em média), como no montante de pessoas empregadas com carteira de trabalho assinada (média de 37,7 milhões de pessoas). A perspectiva, nesse cenário, também é de desaceleração do rendimento médio mensal do trabalhador. “Os salários vão continuar crescendo ao longo deste ano, mas com uma intensidade bem menor do que cresceram nos últimos dois anos”, diz Imaizumi “É um mercado de trabalho que continua evoluindo positivamente, mas de maneira bem mais comedida, tanto pela ótica de vagas quanto pela ótica da remuneração”, completa.
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01/03 - Perdeu as reuniões do G20? Veja o que aconteceu de mais importante
Grupo promoveu reuniões entre ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais ao longo desta semana, em São Paulo. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, discursa na abertura do segundo dia de trabalhos do G20, em São Paulo Diogo Zacarias/MF A cidade de São Paulo recebeu nesta quarta (28) e quinta-feira (29) a Trilha de Finanças do G20, evento que agrega uma série de reuniões de ministros de Finanças e de presidentes dos bancos centrais de países que fazem parte do grupo. O G20 reúne as principais economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana. O Brasil comanda o grupo desde dezembro do ano passado, e a presidência brasileira se encerra em novembro deste ano, com a cúpula de chefes de Estado, no Rio de Janeiro. As reuniões acabaram sem consenso para um comunicado oficial do grupo. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, houve um impasse entre os países a respeito dos conflitos geopolíticos que estão em curso no Oriente Médio e no Leste Europeu. Veja aqui o texto final. Mesmo sem acordo, os debates focaram em temas como o combate às desigualdades, tributação internacional e financiamento de ações ambientais. Entre os principais temas discutidos durante o evento estavam: o combate à pobreza; o financiamento efetivo ao desenvolvimento sustentável; a reforma da governança global; a tributação justa; a cooperação global para transformação ecológica; e o problema do endividamento crônico de vários países. O g1 mostra nesta reportagem um resumo do que aconteceu de mais importante nas reuniões do G20 nesta semana, para quem não pode acompanhar as discussões em tempo real. No G20, Haddad quer discutir tributação global sobre a riqueza para taxar super-ricos Agenda de cooperação tributária internacional Um dos pontos debatidos ao longo desta semana foi, também, um dos principais temas defendidos pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nos últimos meses: a taxação dos super-ricos. ➡️ O QUE FOI DISCUTIDO: O ministro da Fazenda levantou o debate sobre um plano de tributação global sobre a riqueza. O objetivo foi angariar apoio ao assunto e cooperação internacional para inibir a evasão fiscal, além de incentivar que os bilionários paguem sua justa contribuição em impostos. Desde o ano passado, o ministro já vinha defendendo a taxação interna de fundos exclusivos — também conhecidos como fundos dos "super-ricos" — e de offshores. Uma das críticas à proposta, porém, é de que um aumento da tributação de fortunas faz com que os super-ricos desloquem o patrimônio para outro país. "Se unirmos esforços [...] poderemos continuar avançando e diminuir oportunidades para que um pequeno número de bilionários não continue tirando proveito de buracos no nosso sistema tributário para não pagar sua justa contribuição", afirmou Haddad durante a abertura do segundo dia de trilhas no evento. Saiba mais na reportagem abaixo: No G20, Haddad quer discutir tributação global sobre a riqueza para taxar super-ricos Heranças e lucros empresariais Além da tributação direta de patrimônio, os plano do governo também se estendem para grandes heranças e sobre o lucro de grandes empresas. Os temas foram pautados pela pasta nas reuniões do G20, disse o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello. ➡️ O QUE FOI DISCUTIDO: O secretário de Haddad trouxe novos temas, como a tributação sobre a renda, o ganho de capital e a herança como um possível terceiro pilar para a agenda de cooperação tributária internacional, já em discussão pela Organização para a Coordenação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O acordo da organização, denominado Imposto Mínimo Global prevê dois pilares. O primeiro é voltado para distribuir os direitos de tributação internacional entre os países, enquanto o segundo estabelece o recolhimento de pelo menos 15% do imposto sobre a renda de grupos multinacionais que possuam um volume de negócios global anual superior a 750 milhões de euros. Outro membro da equipe econômica, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que os debates que nascem sobre o tema durante as reuniões ainda surgem para "frutificar e gerar diálogo" entre as nações. Ele ainda reforçou que o governo não tem uma proposta de alíquota efetiva e destacou que a "dinâmica dos fóruns internacionais demanda um tempo maior.” Saiba mais na reportagem abaixo: Secretário de Haddad propõe debates sobre tributação de heranças e de grandes empresas Alíquota mínima de 2% Para embasar o debate e abrir o diálogo sobre a taxação dos super-ricos no G20, Haddad chegou a chamar o economista e diretor do European Tax Observatory, Gabriel Zucman, para apresentar uma proposta sobre o tema. ➡️ O QUE FOI DISCUTIDO: Segundo Zucman, a ideia apresentada ao grupo propunha uma cobrança mínima de 2% sobre a riqueza de bilionários. “É uma taxa baixa, mas ainda faria uma diferença muito grande. [...] Mas acredito que podemos ser mais ambiciosos do que isso", disse o economista. Para ele, a tendência é que a taxa seja progressiva e que, eventualmente, alcance uma alíquota maior do que 2%. Além disso, Zucman ainda afirmou que as discussões sobre como as receitas arrecadadas com o imposto devem ser distribuídas pelos países ainda são iniciais, mas algumas opções podem ser adotadas. "Podemos dizer, por exemplo, que parte das receitas poderiam ir para os países onde os bilionários vivem ou viveram durante alguns anos, porque, afinal, eles podem ter se beneficiado dos ativos daquele país, de suas construções ou de sua indústria, por exemplo", explicou o economista. Outra opção, diz ele, seria um acordo que promovesse uma distribuição maior das receitas com esses impostos pelos países, uma vez que, em muitos casos, esses super-ricos possuem participação em grandes empresas multinacionais que atuam em vários lugares pelo mundo. Saiba mais na reportagem abaixo: G20: economista sugere cobrança mínima de 2% sobre riqueza de bilionários Inflação e combate à desigualdade no foco do mundo Outro ponto abordado durante as reuniões do G20 nesta semana foi a evolução do combate à inflação ao redor do planeta. O tema ainda tem sido amplamente discutido por economias desenvolvidas – principalmente na Europa e nos Estados Unidos, que ainda vivem um cenário de juros altos para controle dos preços. ➡️ O QUE FOI DISCUTIDO: Em seu discurso de abertura no primeiro dia de reuniões, o presidente do Banco Central do Brasil (BC), Roberto Campos Neto, defendeu a necessidade de “políticas monetárias, fiscais, financeiras e estruturais bem calibradas”, reiterando o papel dos bancos centrais em alcançar a estabilidade de preços. “Reduzir a inflação tem custos, mas adiar a restauração da estabilidade de preços pode aumentar ainda mais o sacrifício necessário para reduzir os preços e prejudicar ainda mais os mais vulneráveis”, afirmou Campos Neto, destacando que ainda há uma “última milha” a ser percorrida no combate à pressão inflacionária. Já o diretor de assuntos internacionais e gestão de riscos corporativos do Banco Central do Brasil (BC), Paulo Picchetti, a preocupação com a retomada de um crescimento em condições de igualdade para toda a população também foi tema presente nas reuniões. “Tem uma série de questões entre os países que são preocupações comuns de todos os participantes do G20, para garantir justamente que esse impacto da desigualdade não seja continuado [...], mas revertido, e que a gente tenha um mundo sustentável do ponto de vista de igualdade”, afirmou. Saiba mais na reportagem abaixo: Campos Neto diz que contribuição que a política monetária é a manutenção da inflação em níveis baixos, estáveis e previsíveis. Reuniões bilaterais Além das trilhas de finanças, com reuniões gerais entre ministros de finanças e presidentes de bancos centrais, uma série de reuniões bilaterais também aconteceram ao longo da última semana. Entre elas, uma reunião entre a secretária do Tesouro norte-americano, Janet Yellen e o ministro de Economia da Argentina, Luis Caputo, esteve no centro das atenções. ➡️ O QUE FOI DISCUTIDO: Durante discurso breve aberto à imprensa em que os dois trocaram observações, Yellen afirmou que o país sul-americano herdou um caminho difícil para a estabilização econômica, mas já tomou passos importantes para restaurar a sustentabilidade fiscal, ao ajustar a taxa de câmbio e visando medidas de combate à inflação. "Não há dúvidas de que esse foi e continuará sendo um período de difícil transição econômica para a população da Argentina. Proteger os mais vulneráveis durante essa transição será um desafio, mas é vital", afirmou. Luis Caputo, por sua vez, disse que o governo sabia que as medidas implementadas pelo governo do novo presidente do país, Javier Milei, seriam "desafiadoras e duras", mas reforçou que o país está confiante de que essas iniciativas devem trazer um ponto de inflexão para a economia argentina. Saiba mais na reportagem abaixo: Ao lado de ministro de Milei, Yellen diz que Argentina terá uma difícil transição econômica O que é o G20? O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana. Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais. A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos. O G20 é formado pelos seguintes países: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana. O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde. Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.
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01/03 - Próximos passos, tarifas, prazos: tudo que você precisa saber sobre linhas de trens leiloadas em SP
Consórcio deve assumir a concessão da Linha 7-Rubi em 18 meses a partir da assinatura do contrato e iniciar a operação do Trem entre São Paulo e Campinas em 2031. Consórcio com grupo chinês vence leilão para construir e operar Trem Intercidades O consórcio composto pela brasileira Comporte e pela chinesa CRRC, vencedor do leilão promovido pelo governo paulista nesta quinta-feira (29), vai ter a concessão, com investimentos de R$ 14,2 bilhões em 30 anos, de três grandes linhas de trens no estado de São Paulo. Trem Intercidades (TIC): construção e operação da linha que vai ligar, com trens de média velocidade, Campinas (SP) a Estação da Barra Funda, em São Paulo (SP). Trem Intermetropolitano (TIM): implantação da linha que vai atender passageiros em Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos e Campinas, no interior de São Paulo. Linha 7-Rubi: operação de São Paulo a Jundiaí, hoje nas mãos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O início das operações, modernizações e obras, no entanto, não é imediato. Com o leilão nessa quinta, a documentação do consórcio vencedor deve ser analisada e então, no prazo de 120 dias, o contrato assinado. Veja cronograma operacional a partir da assinatura do contrato: 6 meses: início da fase de pré-obra (desapropriações, licenças e projetos) do TIC e do TIM 6 meses: início da fase pré-operacional (transição com a CPTM) da linha 7-Rubi 18 meses: início da concessão com a operação da linha 7-Rubi 2 anos: início das obras do TIC e TIM 5 anos: início da operação do TIM 7 anos: início da operação do TIC expresso entre São Paulo e Campinas Funcionamento dos trens Trem Intercidades (São Paulo - Campinas) Trajeto: Barra Funda - Campinas Tempo de trajeto: 1 hora e 4 minutos Velocidade do trem: até 140 km/h Capacidade: 860 passageiros por viagem Preço da passagem (previsão): R$ 64,00 Início da operação: 2031 Trem Intermetropolitano (Jundiaí - Campinas) Trajeto: Jundiaí - Campinas Tempo de trajeto: 33 minutos Velocidade do trem: entre 44 km/h e 80 km/h (média) Capacidade: 2.048 passageiros por viagem Preço da passagem (previsão): R$ 14,05 Início da operação: 2029 Linha 7-Rubi (São Paulo - Jundiaí) A transição da linha 7-Rubi da CPTM para o consórcio deve durar 18 meses após a assinatura do contrato, segundo informou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta quinta. Leilão define grupo que vai administrar três intercidades Consórcio vencedor Chamado de Consócio C2 Mobilidade sobre Trilhos, o vencedor do leilão de trens do Estado é composto por duas grandes empresas do ramo. CRRC Hong Kong: empresa chinesa construtora de trens que tem 40% do consórcio. Comporte: grupo brasileiro, pertencente à família Constantino, que administra empresas de ônibus, o metrô de Belo Horizonte (MG) e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da baixada santista. A holding tem 60% do consórcio. Infográfico mostra trajeto previsto e detalhes do projeto do Trem Intercidades, que vai ligar Campinas à Estação da Luz, na capital de SP Arte/g1 Única proposta O consórcio vencedor foi o único a apresentar proposta, que o ofereceu desconto de 0,01% na contraprestação - valor a ser pago pelo Estado, de R$ 8,06 bilhões. O edital previa que o vencedor seria quem oferecesse o maior desconto. Já o investimento do governo de SP foi mantido, de R$ 8,98 bilhões. Conforme o secretário de Parcerias em Investimentos (SPI), Rafael Benini, a expectativa é que o TIM entre em funcionamento até 2029. Já o TIC, que prevê apenas uma parada de dois minutos em Jundiaí, deve começar a operar até 2031. No modelo licitado, tanto o TIC quanto o TIM, serão ligados entre as estações da Barra Funda e Campinas, embora a linha 7-Rubi tenha parada na Estação da Luz. Leia mais abaixo nesta reportagem sobre: ▶️ Como foi o leilão ▶️ O pedido de recuperação judicial da Gol ▶️ Detalhes do projeto ▶️ Histórico do projeto O leilão O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante o leilão do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, que vai ligar a cidade de São Paulo à Campinas, realizado na sede da B3, bolsa de valores de São Paulo, nesta quinta-feira (29). BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO O prazo para recebimento dos envelopes de empresas interessadas, nacionais ou estrangeiras, foi encerrado às 15h17, e houve a abertura das propostas comerciais. A sessão pública do leilão teve início às 15h38 com a leitura das regras. Às 15h56 houve a batida simbólica do martelo pelo consórcio vencedor. Em seu discurso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), brincou sobre o ato de bater o martelo e fez alusão ao momento de outro leilão, do Rodoanel, quando derrubou o símbolo da B3 durante as marteladas. Tarcísio aproveitou a ocasião para falar sobre a possibilidade de desenvolver projetos com outras ligações por linha férrea. "Emblemático, inovador. É o primeiro com três serviços, a Linha 7, o trem intermetropolitano, e o nosso trem expresso, que vai sair de Campinas, com uma parada em Jundiaí e até São Paulo. Isso vai descomprimir as nossas rodovias, e nos dá oportunidade de sonhar. Por que não fazer Sorocaba a São Paulo? Por que não fazer o São Paulo a Santos? Vamos pensar em outras ligações", disse o governador. O governador ainda afirmou estar confiante na operação do serviço expresso em 2031, tratando o prazo como "factível", apesar da complexidade do projeto. "Aquilo que nós colocamos no estudo, confere com a realidade. A empresa faz, porque tem penalização por descumprimento de prazo, então ela vai lá e verifica se aquele prazo é possível. Estabelecemos os mecanismos de compartilhamento de risco, risco de demanda, ou seja, é um projeto que está redondo do ponto de vista de execução e agora também vai caber a nós fazer todo o esforço possível para ajudar, para acelerar esse processo, para fazer com que esse processo possa ocorrer até em antecipação", disse Tarcísio. Documentos são conferidos durante o leilão do Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas (SP), nesta quinta (29), na B3 Arthur Menicucci/g1 Para Guilherme Naves, sócio da consultoria Radar PPP, o leilão do projeto pode ser avaliado como um sucesso, apesar de receber apenas uma proposta. "Talvez seja o maior projeto da América Latina em curto prazo, com investimento superior a R$ 13 bilhões. Um projeto bastante específico, complicado. O fato de aparecer um interessado é uma vitória. Ter alguém que tope os riscos é razão justa para celebração", disse. Do lado de fora da B3, Bolsa de Valores de São Paulo, onde foi realizado o leilão do Trem Intercidades Eixo Norte, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo fez um protesto contra a privatização da Lina 7-Rubi, prevista no projeto. LEIA TAMBÉM: Entenda como proposta de ligar SP a Campinas por trilhos mudou nas últimas décadas Expectativa por trem rápido anima quem leva mais de 3h até a capital: 'Vou usar com certeza' Recuperação judicial da Gol Batida simbólilca do martelo pelo consórcio que venceu o leilão do Trem Intercidades (TIC) entre Campinas (SP) e São Paulo Reprodução/B3 Responsável por 60% do Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos, a brasileira Comporte pertence à família Constantino, que fundou a Gol. A empresa entrou em janeiro com um pedido de reestruturação financeira nos Estados Unidos, em processo semelhante à recuperação judicial brasileira. Questionado se o fato poderia atrapalhar o projeto, Jose Efrain, diretor do consórcio, destacou que estão "preparados para enfrentar essas situações e os assuntos da Gol são tratados apartados do leilão." Efrain aproveitou para destacar que o grupo brasileiro atua no ramo de mobilidade, e que está ampliando o portfólio sobre trilhos. "Nós do grupo Comporte somos uma holding 100% voltada para a mobilidade. Então, está no nosso escopo e no nosso DNA o atendimento aos usuários quer seja sobre pneus, ou trilhos. E nesse caso nós fomos vencedores já no ano passado do Metrô BH e também já temos a experiência do VLT da baixada santista. E, com isso, nós estamos ampliando o nosso portfólio sobre trilhos". Detalhes do projeto Leilão da concessão do Trem Intercidades na sede da B3, a Bolsa de Valores, em São Paulo (SP), nesta quinta (29) Arthur Menicucci/g1 💰 Qual o investimento previsto? O edital prevê aporte de R$ 14,2 bilhões para a infraestrutura, incluindo a construção e modernizações; ⏳ Qual o prazo de concessão? A concessão será de 30 anos, a partir do início da operação comercial. 🧱 Qual a infraestrutura prevista? O edital prevê que as composições contem com banheiros, incluindo os acessíveis; telas pelos vagões para informar detalhes sobre a viagem e trajeto, que poderão ser explorados para publicidade; oferta de sinal de internet (Wi-Fi), tomada e porta USB aos passageiros. 🔨 Quantos empregos serão gerados? A projeção é que o empreendimento gere 10,5 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. Histórico do projeto O Trem Intercidades é discutido pelo governo de São Paulo pelo menos desde 2013, quando foi anunciado para 2014 o prazo para publicação do edital que previa uma Parceria Pública Privada (PPP) para ligar a capital tanto ao interior quando à Baixada Santista. À época, a proposta previa 430 quilômetros de extensão, com início por Campinas, mas teria dois eixos, um indo de Americana até o litoral, e outro entre Sorocaba e Taubaté. O projeto chegou a ser usado, em 2014, como promessa em campanha de reeleição de Geraldo Alckmin ao governo do estado. Quatro anos depois, o então candidato ao governo de São Paulo, João Doria, garantiu que iria, se eleito, tocar o projeto do antecessor, ainda com previsão de ligação entre Americana e a capital, em uma PPP sem uso de dinheiro público na implantação. A discussão pelo Trem Intercidades ganhou um novo personagem quando, em dezembro de 2018, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defendeu o prolongamento do sistema até Limeira (SP), por entender que o trecho poderia acrescentar um movimento maior ao transporte por trilhos. Em 2019, o então ministro da Infraestrutura e atual governador de SP, Tarcísio de Freitas, disse em audiência na Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados que o governo federal pretendia atrelar a implantação do trem intercidades, ainda previsto para chegar até Americana (SP), à renovação da concessão das linhas férreas, sob responsabilidade das empresas de carga. É em 2019 que é dado início a sondagem de mercado do projeto, tendo sido realizadas audiência e consulta pública no ano de 2021, e depois uma sondagem de mercado pública em setembro do mesmo ano. Em 2022, sob a gestão do governador Rodrigo Garcia, o projeto do TIC Eixo Norte, que já previa a ligação que vai a leilão atualmente, entre Campinas e São Paulo, ganhou uma nova etapa com a assinatura de convênio com prefeituras por onde o trem rápido virá a percorrer. O Trem Intercidades Eixo Norte (TIC) foi incluído no Programa de Parceria e Investimentos do governo paulista em fevereiro de 2023, e a expectativa era de que o leilão fosse realizado em novembro do mesmo ano, mas uma atualização do edital, com revisão do valor de investimento e com mudanças para ficar "mais atrativo" aos interessados, culminou com a marcação da sessão pública para 29 de fevereiro de 2024. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas
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01/03 - Mistura de biodiesel no diesel dos postos sobe nesta sexta-feira para maior patamar já praticado no Brasil
Proporção do biodiesel no combustível será de 14% e faz parte de política do governo de aumentar gradualmente a mistura. Preço nas distribuidoras deve aumentar cerca de R$ 0,02, segundo especialistas. A partir desta sexta-feira (1º) o óleo diesel comprado nos postos de combustíveis terá o maior percentual de biocombustível já praticado no país, com uma mistura de 14% de biodiesel. A adição de biodiesel é uma política nacional. As distribuidoras de combustível são obrigadas a comprar o biodiesel para misturá-lo ao diesel de origem fóssil, comprado nas refinarias ou importado. O combustível vendido nos postos, chamado de diesel B, é o produto dessa mistura. Como o biodiesel é mais caro, o preço do óleo diesel nas distribuidoras (etapa anterior aos postos de combustível) deve aumentar cerca de R$ 0,02, segundo especialistas ouvidos pelo g1. O preço final para o consumidor, segundo os analistas, é mais difícil de estimar, porque envolve outros fatores, como a margem de lucro dos revendedores. O governo busca aumentar a proporção de biodiesel por se tratar de um combustível menos poluente e por essa ser uma pauta importante para o agronegócio (biodiesel pode ser feito de óleo de soja, por exemplo). O óleo diesel vendido a partir desta sexta, portanto, passa a emitir um pouco menos de gases poluentes. Por outro lado, fica mais caro nas distribuidoras. Há um projeto em discussão no Congresso que prevê aumentar gradativamente a proporção de biodiesel na mistura (veja mais abaixo). Mais nesta reportagem: Impactos no preço Expectativas do setor Idas e vindas da mistura Projeto Combustível do Futuro Semente de seringueira é usada para produzir biodiesel Impactos no preço O aumento de 12%, praticado até então, para 14% de biodiesel deve ter pouco impacto no preço do diesel B, afirmam especialistas consultados pelo g1. Segundo projeção da Leggio Consultoria, o aumento no preço do diesel B será de 0,6%, sem considerar impostos e custo de distribuição. “Hoje, o biodiesel está cotado a um preço cerca de 30% maior que o diesel, mas o volume representa apenas 14% do total do produto. Portanto, o efeito sobre o preço da mistura não é tão forte. Outro efeito da medida é a contribuição para a redução da emissão de gases do efeito estufa”, explica Marcus D’Elia, sócio da Leggio. Para o especialista em combustíveis da consultoria Argus, Amance Boutin, o preço pode aumentar entre R$ 0,01e R$ 0,02 por litro.Essa projeção considera o preço na distribuidora de combustíveis --etapa anterior à venda nos postos. Boutin explica que o custo logístico de levar o diesel B da base de distribuição até os postos e a margem de lucro do revendedor são fatores mais difíceis de precificar. "O comportamento do preço na bomba vai depender de outros fatores também. Se amanhã tem aumento do diesel pela Petrobras, é claro que vai embaralhar um pouco, vai ficar mais difícil, ou também o revendedor pode optar por aproveitar para aumentar. Isso a gente não tem visibilidade", explica. De acordo com a Argus, o preço do biodiesel caiu 22,4% desde fevereiro de 2023, por causa da redução no valor da principal matéria-prima para o biodiesel, o óleo de soja. "Estamos com um cenário bom para o governo, que é propício para se fazer essa mistura. Como se pode ver, estamos falando de entre um a dois centavos por litro [de aumento], é pouca coisa. Se tivesse sido feito em algum outro momento, talvez a pressão inflacionária tivesse sido maior", conta Boutin. Expectativas do setor No final de dezembro, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) antecipou o aumento da mistura para 14% a partir de 1º de março –a maior proporção já praticada no país. Em 2023, vigorou o percentual de 10% de biodiesel misturado ao diesel entre os meses de janeiro e março, e de 12% no restante do ano. Nesse período, as distribuidoras de combustíveis venderam mais de 60 bilhões de litros de diesel B, contendo 7,4 bilhões de litros de biodiesel –o suficiente para encher 2.880 piscinas olímpicas. Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a pedido do g1. A expectativa do setor é que a demanda por biodiesel aumente entre 21% e 22% para suprir o aumento da mistura a partir desta sexta-feira (1º), afirma o diretor de Biodiesel do grupo Delta Energia, Silvio Roman. “Infelizmente, com esse atraso que teve para a chegada do B14 [14% de biodiesel], o mercado ficou muito ocioso. Hoje com o B12 [12% de biodiesel, em vigor até quinta-feira], temos quase que o dobro de oferta perante a demanda”, afirmou. Idas e vindas da mistura O cronograma original previa que a mistura de biodiesel chegasse a 14% em 2022. Mas o plano foi adiado por decisões do CNPE que visavam reduzir o preço do diesel B na bomba, em meio à alta no valor dos combustíveis em 2021 e 2022. O percentual estava em 13% em abril de 2021 e foi reduzido a 10% durante a maior parte do ano. Depois, em 2022, o CNPE decidiu manter a mistura ao longo do ano e no início de 2023. Nos primeiros meses de mandato, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu um novo cronograma, que previa o aumento gradual da mistura, que chegaria a 15% em 2026. Em dezembro, com apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o governo antecipou o cronograma. Dessa forma, o chamado “mandato de biodiesel” será de 14% em 2024 e 15% em 2025. Projeto Combustível do Futuro Em setembro do ano passado, o governo enviou um projeto de lei ao Congresso com medidas de incentivo ao setor de biocombustíveis. Intitulado “Combustível do Futuro”, o texto estabelecia que o teor de biodiesel no diesel chegaria a 20% em 2030. Na Câmara dos Deputados, o projeto recebeu nesta semana uma nova redação, que estabelece um cronograma para essa elevação e traz a possibilidade de aumento para 25%. O texto foi bem recebido pelo setor, apesar de gerar resistência no governo por uma eventual perda de autonomia do CNPE para definir o calendário. “Nós recebemos o relatório muito bem porque nos traz a assertiva em lei que nós vamos chegar no B20. Então, você pode se planejar melhor. Nós nos planejamos com uma sinalização do CNPE, que foi frustrada porque no final do governo passado houve uma redução, e agora o relatório do [deputado Arnaldo] Jardim é bastante confortável para planejarmos nossos investimentos”, afirmou o vice-presidente Institucional e Regulatório da Delta Energia, Luiz Fernando Leone Vianna. Ao g1, o presidente da Frente Parlamentar Mista do Biocombustível (FPBio), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), disse não ser contra o CNPE decidir o cronograma. "A questão que nós temos que garantir para o investidor [é que] daqui a dois ou três anos não tenha outra decisão que queira mudar isso [o cronograma]", declarou. A FPBio também quer estabelecer um piso para a mistura, ou seja, um valor mínimo para a adição de biodiesel ao diesel fóssil. Para Moreira, esse piso deve ser de 15%, "porque com 15% as indústrias instaladas funcionam". Quando enviou o texto, o governo chegou a estimar um aumento de 0,7% no preço do diesel final a cada um ponto percentual de elevação da mistura. Ou seja, o preço aumentaria em 0,7% no caso de alta do percentual de 15% para 16%, mais 0,7% na elevação de 16% para 17% e assim por diante. “Não tem como falar em questão de preço sendo commodity. Hoje existe esse preço, amanhã, ou ano que vem, ou outro ano, pode estar abaixo ou em um valor acima. Então, não é questão da mistura e sim como vai estar a economia do mundo”, disse o diretor da Delta, Silvio Roman. Marcus D’Elia, da Leggio Consultoria, também ressalta a necessidade de aumento de produção e de esmagamento da soja –a matéria-prima mais usada para se fazer biodiesel. “Neste cenário, para garantir o suprimento de B20, será necessário que se atinja entre 46% e 48% de esmagamento, um valor demasiado alto em relação aos níveis atuais”, explica. Em nota, as entidades do setor afirmam que as usinas existentes já têm capacidade para suprir a demanda por B20 –ou seja, 20% de biodiesel no diesel. O levantamento aponta uma demanda de 13,2 bilhões de litros de biodiesel ou aproximadamente 90% da capacidade atual disponível.
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29/02 - Quem são as empresas do leilão do trem que ligará SP e Campinas
Consórcio é composto por companhia chinesa líder em venda de trens e que já forneceu para o Rio, e grupo brasileiro que opera da Gol ao metrô de BH e transporta 1 milhão de passageiros por dia. Consórcio com grupo chinês vence leilão para construir e operar Trem Intercidades Vencedor do leilão do Trem Intercidades (TIC) entre São Paulo e Campinas, o Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos é composto pela chinesa CRRC e pela brasileira Comporte, duas empresas com atividades relacionadas ao serviço ferroviário e transporte de passageiros - veja, abaixo, como atuam as companhias. 🔔 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Único a apresentar proposta, o consórcio será responspável por construir e operar o trem que deve ligar as cidades de São Paulo e Campinas em um trajeto de 101 km em 1 hora e 4 minutos, com velocidade de até 140 km/h, e passagem de R$ 64. O investimento previsto no projeto é de R$ 14,2 bilhões. A concessão é para explorar o serviço por 30 anos. O consórcio vencedor também vai operar um Trem Intermetropolitano (TIM) para atender passageiros em Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Valinhos, no interior de São Paulo. Também será responsável pela operação da Linha 7-Rubi, hoje administrada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que teve um movimento de 99 milhões de passageiros em 2023. Da Gol ao metrô de BH Metrô de Belo Horizonte Jô Andrade/g1 Minas Responsável por 60% do Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos, a brasileira Comporte controla dezenas de empresas no ramo de transporte, tanto de passageiros quanto de carga. Pertence à família Constantino, que fundou a Gol. Em seu relatório anual, destaca a atuação em diferentes locais do Brasil, transportando um milhão de pessoas por dia, tanto em serviços de ônibus urbano e rodoviários, além da operação sobre trilhos. O grupo encerrou 2023 com 16 mil funcionários diretos, e com uma frota total de 6.118 veículos. O balanço financeiro aponta aumento de 19,8% na receita total, e um lucro operacional bruto com alta de 18,8% em 2023, no comparativo com o ano anterior. José Efraim Neves, diretor do consórcio, destacou que que o grupo brasileiro atua no ramo de mobilidade, e que está ampliando o portfólio sobre trilhos. Em 2023, a Comporte asumiu a operação do metrô de Belo Horizonte (MG). "Nós do grupo Comporte somos uma holding 100% voltada para a mobilidade. Então, está no nosso escopo e no nosso DNA o atendimento aos usuários quer seja sobre pneus, ou trilhos. E nesse caso nós fomos vencedores já no ano passado do Metrô BH e também já temos a experiência do VLT da baixada santista. E, com isso, nós estamos ampliando o nosso portfólio sobre trilhos". Em seu site oficial, a Comporte Participações S. A. informa que é uma sociedade por ações de capital nacional fechado que iniciou as atividades em junho de 2002. A matriz está localizada na cidade de São Bernardo do Campo (SP). Recuperação da Gol A companhia aérea Gol entrou em janeiro com um pedido de reestruturação financeira nos Estados Unidos, em processo semelhante à recuperação judicial brasileira. Questionado após o leilão se o fato da recuperação da Gol poderia atrapalhar o projeto do Trem Intercidades, Neves destacou que eles estão "preparados preparados para enfrentar essas situações e os assuntos da Gol são tratados apartados do leilão." Batida simbólilca do martelo pelo consórcio que venceu o leilão do Trem Intercidades (TIC) entre Campinas (SP) e São Paulo Reprodução/B3 Líder mundial Com 40% do consórcio vencedor do leilão, a chinesa CRRC é um dos líderes mundiais na comercialização de equipamentos ferroviários, exportando para "mais de 100 países e regiões do mundo". Já forneceu trens para o Metro Rio e Supervia, concessionárias de transporte do Estado do Rio de Janeiro. Formada em 2015 após a fusão de outras duas companhias chinesas, tem sede em Pequim, faturamento anual de vendas de US$ 37,8 bilhões e reúne 180 mil funcionários em 46 subsidiárias. A CRRC destaca que atua em toda a cadeia, de projeto e desenvolvimento, passando por venda, reparos e fabricação, inclusive, locomotivas de alta velocidade - em 2010, produziu um modelo que atinge até 380 km/h. Foto de arquivo de executivos da CRRC Changchun na inauguração do Centro de Intercâmbio Cultural e Tecnológico de Cidade Inteligente no Rio de Janeiro, em 2023 Divulgação Investimentos O edital do TIC prevê que o vencedor implante trens cuja velocidade máxima chegue a 140 km/h - o que é considerado média velocidade, mas que representaria o transporte de passageiros por trilhos mais rápido em operação no Brasil. 📆 De acordo com o secretário de Parcerias em Investimentos (SPI), Rafael Benini, a expectativa é que o serviço intermetropolitano entre em funcionamento até 2029, enquanto o trem expresso, que prevê apenas uma parada de dois minutos em Jundiaí, comece a operar até 2031. LEIA TAMBÉM: Entenda como proposta de ligar SP a Campinas por trilhos mudou nas últimas décadas Expectativa por trem rápido anima quem leva mais de 3h até a capital: 'Vou usar com certeza' O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante o leilão do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, que vai ligar a cidade de São Paulo à Campinas, realizado na sede da B3, bolsa de valores de São Paulo, nesta quinta-feira (29). BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO 💰 Qual o investimento previsto? O edital prevê aporte de R$ 14,2 bilhões para a infraestrutura, incluindo a construção e modernizações; ⏳ Qual o prazo de concessão? A concessão será de 30 anos, a partir do início da operação comercial. 🚄 Quais as ligações previstas? Serviço Expresso (Trem Intercidades): São Paulo a Campinas, com parada em Jundiaí; Serviço Linha 7 Inicial e o Serviço Linha 7-Rubi: conectam a Estação Barra Funda, em São Paulo, a Jundiaí, e atende às cidades de Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista; Serviço TIM (Trem Intermetropolitano): vai de Jundiaí a Campinas, e atende também Louveira, Vinhedo e Valinhos. Leilão define grupo que vai administrar trem intercidades ⌚ Quanto tempo vai demorar a viagem? O Trem Intercidades (serviço expresso) deve percorrer os 101 km entre São Paulo e Campinas no tempo previsto de 1 hora e 4 minutos; A proposta é que as viagens do serviço expresso tenham intervalos de 15 minutos nos horários de pico. 💲 Quanto pode custar a passagem? O valor estimado da tarifa do serviço expresso, definido a partir de pesquisas sobre potencial e demanda, é de R$ 64, mas a companhia vencedora da concorrência pode oferecer um valor inferior ao teto; Atualmente, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de São Paulo (Setpesp), uma passagem de ônibus entre Campinas e São Paulo, na categoria convencional, está na faixa de R$ 31,82, enquanto quem usa um carro próprio paga em torno de R$ 24,60 somente de pedágios para ir de Campinas a São Paulo, considerando-se o uso da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), uma das principais do estado; "A gente entende que [a tarifa de] R$ 64 é adequada porque o serviço é mais rápido, estamos falando de um deslocamento em 1h04, enquanto o ônibus é de 1h30 a 2h, pode ser até mais que isso com trânsito. Além disso, as tarifas de ônibus não são reajustadas há algum tempo", ponderou André Isper, secretário-executivo da SPI. Infográfico mostra trajeto previsto e detalhes do projeto do Trem Intercidades, que vai ligar Campinas à Estação da Luz, na capital de SP Arte/g1 🚃 Qual a velocidade do trem? Para a realização do serviço expresso, o edital prevê que a empresa implante trens cuja velocidade máxima chegue a 140 km/h - o que é considerado média velocidade; O projeto também inclui a implantação de um serviço metropolitano entre Campinas e Francisco Morato (SP), e estabelece atendimentos a outros municípios do interior paulista como Louveira (SP), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP); A extensão dessa operação seria de 65,8 km, com nove estações e velocidade comercial de 56 km/h - a estimativa é que o tempo de viagem dure 55 minutos. 👨‍👩‍👧‍👦 Quantos passageiros serão transportados? O estado prevê que o serviço expresso (SP e Campinas em 64 minutos) seja atendido por um trem com capacidade para 860 passageiros sentados, operando em intervalos de até 15 minutos nos horários de pico; A expectativa do projeto é atender até 60 mil passageiros por dia em todos os serviços. 🧱 Qual a infraestrutura prevista? O edital prevê que as composições contem com banheiros, incluindo os acessíveis; telas pelos vagões para informar detalhes sobre a viagem e trajeto, que poderão ser explorados para publicidade; oferta de sinal de internet (Wi-Fi), tomada e porta USB aos passageiros. 🔨 Quantos empregos serão gerados? A projeção é que o empreendimento gere 10,5 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região d Veja mais notícias da região no g1 Campinas
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29/02 - Mega-Sena, concurso 2.694: prêmio acumula e vai a R$ 185 milhões
Veja as dezenas sorteadas: 07 - 20 - 22 - 29 - 41 - 58. Quina teve 152 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 45,6 mil. Mega-Sena Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.694 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (29), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 185 milhões — o sétimo mais alto da história do concurso. Veja os números sorteados: 07 - 20 - 22 - 29 - 41 - 58. 5 acertos - 152 apostas ganhadoras: R$ 45.680,09 4 acertos - 10.083 apostas ganhadoras: R$ 983,74 O próximo sorteio da Mega será no sábado (2). Mega-Sena, concurso 2.694 Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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29/02 - Trilha de Finanças do G20 chega ao fim sem comunicado oficial por questões geopolíticas
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou a decisão do grupo em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (29). Leia a carta divulgada pelo grupo na íntegra. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, discursa na abertura do segundo dia de trabalhos do G20, em São Paulo Diogo Zacarias/MF O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que as reuniões entre ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G20 acabaram sem consenso para um comunicado oficial do grupo. Segundo Haddad, houve um impasse entre os países a respeito dos conflitos geopolíticos que estão em curso no Oriente Médio e no Leste Europeu. O ministro não detalhou quais foram os impasses. "Nós havíamos nutrido a esperança de que temas mais sensíveis e relativos à geopolítica fossem debatidos exclusivamente nas trilhas diplomáticas. [...] Mas como não se chegou, na semana passada, uma redação em comum, isso acabou contaminando o estabelecimento de um consenso da nossa [reunião]", disse Haddad. O ministro ainda afirmou que, apesar da falta de consenso sobre temas geopolíticos, as propostas sugeridas pelo Brasil foram bem aceitas pelo grupo. Ele destacou que o debate sobre a cooperação tributária internacional tem "avançado muito". "Ninguém se manifestou contrariamente à proposta [feita pelo Brasil de tributação de riquezas]. O que houve foi uma parte [dos países] querendo focar exclusivamente na discussão sobre os pilares um e dois [da OCDE] antes de abrir uma nova perspectiva de debate", disse. Os pilares mencionados pelo ministro são parte de agenda de cooperação tributária internacional que já está em discussão na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O acordo da organização, denominado Imposto Mínimo Global prevê dois pilares. O primeiro é voltado para distribuir os direitos de tributação internacional entre os países, enquanto o segundo estabelece o recolhimento de pelo menos 15% do imposto sobre a renda de grupos multinacionais que possuam um volume de negócios global anual superior a 750 milhões de euros. "Nós esperamos que até o final do ano as discussões sobre os pilares um e dois tenham sido concluídas", afirmou. Por fim, Haddad reiterou que ainda não há nenhuma orientação sobre quais devem ser os moldes de uma possível nova tributação sobre bilionários, e que ainda não há perspectiva de prazo para implementação. "No contexto internacional, isso funciona muito lentamente. Você exerce a legitimidade do que você tem ao presidir e o tema ganha tração mais ou menos em função do interesse do grupo. Não dá para prever agora", explicou o ministro, destacando que, nesse caso, as discussões ligadas ao combate da desigualdade foram mais bem recebidas pelos países do G20. "Obviamente o tema da desigualdade foi mais bem recebido porque há mais consenso de que é um problema grave e que tem que ser enfrentando globalmente. [...] Mas o Brasil fez desse tema [da justiça tributária internacional] um tema importante e traremos novas contribuições de pessoas especializadas", completou o ministro. Haddad: ''Brasil é credor líquido" Veja na íntegra o resumo da Trilha de Finanças do G20, enviado pelo grupo: Resumo da Presidência - 1ª Reunião de Ministros das Finanças e Governadores de Bancos Centrais do G20 São Paulo, Brasil 28 a 29 de fevereiro de 2024 Nós, Ministros das Finanças e Governadores de Bancos Centrais dos membros do G20, nos reunimos em 28 e 29 de fevereiro em São Paulo, Brasil. Levando em consideração as três prioridades principais propostas pela Presidência Brasileira ao G20 em 2024, a saber: (i) inclusão social e o combate à fome e à pobreza; (ii) transições energéticas e desenvolvimento sustentável; e (iii) a reforma das instituições de governança global, trocamos opiniões sobre os desenvolvimentos econômicos globais e observamos que a recuperação econômica tem se mostrado mais resiliente do que o esperado, mas as perspectivas de crescimento no médio prazo permanecem contidas. Circunstâncias desafiadoras exacerbam pressões socioeconômicas e ambientais de longa data ao redor do mundo, impactando desproporcionalmente populações pobres e vulneráveis, principalmente em Economias Emergentes e em Desenvolvimento (EMDEs). Portanto, enfatizamos a importância crítica da cooperação econômica internacional aprimorada para enfrentar desafios globais e promover uma economia mundial aberta e próspera. Reiteramos nosso compromisso de promover um crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo, e de acelerar o progresso em direção ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de acordo com o mandato ambicioso da Declaração dos Líderes de Nova Deli do G20 de 2023. Para isso, em 2024, nos concentraremos em: tornar a desigualdade um ponto central de preocupação política; melhorar a representação e a voz dos países em desenvolvimento na tomada de decisões em instituições econômicas e financeiras globais a fim de oferecer instituições mais eficazes, credíveis, responsáveis e legítimas; trabalhar por Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMDs) melhores, maiores e mais eficazes, construindo sobre o legado das Presidências Italiana, Indiana e Indonésia do G20; finalizar a solução em dois pilares, incluindo chegar a um acordo oportuno sobre a Convenção Multilateral do Pilar 1 até o final de junho de 2024 e continuar a promover o diálogo global sobre tributação justa e progressiva; promover fluxos sustentados de recursos concessivos escassos para países de baixa e média renda necessitados, com estruturas de alocação claras; abordar vulnerabilidades da dívida global de maneira eficaz, abrangente e sistemática, incluindo intensificar a implementação do Quadro Comum de forma oportuna, ordenada, previsível e coordenada, e aumentar a transparência da dívida; promover a inclusão financeira e discutir o bem-estar financeiro; fortalecer a prevenção, preparação e resposta a pandemias; aumentar a mobilização de receitas domésticas e de capital privado; e discutir mecanismos apropriados de compartilhamento de riscos entre capital público e privado para apoiar investimentos em infraestrutura e transições justas junto com as dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimento sustentável. A economia global continua a enfrentar múltiplos desafios que se reforçam mutuamente e cujas soluções exigem uma cooperação multilateral renovada. Entre esses desafios estão: conflitos em muitas regiões do mundo; tensões geoeconômicas; desigualdades persistentes, pobreza, desnutrição e doenças, que afetam de forma desproporcional grupos vulneráveis, especialmente crianças; empregos informais, de baixa produtividade e baixos salários, especialmente em países em desenvolvimento; vulnerabilidades elevadas da dívida e fluxos de capital de longo prazo contidos para EMDEs; condições de financiamento mais restritas; perda em larga escala da biodiversidade; e desafios impostos pelas mudanças climáticas. Discutimos uma ampla gama de tópicos para ampliar o financiamento para o desenvolvimento sustentável em meio a restrições fiscais urgentes, incluindo assistência ao desenvolvimento, mobilização de recursos domésticos, cooperação técnica e mobilização de capital privado. Aguardamos com expectativa a discussão das propostas da Presidência Brasileira do G20 para buscar soluções urgentes para alguns desses desafios prementes, intensificando a cooperação por meio da Força-Tarefa para o Estabelecimento de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e da Força-Tarefa para uma Mobilização Global contra as Mudanças Climáticas, em coordenação com o trabalho de outras iniciativas do G20. Observamos que a probabilidade de um pouso suave na economia global aumentou, com o crescimento mostrando resiliência, apesar das divergências entre países e regiões. No entanto, a incerteza permanece alta. Prevê-se que o crescimento global se estabilize em 2024 e nos próximos anos em um nível contido, aumentando o desafio de alcançar os ODS. A dinâmica do mercado de trabalho tem sido desigual entre as economias. Ao mesmo tempo, a inflação recuou na maioria das economias, em grande parte devido a políticas monetárias apropriadas, ao alívio dos gargalos na cadeia de abastecimento e à moderação dos preços das commodities. Garantir que a inflação converge para a meta continua a ser um foco chave para os bancos centrais em linha com seus respectivos mandatos. Apoiar o crescimento, ao mesmo tempo em que fortalece a sustentabilidade fiscal e constrói reservas, permanece um desafio para muitos países. Diante desse cenário, reiteramos a necessidade de políticas fiscais, monetárias, financeiras e estruturais bem calibradas e comunicadas para promover um crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo, manter a estabilidade macroeconômica e financeira e ajudar a limitar os impactos negativos. Ressaltamos a importância da adoção de políticas que facilitem transformações estruturais e convergência global, incluindo inovação, diversificação e desenvolvimento de setores industriais e de serviços de alta produtividade, capazes de aumentar a produção potencial, fomentar a criação de empregos, ampliar oportunidades para melhorar os padrões de vida e catalisar investimentos para transições justas. Continuaremos a priorizar medidas fiscais temporárias e direcionadas para proteger os pobres e os mais vulneráveis, ao mesmo tempo em que mantemos a sustentabilidade fiscal de médio prazo. Comprometemo-nos a resistir ao protecionismo e a incentivar esforços para apoiar um sistema de comércio multilateral baseado em regras, não discriminatório, justo, aberto, inclusivo, equitativo, sustentável e transparente, com a OMC no seu centro, e a apoiar os esforços de reforma da organização por seus membros na sua Décima Terceira Conferência Ministerial. Comprometemo-nos a priorizar uma implementação oportuna da 16ª Revisão Geral de Quotas (RGQ) por meio de nossos processos domésticos e aguardamos com expectativa o trabalho do Conselho Executivo do FMI para desenvolver, até junho de 2025, possíveis abordagens como guia para uma realinhamento adicional de quotas, incluindo por meio de uma nova fórmula de quota, no âmbito da 17ª RGQ. Reafirmamos nosso compromisso de taxa de câmbio de abril de 2021. Um foco na estabilidade financeira e em questões do setor financeiro continua sendo vital, e continuamos a apoiar o programa de trabalho do FSB e outros organismos de definição de padrões. Concordamos sobre a importância de aumentar a resiliência do setor de intermediação financeira não bancária. Concordamos também sobre a importância de entender os benefícios e vulnerabilidades advindos das inovações digitais, incluindo a tokenização e a inteligência artificial (IA), e de implementar o Roteiro do G20 sobre Ativos Criptográficos e o Roteiro do G20 para Melhorar os Pagamentos Transfronteiriços. Os riscos para as perspectivas econômicas globais estão mais equilibrados. Os riscos positivos incluem: a desinflação mais rápida do que o esperado; consolidação fiscal mais favorável ao crescimento, sustentada por frameworks fiscais críveis; cooperação global aprimorada; e um impulso de produtividade advindo de inovações tecnológicas, incluindo a adoção responsável e ordenada de IA. Entre os riscos negativos para a atividade global estão: guerras e conflitos escalados; fragmentação geoeconômica; aumento do protecionismo; interrupções nas rotas comerciais; maior volatilidade nos preços das commodities, bem como nos fluxos de capital; dinâmica inflacionária adversa que leva a uma restrição nas condições de financiamento; endividamento público e privado excessivo; redução da coesão social em decorrência do aumento da desigualdade; e crescentes custos econômicos das mudanças climáticas. Observamos os resultados encorajadores das primeiras reuniões dos grupos de trabalho da Trilha Financeira do G20 em janeiro e fevereiro de 2024. Saudamos as prioridades identificadas nos planos de trabalho propostos pela Presidência e pelos co-presidentes de cada grupo de trabalho e força-tarefa, que foram discutidos pelos membros. Também acolhemos a extensa lista de contribuições solicitadas a organizações internacionais (IOs) e outros parceiros de conhecimento para informar os debates técnicos do G20 no ano atual e reiteramos nosso apreço por seus conselhos. Os Anexos deste Comunicado listam as prioridades em discussão em cada grupo de trabalho e as contribuições para as questões do setor financeiro. Reconhecendo que o diálogo franco, um espírito de compromisso e a diversidade de nossa membresia são ativos inestimáveis que permitem ao G20 forjar consensos globais cruciais, damos as boas-vindas calorosas à União Africana como membro permanente, o que fortalece nossa representatividade e eleva a voz e as preocupações do continente no G20. Reiteramos nosso forte apoio à África e intensificaremos nosso trabalho com o continente, inclusive por meio da Iniciativa Compacta com a África do G20. Além disso, reconhecemos a estratégia inclusiva do Brasil de envolver a sociedade civil em diálogos paralelos, para enriquecer e contribuir diretamente para as discussões. Reiterando nossa ambição de avançar no diálogo internacional e buscar soluções concretas para nossos muitos desafios globais com base em cooperação contínua e solidariedade, aguardamos com expectativa o próximo encontro em abril, em Washington, DC.
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29/02 - Não sobe, nem desce: Ibovespa vive a temporada mais morna para o primeiro bimestre desde 2016
Resultados de inflação e incerteza com o rumo dos juros americanos continuam pesando sobre os negócios no Brasil. Só a prévia da inflação de janeiro, melhor que o esperado pelo mercado, sustentou o índice contra uma sequência maior de baixas. Painel mostra variação de mercado na B3, em São Paulo. Amanda Perobelli/Reuters O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores, não vivia um início de ano tão morno desde 2016. Nos dois primeiros meses do ano, o indicador teve uma sonolenta queda de apenas 3,85%, chegando aos 129.020 pontos. Essa é a menor variação percentual do Ibovespa em oito anos, seja para cima ou para baixo. O levantamento foi feito por Einar Riveiro, CEO da Elos Ayta Consultoria, a pedido do g1. A falta de movimentação do mercado acionário é uma combinação de dois fatores, que atuam em sentidos opostos: a inflação persistente nos Estados Unidos, que empurra para a frente o início dos cortes de juros por lá e pesa sobre os ativos de risco pelo mundo; cenário benigno da economia brasileira, com destaque para a inflação controlada, que ajudam a impedir uma queda mais brusca do Ibovespa. Juros americanos ainda pesando sobre os mercados O ano começou negativo para a bolsa brasileira, que viveu o pior janeiro desde 2016, com uma queda de 4,79%. A desvalorização de ações de commodities, puxadas por uma preocupação com a economia chinesa, o pedido de recuperação judicial da Gol e a cautela com o cenário fiscal brasileiro foram os principais problemas. E outro ponto ganhou destaque no mês passado: as incertezas em relação à redução dos juros nos Estados Unidos. No início do ano, a maior parte dos analistas apostava em uma redução de juros já nas reuniões do primeiro trimestre. Mas os sinais vindos do Fed, apoiados nos dados de uma economia ainda forte, fizeram os analistas recalcularem a rota. Hoje, já há grupos que apostam em um corte apenas no segundo semestre. Especialistas consultados pelo g1 explicam que, para entender o resultado do Ibovespa neste primeiro bimestre, é importante olhar para o retrovisor e entender as movimentações que o mercado viveu entre novembro e dezembro de 2023. Em meio a uma forte expectativa pelo início do ciclo de cortes nos juros nos Estados Unidos, sempre que o Fed dá sinais positivos, o apetite por ativos de risco no mundo todo aumenta. No fim do ano passado, em momento mais otimista, houve um forte fluxo de capital estrangeiro para a B3: foram R$ 21 bilhões em novembro e R$ 17,5 bilhões em dezembro. Na virada para 2024, porém, o cenário começou a se inverter, com indicadores econômicos dando sinais de que o tão esperado corte poderia demorar mais a acontecer. Em janeiro, o relatório de emprego "payroll", registrou a abertura de 353 mil novas vagas de emprego em dezembro, muito acima das expectativas do mercado, de 187 mil. Um mercado de trabalho muito aquecido tende a continuar gerando aumento de salários e pressão inflacionária sobre a economia. E, de fato, gerou. A inflação ao consumidor anual subiu a 3,1% no mês, mais do que era projetado, de uma alta de 2,9%. Se isso já havia mexido com os ânimos do mercado, a última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), então, foi um balde de água fria. A instituição optou por manter suas taxas inalteradas entre 5,25% e 5,50% ao ano, com Jerome Powell , presidente do Fed, afirmando ser pouco provável uma queda nos juros já nos próximos meses. Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o mercado havia ficado "muito ansioso" no fim do ano, porque as últimas comunicações do Fed davam sinais de que os cortes poderiam começar em março, o que trouxe os investidores para cá. Porém, para além da postergação desse ciclo, as perspectivas sobre a magnitude dos cortes também mudou para pior. "Então, se um dia a gente já pensou em começar a cortar em março com sete cortes neste ano, hoje a gente já pensa em talvez três cortes neste ano, se eles começarem em junho. Então é uma mudança de perspectiva muito grande e isso, claro, tem um efeito na curva de juros", afirma. Neste contexto de juros ainda elevados nos Estados Unidos, o investidor volta a se interessar nos títulos públicos americanos (que são remunerados com base nas taxas do Fed), e "o apetite por risco dos estrangeiros se reduziu e os resgastes impactaram o nosso mercado", explica Nilson Marcelo, analista quantitativo da CM Capital. Eleições nos EUA: Entenda processos que podem afetar a candidatura de Trump Brasil sem grandes destaques Em meio a toda essa incerteza em relação aos juros americanos, o cenário doméstico ficou em um plano secundário no primeiro bimestre do ano. "A gente não tem um vetor técnico local ainda muito pujante", comenta Matheus Spiess. ele destaca que o país passou o período "muito sensível aos juros americanos". Mas fatores internos ajudaram ao menos a segurar parte do impacto da redução do apetite ao risco no Ibovespa. Vanessa Fiorezi Lui, economista e especialista de renda variável na WIT Invest, disse, em nota, que a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) veio melhor do que o esperado, o que ajudou a impulsionar a bolsa nos últimos dias de fevereiro. O indicador, que é considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou uma alta de 0,78% nos preços em fevereiro, contra expectativas de alta de 0,82%. No dia da divulgação do IPCA-15, nesta terça-feira (27), o Ibovespa subiu 1,61%. "Essa desaceleração da inflação e a expectativa de continuação dos cortes nas taxas de juros [brasileiros] impulsiona muito a B3. Além disso, dados da China e a reforma tributária também contribuem positivamente", pontua a economista.
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29/02 - G20: economista sugere cobrança mínima de 2% sobre riqueza de bilionários, mas acredita em debate mais ambicioso
Gabriel Zucman, do European Tax Observatory, foi convidado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para contribuir com as discussões sobre uma taxação internacional de super-ricos. Proposta foi apresentada na trilha de Finanças nesta quinta-feira, para discussão entre membros da cúpula. G20: economista sugere cobrança mínima de 2% sobre riqueza de bilionários O economista e diretor do European Tax Observatory, Gabriel Zucman, afirmou nesta quinta-feira (29) que sua proposta de tributação em cooperação internacional para super-ricos, defendida pelo Brasil na trilha de Finanças do G20, teria alíquota mínima de 2%, a ser cobrada sobre a riqueza de bilionários. O economista foi convidado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o objetivo de iniciar a discussão sobre uma possível tributação internacional. Sua proposta é uma forma de contribuição para o início de discussões mais profundas que o grupo fará sobre o tema. "Fiz a proposta de uma cobrança mínima de 2% sobre a riqueza de bilionários. É uma taxa baixa, mas ainda faria uma diferença muito grande. [...] Mas acredito que podemos ser mais ambiciosos do que isso", afirmou Zucman aos jornalistas no G20, em São Paulo. Para o economista, a tendência é que a taxa seja progressiva e que, eventualmente, alcance uma alíquota maior do que 2%. "Todos podem concordar que não é aceitável que bilionários tenham uma alíquota menor do que a cobrada do resto do mundo e todos podem concordar que a tributação não deveria ser regressiva", disse. Segundo Zucman, as discussões sobre como as receitas arrecadadas com o imposto devem ser distribuídas pelos países ainda são iniciais, mas sugere opções que podem ser adotadas. Gabriel Zucman, do European Tax Observatory, foi convidado ao G20 pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para contribuir com as discussões sobre uma taxação internacional de super-ricos. Kelly Fersan "Podemos dizer, por exemplo, que parte das receitas poderiam ir para os países onde os bilionários vivem ou viveram durante alguns anos, porque, afinal, eles podem ter se beneficiado dos ativos daquele país, de suas construções ou de sua indústria, por exemplo", explicou o economista. Outra opção, diz ele, seria um acordo que promovesse uma distribuição maior das receitas com esses impostos pelos países, uma vez que, em muitos casos, esses super-ricos possuem participação em grandes empresas multinacionais que atuam em vários lugares pelo mundo. "De qualquer forma é uma questão que ainda precisa de maior discussão e negociação", acrescentou. O economista reforçou, no entanto, que as discussões ainda são muito iniciais e devem servir como debate para os países do G20 ao longo dos próximos meses. Ainda de acordo com Zucman, muitos países já demonstraram apoio à ideia e há a expectativa de que se alcance um consenso internacional sobre o tema. Haddad pede colaboração para que bilionários deixem de aproveitar 'buracos tributários' 'Buracos' tributários Em seu discurso na abertura do segundo dia de trabalhos da Trilha de Finanças do G20, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que soluções efetivas para que os super-ricos paguem sua justa contribuição em impostos "dependem de contribuição internacional". "Se unirmos esforços [...] poderemos continuar avançando e diminuir oportunidades para que um pequeno número de bilionários não continue tirando proveito de buracos no nosso sistema tributário para não pagar sua justa contribuição", afirmou. Haddad citou um relatório do EU Tax Observatory sobre evasão fiscal. Segundo o estudo, bilionários pagam uma alíquota efetiva de impostos equivalente a algo entre 0% e 0,5% de sua riqueza. "Eu sinceramente me pergunto como nós, Ministros da Fazenda do G20, permitimos que uma situação como essa continue. Se agirmos juntos, nós temos a capacidade de fazer com que esses poucos indivíduos deem sua contribuição para nossas sociedades e para o desenvolvimento sustentável do planeta", afirmou o ministro, reiterando que a taxação de bilionários pode ser o terceiro pilar da cooperação tributária internacional. O ministro da Fazenda brasileiro ainda fez um "chamado" para que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) trabalhem juntas, unindo a "legitimidade e a força política da primeira à capacidade técnica da segunda". Segundo Haddad, a presidência do Brasil no G20 buscará construir uma declaração em conjunto dos países do grupo sobre tributação internacional até a reunião ministerial prevista para julho. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, discursa na abertura do segundo dia de trabalhos do G20, em São Paulo Diogo Zacarias/MF O que é o G20? O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana. Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais. A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos. O G20 é formado pelos seguintes países: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana. O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde. Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.
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29/02 - Consórcio de chinesa CRRC e brasileira Comporte vence leilão do trem que ligará SP e Campinas
Processo teve apenas um lance. Projeto terá investimento de R$ 14,2 bilhões. Quando ficar pronto, trem deve fazer viagens em 1 hora e 4 minutos. Tarifa será de R$ 64. Leilão define grupo que vai administrar três intercidades O Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos, composto pela empresa chinesa CRRC e pela brasileira Comporte, que administra o metrô de Belo Horizonte, venceu nesta quinta-feira (29) o leilão para construir e operar o trem que deve ligar as cidades de São Paulo e Campinas em um trajeto de 101 km. 🔔 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O consórcio foi o único a apresentar proposta, que o ofereceu desconto de 0,01% na contraprestação - valor a ser pago pelo Estado, de R$ 8,06 bilhões. O edital previa que o vencedor seria quem oferecesse o maior desconto. Já o investimento do governo de SP foi mantido, de R$ 8,98 bilhões. Quando estiver operando, o Trem Intercidades (TIC) deve fazer as viagens entre São Paulo e Campinas em 1 hora e 4 minutos, com velocidade de até 140 km/h, e passagem de R$ 64. O investimento previsto no projeto é de R$ 14,2 bilhões. A concessão é para explorar o serviço por 30 anos. O consórcio vencedor também vai operar um Trem Intermetropolitano (TIM) para atender passageiros em Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Valinhos, no interior de São Paulo. Também será responsável pela operação da Linha 7-Rubi, hoje administrada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que teve um movimento de 99 milhões de passageiros em 2023. De acordo com o secretário de Parcerias em Investimentos (SPI), Rafael Benini, a expectativa é que o TIM entre em funcionamento até 2029. Já o TIC, que prevê apenas uma parada de dois minutos em Jundiaí, deve começar a operar até 2031. A empresa Comporte pertence à família Constantino, que fundou a Gol e administra também diversas empresas de transporte rodoviário (leia mais abaixo). O edital prevê que a Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos implante trens cuja velocidade máxima chegue a 140 km/h, que é considerada média, mas representaria o transporte de passageiros por trilhos mais rápido em operação no Brasil. No modelo licitado, tanto o TIC quanto o TIM serão ligados entre as estações Barra Funda e Campinas. A linha 7-Rubi vai até a Estação da Luz. Infográfico mostra trajeto previsto e detalhes do projeto do Trem Intercidades, que vai ligar Campinas à Estação da Luz, na capital de SP Arte/g1 Leia mais abaixo nesta reportagem sobre: ▶️ Como foi o leilão ▶️ O pedido de recuperação judicial da Gol ▶️ Detalhes do projeto ▶️ Histórico do projeto O leilão O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante o leilão do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, que vai ligar a cidade de São Paulo à Campinas, realizado na sede da B3, bolsa de valores de São Paulo, nesta quinta-feira (29). BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO O prazo para recebimento dos envelopes de empresas interessadas, nacionais ou estrangeiras, foi encerrado às 15h17, e houve a abertura das propostas comerciais. A sessão pública do leilão teve início às 15h38 com a leitura das regras. Às 15h56 houve a batida simbólida do martelo pelo consórcio vencedor. Em seu discurso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), brincou sobre o ato de bater o martelo e fez alusão ao momento de outro leilão, do Rodoanel, quando derrubou o símbolo da B3 durante as marteladas. Tarcísio aproveitou a ocasião para falar sobre a possibilidade de desenvolver projetos com outras ligações por linha férrea. "Emblemático, inovador. É o primeiro com três serviços, a Linha 7, o trem intermetropolitano, e o nosso trem expresso, que vai sair de Campinas, com uma parada em Jundiaí e até São Paulo. Isso vai descomprimir as nossas rodovias, e nos dá oportunidade de sonhar. Por que não fazer Sorocaba a São Paulo? Por que não fazer o São Paulo a Santos? Vamos pensar em outras ligações", disse o governador. O governador ainda afirmou estar confiante na operação do serviço expresso em 2031, tratando o prazo como "factível", apesar da complexidade do projeto. "Aquilo que nós colocamos no estudo, confere com a realidade. A empresa faz, porque tem penalização por descumprimento de prazo, então ela vai lá e verifica se aquele prazo é possível. Estabelecemos os mecanismos de compartilhamento de risco, risco de demanda, ou seja, é um projeto que está redondo do ponto de vista de execução e agora também vai caber a nós fazer todo o esforço possível para ajudar, para acelerar esse processo, para fazer com que esse processo possa ocorrer até em antecipação", disse Tarcísio. Documentos são conferidos durante o leilão do Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas (SP), nesta quinta (29), na B3 Arthur Menicucci/g1 Para Guilherme Naves, sócio da consultoria Radar PPP, o leilão do projeto pode ser avaliado como um sucesso, apesar de receber apenas uma proposta. "Talvez seja o maior projeto da América Latina em curto prazo, com investimento superior a R$ 13 bilhões. Um projeto bastante específico, complicado. O fato de aparecer um interessado é uma vitória. Ter alguém que que tope os riscos é razão justa para celebração", disse. Do lado de fora da B3, Bolsa de Valores de São Paulo, onde foi realizado o leilão do Trem Intercidades Eixo Norte, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo fez um protesto contra a privatização da Lina 7-Rubi, prevista no projeto. LEIA TAMBÉM: Entenda como proposta de ligar SP a Campinas por trilhos mudou nas últimas décadas Expectativa por trem rápido anima quem leva mais de 3h até a capital: 'Vou usar com certeza' Recuperação judicial da Gol Batida simbólilca do martelo pelo consórcio que venceu o leilão do Trem Intercidades (TIC) entre Campinas (SP) e São Paulo Reprodução/B3 Responsável por 60% do Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos, a brasileira Comporte pertence à família Constantino, que fundou a Gol. A empresa entrou em janeiro com um pedido de reestruturação financeira nos Estados Unidos, em processo semelhante à recuperação judicial brasileira. Questionado se o fato poderia atrapalhar o projeto, José Efraim Neves, diretor do consórcio, destacou que estão "preparados preparados para enfrentar essas situações e os assuntos da Gol são tratados apartados do leilão." Efrain aproveitou para destacar que o grupo brasileiro atua no ramo de mobilidade, e que está ampliando o portfólio sobre trilhos. "Nós do grupo Comporte somos uma holding 100% voltada para a mobilidade. Então, está no nosso escopo e no nosso DNA o atendimento aos usuários quer seja sobre pneus, ou trilhos. E nesse caso nós fomos vencedores já no ano passado do Metrô BH e também já temos a experiência do VLT da baixada santista. E, com isso, nós estamos ampliando o nosso portfólio sobre trilhos". Detalhes do projeto Leilão da concessão do Trem Intercidades na sede da B3, a Bolsa de Valores, em São Paulo (SP), nesta quinta (29) Arthur Menicucci/g1 💰 Qual o investimento previsto? O edital prevê aporte de R$ 14,2 bilhões para a infraestrutura, incluindo a construção e modernizações; ⏳ Qual o prazo de concessão? A concessão será de 30 anos, a partir do início da operação comercial. 🚄 Quais as ligações previstas? Serviço Expresso (Trem Intercidades - TIC): Da Barra Funda, em São Paulo, a Campinas, com parada em Jundiaí; Serviço Linha 7 Inicial e o Serviço Linha 7-Rubi: conectam a Estação Barra Funda, em São Paulo, a Jundiaí, e atende as cidades de Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista; Serviço TIM (Trem Intermetropolitano): vai de Jundiaí a Campinas, e atende também Louveira, Vinhedo e Valinhos. ⌚ Quanto tempo vai demorar a viagem? O Trem Intercidades (serviço expresso) deve percorrer os 101 km entre São Paulo e Campinas no tempo previsto de 1 hora e 4 minutos; A proposta é que as viagens do serviço expresso tenham intervalos de 15 minutos nos horários de pico. 💲 Quanto pode custar a passagem? O valor estimado da tarifa do serviço expresso, definido a partir de pesquisas sobre potencial e demanda, é de R$ 64, mas a companhia vencedora da concorrência pode oferecer um valor inferior ao teto; Atualmente, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de São Paulo (Setpesp), uma passagem de ônibus entre Campinas e São Paulo, na categoria convencional, está na faixa de R$ 31,82, enquanto quem usa um carro próprio paga em torno de R$ 24,60 somente de pedágios para ir de Campinas a São Paulo, considerando-se o uso da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), uma das principais do estado; "A gente entende que [a tarifa de] R$ 64 é adequada porque o serviço é mais rápido, estamos falando de um deslocamento em 1h04, enquanto o ônibus é de 1h30 a 2h, pode ser até mais que isso com trânsito. Além disso, as tarifas de ônibus não são reajustadas há algum tempo", ponderou André Isper, secretário-executivo da SPI. 🚃 Qual a velocidade do trem? Para a realização do serviço expresso, o edital prevê que a empresa implante trens cuja velocidade máxima chegue a 140 km/h - o que é considerado média velocidade; O projeto também inclui a implantação de um serviço metropolitano entre Campinas e Francisco Morato (SP), e estabelece atendimentos a outros municípios do interior paulista como Louveira (SP), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP); A extensão dessa operação seria de 65,8 km, com nove estações e velocidade comercial de 56 km/h - a estimativa é que o tempo de viagem dure 55 minutos. 👨‍👩‍👧‍👦 Quantos passageiros serão transportados? O estado prevê que o serviço expresso (SP e Campinas em 64 minutos) seja atendido por um trem com capacidade para 860 passageiros sentados, operando em intervalos de até 15 minutos nos horários de pico; A expectativa do projeto é atender até 60 mil passageiros por dia em todos os serviços. 🧱 Qual a infraestrutura prevista? O edital prevê que as composições contem com banheiros, incluindo os acessíveis; telas pelos vagões para informar detalhes sobre a viagem e trajeto, que poderão ser explorados para publicidade; oferta de sinal de internet (Wi-Fi), tomada e porta USB aos passageiros. 🔨 Quantos empregos serão gerados? A projeção é que o empreendimento gere 10,5 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. Histórico do projeto O Trem Intercidades é discutido pelo governo de São Paulo pelo menos desde 2013, quando foi anunciado para 2014 o prazo para publicação do edital que previa uma Parceria Pública Privada (PPP) para ligar a capital tanto ao interior quando à Baixada Santista. À época, a proposta previa 430 quillômetros de extensão, com início por Campinas, mas teria dois eixos, um indo de Americana até o litoral, e outro entre Sorocaba e Taubaté. O projeto chegou a ser usado, em 2014, como promessa em campanha de reeleição de Geraldo Alckmin ao governo do estado. Quatro anos depois, o então candidato ao governo de São Paulo, João Doria, garantiu que iria, se eleito, tocar o projeto do antecessor, ainda com previsão de ligação entre Americana e a capital, em uma PPP sem uso de dinheiro público na implantação. A discussão pelo Trem Intercidades ganhou um novo personagem quando, em dezembro de 2018, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defendeu o prolongamento do sistema até Limeira (SP), por entender que o trecho poderia acrescentar um movimento maior ao transporte por trilhos. Em 2019, o então ministro da Infraestrutura e atual governador de SP, Tarcísio de Freitas, disse em audiência na Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados que o governo federal pretendia atrelar a implantação do trem intercidades, ainda previsto para chegar até Americana (SP), à renovação da concessão das linhas férreas, sob responsabilidade das empresas de carga. É em 2019 que é dado início a sondagem de mercado do projeto, tendo sido realizadas audiência e consulta pública no ano de 2021, e depois uma sondagem de mercado pública em setembro do mesmo ano. Em 2022, sob a gestão do governador Rodrigo Garcia, o projeto do TIC Eixo Norte, que já previa a ligação que vai a leilão atualmente, entre Campinas e São Paulo, ganhou uma nova etapa com a assinatura de convênio com prefeituras por onde o trem rápido virá a percorrer. O Trem Intercidades Eixo Norte (TIC) foi incluído no Programa de Parceria e Investimentos do governo paulista em fevereiro de 2023, e a expectativa era de que o leilão fosse realizado em novembro do mesmo ano, mas uma atualização do edital, com revisão do valor de investimento e com mudanças para ficar "mais atrativo" aos interessados, culminou com a marcação da sessão pública para 29 de fevereiro de 2024. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região d Veja mais notícias da região no g1 Campinas
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29/02 - G20: ao lado de ministro de Milei, Yellen diz que Argentina terá uma difícil transição econômica
Secretária do Tesouro dos EUA afirmou que proteger a população mais vulnerável é de extrema importância durante esse período. Luis Caputo disse que governo sabia que medidas seriam 'desafiadoras e duras', mas que serão ponto de inflexão para a economia argentina. Coletiva de Imprensa da Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, em São Paulo Alexandre Schneider Na abertura de uma reunião bilateral entre Estados Unidos e Argentina, a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, afirmou nesta quinta-feira (29) que o país sul-americano herdou um caminho difícil para a estabilização econômica, mas já tomou passos importantes para restaurar a sustentabilidade fiscal, ao ajustar a taxa de câmbio e visando medidas de combate à inflação. Yellen teve agenda com o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, durante a trilha de Finanças do G20, que acontece nesta semana em São Paulo. "Não há dúvidas de que esse foi e continuará sendo um período de difícil transição econômica para a população da Argentina. Proteger os mais vulneráveis durante essa transição será um desafio, mas é vital", afirmou Yellen. Luis Caputo, por sua vez, afirmou que o governo sabia que as medidas implementadas pelo governo do novo presidente do país seriam "desafiadoras e duras", mas reforçou que o país está confiante de que essas iniciativas devem trazer um ponto de inflexão para a economia argentina. A secretária do Tesouro afirmou, ainda, que enxerga uma série de possíveis áreas de colaboração entre os dois países no que diz respeito aos tópicos sendo discutidos no G20. "Eu antecipo uma relação ativa e construtiva entre o Departamento do Tesouro norte-americano e o Ministério da Economia ", disse Yellen. RELEMBRE: Em reunião com Yellen, Haddad cita vitória da extrema-direita no Chile e diz estar preocupado com a Argentina Haddad pede colaboração para que bilionários deixem de aproveitar 'buracos tributários' O que é o G20? O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana. Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais. A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos. O G20 é formado pelos seguintes países: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana. O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde. Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.
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29/02 - Aplicativo do iFood apresenta instabilidade e atrasa pagamento dos entregadores
Problema durou mais de 24 horas. Empresa diz que enfrentou problemas no processamento dos pagamentos, mas que situação foi resolvida Entregadores sofrem com atraso nos repasses semanais do iFood Celso Tavares/G1 O aplicativo do iFood apresentou instabilidade durante mais de 24 horas entre estas quarta-feira (28 e quinta-feira (29), e entregadores e parceiros sofreram com atrasos no repasse de seus pagamentos. Segundo a empresa, em nota enviada ao g1, a situação foi resolvida nesta tarde, "após esforços conjuntos" com a instituição bancária da plataforma. O iFood disse que todos os repasses já foram realizados. A situação gerou uma série de reclamações nas redes sociais, com entregadores reclamando que os valores semanais demoraram a ser transferidos. Anteriormente, o iFood havia informado que identificou um problema no processamento dos pagamentos via instituição bancária e afirmou "lamentar muito por isso". "Nosso time junto ao do banco segue trabalhando para que os valores fiquem disponíveis para entregadores e parceiros o mais breve possível. Tudo será resolvido ao longo do dia de hoje", dizia a nota. Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X Usuários reclamam de atraso no repasse do iFood Reprodução/X
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29/02 - No G20, Haddad pede colaboração para que bilionários deixem de aproveitar os 'buracos tributários'
Ministro da Fazenda passou a cumprir presencialmente as agendas do último dia da Trilha de Finanças do G20, após testes de Covid darem negativo; expectativa é que declaração sobre tributação internacional no grupo seja construída até julho. Haddad pede colaboração para que bilionários deixem de aproveitar 'buracos tributários' O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que soluções efetivas para que os super-ricos paguem sua justa contribuição em impostos "dependem de contribuição internacional". Haddad discursou presencialmente no segundo dia de trabalhos da Trilha de Finanças do G20, após se curar da Covid-19. Segundo o ministro, os países do grupo precisam trabalhar em conjunto para completar a agenda de tributação global "de maneira equilibrada" e garantir as negociações do Pilar 1. (entenda mais abaixo) "Se unirmos esforços [...] poderemos continuar avançando e diminuir oportunidades para que um pequeno número de bilionários não continue tirando proveito de buracos no nosso sistema tributário para não pagar sua justa contribuição", afirmou. O Pilar 1 é parte de agenda de cooperação tributária internacional que já está em discussão na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O acordo da organização, denominado Imposto Mínimo Global prevê dois pilares. O primeiro é voltado para distribuir os direitos de tributação internacional entre os países, enquanto o segundo estabelece o recolhimento de pelo menos 15% do imposto sobre a renda de grupos multinacionais que possuam um volume de negócios global anual superior a 750 milhões de euros. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, discursa na abertura do segundo dia de trabalhos do G20, em São Paulo Diogo Zacarias/MF Haddad ainda citou um relatório recente feito pelo EU Tax Observatory sobre evasão fiscal. Segundo o estudo, bilionários pagam uma alíquota efetiva de impostos equivalente a algo entre 0% e 0,5% de sua riqueza. "Eu sinceramente me pergunto como nós, Ministros da Fazenda do G20, permitimos que uma situação como essa continue. Se agirmos juntos, nós temos a capacidade de fazer com que esses poucos indivíduos deem sua contribuição para nossas sociedades e para o desenvolvimento sustentável do planeta", afirmou o ministro, reiterando que a taxação de bilionários pode ser o terceiro pilar da cooperação tributária internacional. A convite de Haddad, o professor Gabriel Zucman, especialista em tributação, participa da reunião, fechada à imprensa, para apresentar uma proposta de tributação dos super-ricos. O ministro da Fazenda brasileiro ainda fez um "chamado" para que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) trabalhem juntas, unindo a "legitimidade e a força política da primeira à capacidade técnica da segunda". Segundo Haddad, a presidência do Brasil no G20 buscará construir uma declaração em conjunto dos países do grupo sobre tributação internacional até a reunião ministerial prevista para julho. O ministro da Fazenda ainda participou, nesta quinta-feira (29), de uma reunião bilateral com o ministro de Economia e Finanças da França, Bruno Le Maire. O encontro foi fechado à imprensa. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, discursa na abertura do segundo dia de trabalhos do G20, em São Paulo Diogo Zacarias/MF Recuperado do Covid-19 Esse foi o primeiro dia em que o ministro pôde comparecer presencialmente às agendas. Estas são as últimas reuniões entre ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de diversos lugares do mundo. Haddad havia sido diagnosticado com Covid-19 na última segunda-feira (26) e vinha, desde então, cumprindo as agendas de reuniões do G20 de maneira virtual. Na noite de quarta-feira (28) e na manhã desta quinta (29), ele realizou novos testes, que deram negativo. Dario Durigan fala sobre o que pode ser feito para que países tributem os mais ricos O que é o G20? O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana. Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais. A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos. O G20 é formado pelos seguintes países: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana. O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde. Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.
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29/02 - Ibovespa cai abaixo dos 130 mil pontos com tombo de 6% da Ambev; dólar tem leve alta
O principal índice de ações da bolsa de valores brasileira recuou 0,87%, aos 129.020 pontos. Já a moeda norte-americana avançou 0,06%, cotada a R$ 4,9724. Cédulas de dólar Pexels O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda nesta quinta-feira (29). O destaque negativo foi para o tombo das ações da Ambev, após a companhia divulgar queda no lucro no último trimestre de 2023. Já o dólar fechou em leve alta, em um dia marcado pela divulgação dos mais recentes dados de emprego no Brasil. A taxa de desemprego foi de 7,6% no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio melhor do que as expectativas de mercado, que previa uma taxa de 7,8%. No entanto, representa uma alta em relação ao trimestre móvel anterior: entre outubro e dezembro, a taxa de desemprego foi de 7,4%. O mercado também repercutiu a divulgação do núcleo índice de inflação PCE nos Estados Unidos, que subiu 0,4% em janeiro, contra alta de 0,1% em dezembro. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar O dólar subiu 0,06%, cotado a R$ 4,9724. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,40% na semana; alta de 0,71% no mês; avanço de 2,47% no ano. Na véspera, a moeda norte-americana teve alta de 0,74%, cotado a R$ 4,9694. Ibovespa O Ibovespa caiu 0,87%, aos 129.020 pontos. As ações da marca de bebidas Ambev recuaram mais de 6%, em uma das maiores perdas deste pregão. O desempenho negativo da empresa foi puxado pela baixa de 11% no seu lucro no quarto trimestre de 2023 em relação ao mesmo período de 2022, segundo balanço corporativo divulgado mais cedo. O lucro da companhia foi de R$ 4,53 bilhões, com recuo, também, na receita líquida (-12%), que foi de R$ 19,99 bilhões. O mercado esperava um lucro de R$ 4,64 bilhões e uma receita de R$ 22,14 bilhões, de acordo com levantamento da LSEG. Segundo a empresa, o seu volume de vendas no Brasil caiu de um ano para o outro por conta da base de comparação forte que foi gerada pela Copa do Mundo de 2022. Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumulou: queda de 0,31% na semana; alta de 0,99% no mês; recuo de 3,85% no ano. Na véspera, o índice teve baixa de 1,16%, aos 130.155 pontos. DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o dólar subir ou descer O que está mexendo com os mercados? O dia começou com a divulgação da taxa de desemprego do trimestre encerrado em janeiro, que veio levemente melhor que as projeções de mercado. Em relação ao trimestre encerrado em dezembro, houve uma leve aceleração na taxa, de 0,2 ponto percentual. Já em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre agosto a setembro, o período teve estabilidade de desocupação (7,6%). Contra todos os trimestres móveis, é a primeira alta desde fevereiro de 2023. No mesmo trimestre de 2022, a taxa era de 8,4%. Rafael Perez, economista da Suno Research, comenta que o "movimento de alta na taxa de desemprego no início do ano já era esperado, tendo em vista a sazonalidade do mercado de trabalho e as demissões dos trabalhadores temporários de final de ano" e destaca que a elevação foi moderada, mostrando um mercado de trabalho fortalecido. "O mercado de trabalho resiliente e a expansão dos rendimentos dos trabalhadores tem sido fundamentais para sustentar o crescimento da economia desde o ano passado. Contudo, este movimento tem ligado um sinal de alerta para o banco central, já que pode pressionar a inflação de serviços e dificultar uma queda mais acentuada dos preços", pontua Perez. Ainda no cenário doméstico, investidores ficaram de olho no encontro do G20. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi liberado da Covid-19 e participou do evento presencialmente. Pela manhã, Haddad afirmou que soluções efetivas para que os super-ricos paguem sua justa contribuição em impostos "dependem de contribuição internacional". Segundo o ministro, os países do grupo precisam trabalhar em conjunto para completar a agenda de tributação global "de maneira equilibrada" e garantir as negociações do Pilar 1. "Se unirmos esforços [...] poderemos continuar avançando e diminuir oportunidades para que um pequeno número de bilionários não continue tirando proveito de buracos no nosso sistema tributário para não pagar sua justa contribuição", afirmou. Também no G20, o economista e diretor do European Tax Observatory, Gabriel Zucman, afirmou que sua proposta de tributação em cooperação internacional para super-ricos, defendida pelo Brasil na trilha de Finanças do G20, teria alíquota mínima de 2%, a ser cobrada sobre a riqueza de bilionários. O economista foi convidado por Haddad, com o objetivo de iniciar a discussão sobre uma possível tributação internacional. Sua proposta é uma forma de contribuição para o início de discussões mais profundas que o grupo fará sobre o tema. "Fiz a proposta de uma cobrança mínima de 2% sobre a riqueza de bilionários. É uma taxa baixa, mas ainda faria uma diferença muito grande. [...] Mas acredito que podemos ser mais ambiciosos do que isso", afirmou Zucman aos jornalistas no G20, em São Paulo. No exterior, investidores repercutem o núcleo do PCE, que subiu 0,4% em janeiro, dentro das expectativas. Esse é o índice de preços favorito do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e seu resultado pode trazer uma sinalização sobre quando o ciclo de corte nos juros deve começar no país. Esse indicador mede a variação dos preços dos bens e serviços adquiridos pelos consumidores para fins de consumo, excluindo os itens voláteis de alimentos e energia.
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29/02 - Desemprego vai a 7,6% no trimestre terminado em janeiro, diz IBGE
Contra o trimestre imediatamente anterior, a taxa de desemprego ficou estável. Em relação a todos os trimestres móveis, é a primeira alta desde fevereiro de 2023, mas o IBGE não considera os dados comparáveis. Número de desocupados ficou em 8,3 milhões de pessoas. Trabalhador segura carteira de trabalho Amanda Perobelli/Reuters A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,6% no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre agosto a setembro, o período teve estabilidade de desocupação (7,6%). No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 8,4%. Para os trimestres encerrados em janeiro, é a menor taxa de desocupação desde 2015 (6,9%). Contra todos os trimestres móveis, é a primeira alta desde fevereiro de 2023, mas o IBGE não considera os dados comparáveis porque há sobreposição de dados. A estabilidade contra o trimestre anterior põe fim, porém, a trimestres seguidos de queda na taxa de desocupação. O mês de janeiro segue uma sazonalidade do mercado de trabalho. No final do ano, o país costuma gerar vagas temporárias para o período de festas, e parte desse contingente é dispensado no início do ano seguinte. “Em alguns anos, essa sazonalidade pode ser maior, ou menor. Nessa entrada do ano de 2024, o que a gente percebe é uma estabilidade, justamente porque a população desocupada não teve expansão tão significativa nesse trimestre encerrado em janeiro de 2024”, explica a coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy. Com os resultados, o número absoluto de desocupados também ficou estável contra o trimestre anterior, atingindo 8,3 milhões de pessoas. Na comparação anual, o recuo é de 7,8%. Entre novembro e janeiro, houve crescimento de 0,4% na população ocupada, que chegou a 100,5 milhões de pessoas, recorde da série comparável. No ano, o aumento foi de 2%, com mais 1,9 milhão de pessoas ocupadas. O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 57,3%, resultado estável frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta é de 0,6 p.p. Já o número de pessoas dentro da força de trabalho (soma de ocupados e desocupados), teve alta de 0,4% no trimestre, estimado em 108,9 milhões. A população fora da força totalizou 66,6 milhões, mais uma estabilidade no trimestre. Veja os destaques da pesquisa Taxa de desocupação: 7,6% População desocupada: 8,3 milhões de pessoas População ocupada: 100,5 milhões População fora da força de trabalho: 66,6 milhões População desalentada: 3,6 milhões Empregados com carteira assinada: 37,95 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,4 milhões Trabalhadores por conta própria: 25,6 milhões Trabalhadores domésticos: 5,9 milhões Trabalhadores informais: 39,2 milhões Taxa de informalidade: 39% Flourish - visualisation/13577753?1142165 O IBGE aponta que três setores foram importantes para o aumento de ocupação que impediu um crescimento da taxa de desocupação. Foram eles: Transporte, armazenagem e correio (alta de 7,5%, ou mais 404 mil pessoas); Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (6,6%, ou mais 788 mil); e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,4%, ou mais 591 mil). Por outro lado, Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura recuou 6% (ou menos 503 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e -6,9% (ou menos 582 mil pessoas) contra o mesmo trimestre de 2023. Rendimento em alta O rendimento real habitual teve alta frente ao trimestre anterior, de 1,6%, e passou a R$ 3.078. No ano, o crescimento foi de 3,8%. Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 305,1 bilhões, mais um recorde da série histórica do IBGE. O resultado subiu 2,1% frente ao trimestre anterior, e cresceu 6% na comparação anual. Desemprego cai em apenas dois estados no 4º trimestre de 2023
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29/02 - Fernando Haddad testa negativo para Covid e retoma agenda presencial
Ministro foi diagnosticado com a doença no último domingo (25), quando se sentiu indisposto. Ele participou da reunião do G20 virtualmente. Novo teste foi realizado nesta quinta (29). Fernando Haddad em imagem do dia 18 de outubro de 2023, em Brasília Adriano Machado/Reuters O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), testou negativo para Covid e irá retomar a agenda presencial. De acordo com o ministério, o primeiro teste foi feito na quarta (28). Nesta quinta-feira (29), um novo exame foi realizado, desta vez com laudo, e novamente o resultado foi negativo. Após permanecer em isolamento desde a última sexta-feira (23), o ministro cumprirá presencialmente na Bienal do Parque Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista, as agendas do último dia da Trilha de Finanças do G20, sob a presidência do Brasil. Haddad foi diagnosticado com a doença no último domingo, após se sentir indisposto e realizar um teste. O ministro participou dos compromissos virtualmente. Foi a segunda vez que Haddad testou para Covid. Em 2022, ele também foi diagnosticado.
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29/02 - Transferências por DOC e TEC são encerradas definitivamente nesta quinta-feira
Febraban afirma que a decisão pela exclusão do modelo de pagamento tem relação com a preferência dos clientes pelo PIX. Pagamentos via PIX são utilizados por 61% dos brasileiros, segundo o Banco Central. Giovane Oliveira/SEMUC PMBV O sistema de transferências via DOC (Documento de Ordem de Crédito), um dos mais tradicionais meios de pagamentos bancários por décadas, foi encerrado definitivamente nesta quinta-feira (29), pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os bancos puderam oferecer a modalidade até o último dia 15 de janeiro, com a possibilidade de agendamento das transferências até esta quinta, dia 29. Além do DOC, as instituições também deixaram de oferecer a Transferência Especial de Crédito (TEC), que são operações realizadas exclusivamente por empresas para o pagamento de benefícios a funcionários. Rotativo do cartão: entenda como o novo limite pode influenciar oferta de crédito e inadimplência O valor máximo que era permitido para qualquer transação via DOC ou TEC é de R$ 4.999,99. Não foram anunciadas mudanças nas operações de TED (Transferência Eletrônica Direta). No DOC, as operações eram efetivadas um dia após o recebimento da ordem de transferência pelo banco. Já na TEC, a transferência era efetuada, no máximo, até o final do dia em que foi dada a ordem. Utilização de meios de pagamento Segundo a Febraban, as operações via DOC, sistema criado em 1985 pelo Banco Central do Brasil, vinham sendo cada vez menos utilizadas nos últimos anos, principalmente depois do lançamento do PIX, em novembro de 2020. “Tanto a TEC quando o DOC deixaram de ser a primeira opção dos clientes e sua utilização vem caindo continuamente nos últimos anos. Os clientes têm dado preferência ao PIX, por ser gratuito, instantâneo e também pelo valor que pode ser transacionado”, diz Walter Faria, diretor adjunto de Serviços da Febraban. Um levantamento da instituição mostra que o DOC não ficou nem entre os cinco principais meios de pagamento usados em 2023. A preferência foi pelo PIX, seguido do cartão de crédito e do cartão de débito. Veja o ranking de modelos mais utilizados: PIX Cartão de crédito Cartão de débito Boleto TED (Transferência Eletrônica Direta) Cheque DOC (Documento de Ordem de Crédito) Saiba como se proteger de golpes no PIX
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29/02 - De onde vem o que eu como #78: Manga
Episódio conta sobre a produção da fruta no Brasil e como o Vale do São Francisco tem sua importância nesse processo. CLIQUE ACIMA PARA OUVIR Você pode ouvir o "De onde vem o que eu como" no Globoplay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga o “De onde vem” para ser avisado sempre que tiver novo episódio. A manga é rica em minerais e antioxidantes como a vitamina C e D, contribuindo para a saúde do sistema imunológico, da pele e da visão. Neste episódio do podcast 'De onde vem o que eu como', você vai saber: Os tipos de manga mais consumidas; Receitas usando a manga; Mitos e verdades sobre a fruta. O podcast 'De onde vem o que eu como' é produzido por: Mônica Mariotti, Luciana de Oliveira, Carol Lorencetti e Helen Menezes. Apresentação deste episódio: Luciana de Oliveira e Carol Lorencetti. No episódio 78° do 'De onde vem o que eu como' explicamos sobre a produção da manga. Fikri Rasyid/Unsplash Receitas com manga: confira 14 opções doces e salgadas com a fruta Apalpar o pêssego pode ser uma má ideia; saiba por quê Receitas com laranja: 10 opções doces e salgadas com a fruta 🎧OUÇA OUTROS EPISÓDIOS: 📺VEJA OS VÍDEOS DO "DE ONDE VEM O QUE EU COMO": De onde vem a manga De onde vem o que eu como: laranja De onde vem o que eu como: limão De onde vem o que eu como: banana A manga é o tema do 78º episódio do podcast 'De onde vem o que eu como'. Comunicação/Globo
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29/02 - Cacto xique-xique vira doce nas mãos de agricultoras de Petrolina, em Pernambuco
Mulheres do Assentamento Mandacaru fazem coleta sustentável da planta para produzir a sobremesa, que é uma tradição da família de Ozaneide Gomes, uma das lideranças do grupo. Agricultora quer patentear o produto. Cacto xique-xique vira doce nas mãos de agricultoras de Petrolina (PE) O xique-xique é um cacto muito comum na Caatinga que consegue sobreviver a longos períodos de seca e ainda hidratar animais e pessoas que vivem no sertão nordestino. Isso porque metade de sua composição é formada por água. 🌵💧 Na família da agricultora Ozaneide Gomes dos Santos, que mora em Petrolina (PE), o uso dessa planta sempre foi feito de forma criativa. A sua tataravó fazia um doce com o xique-xique, uma tradição que acabou se perpetuando entre as mulheres da família e que Ozaneide quer levar para o mundo. Ela é uma das lideranças do Assentamento Mandacaru, que fica na zona rural da cidade pernambucana. No local, outras mulheres também produzem o doce, que só é vendido por encomenda. O g1 visitou o assentamento em outubro de 2023 e, na ocasião, Ozaneide e sua mãe contaram a história delas com o xique-xique, o jeito certo de cortar a planta para ela não morrer e a busca pela patente do doce. Produção do doce de xique-xique é uma marca registrada do Assentamento Mandacaru Gustavo Wanderley/ g1 Durante a visita, a equipe acabou saindo um pouco da pauta depois de conhecer o seu Vicente, um agricultor que foi alfabetizado pela Ozaneide aos 60 anos de idade. Ele cursou até o Ensino Médio e foi aceito numa universidade federal para cursar zootecnia, mas perdeu a matrícula por ter ficado doente após contrair dengue. Confira todas as histórias no VÍDEO ACIMA. VEJA TAMBÉM GENTE DO CAMPO: série do g1 apresenta pessoas inspiradoras do agro DE ONDE VEM: chocolate, café, morango...veja a origem do que você come Moradores do Assentamento Mandacaru. Gustavo Wanderley/g1 Créditos 'De onde vem o que eu como': Coordenação editorial: Luciana de Oliveira Edição e finalização: Célio Júnior Narração: Marih Oliveira Reportagem: Paula Salati e Gustavo Wanderley Produção e Roteiro: Paula Salati Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Guilherme Gomes Ilustrações: Gabs, Ana Moscateli, Vitória Coelho e Luisa Rivas Fotografia: Gustavo Wanderley Motion: Vitória Coelho Motorista: Fernando dos Santos Mendes Ozaneide Gomes dos Santos, do Assentamento Mandacaru, está dando continuidade a uma tradição das mulheres de sua família: a produção de doces com o cacto xique-xique. Gustavo Wanderley/g1 Doce de xique-xique é feito por mulheres do Assentamento Mandacaru. Gustavo Wanderley/g1 Maria Gomes dos Santos é mãe de Ozaneide Gomes dos Santos. Foi a avó de Maria quem começou a tradição do doce de xique-xique em sua família. Gustavo Wanderley/g1 Maria e Ozaneide caminham pelo assentamento. Outras mulheres do local também colhem o xique-xique. Gustavo Wanderley/g1 Mais histórias de quem faz o agro: Garçonete larga a vida na cidade para apostar na agricultura sem agrotóxicos Gente do Campo: Bonsai também é coisa de mulher 'Menino abraçou a rúcula como se fosse ovo de Páscoa', conta agricultora que luta contra a fome Gente do campo: Valter e Paula criam agroflorestas De lavrador a produtor: como o café especial mudou a vida do Ivan. Gente do campo: casal deixa de ser meeiro para produzir morango DE ONDE VEM em Podcast VÍDEOS: confira todos os episódios da série
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29/02 - Mega-Sena pode pagar R$ 135 milhões nesta quinta, um dos 10 maiores prêmios da história
Lista considera os concursos regulares — ou seja, não inclui a Mega da Virada. As apostas para esta quinta-feira podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.694 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 135 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quinta-feira (29), em São Paulo. Caso tenha vencedor, o prêmio pago será um dos dez maiores da história. A lista considera os concursos regulares da Mega — ou seja, não inclui a Mega da Virada. Veja no gráfico abaixo. No sorteio da última terça-feira (27), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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29/02 - +Milionária, concurso 125: ninguém ganha o prêmio de R$ 145 milhões
Duas apostas que acertaram cinco dezenas e dois trevos vão levar R$ 230,7 mil cada. Próximo sorteio será no sábado (2), com prêmio estimado em R$ 147 milhões. Volantes do concurso +Milionária, da Caixa Econômica Federal. Marcello Casal Jr/Agência Brasil O concurso 125 da +Milionária foi realizado na noite desta quarta-feira (28), em São Paulo, e nenhuma aposta acertou a combinação de seis dezenas e dois trevos. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 147 milhões. De acordo com a Caixa Econômica Federal, duas apostas acertaram cinco dezenas e dois trevos e vão levar R$ 230.735,54 cada. Veja os números sorteados: Dezenas: 24 - 33 - 38 - 41 - 42 - 43 Trevos: 2 - 6 Os outros ganhadores foram: 5 acertos + 1 ou nenhum trevo - 18 apostas ganhadoras: R$ 11.394,35 4 acertos + 2 trevos - 111 apostas ganhadoras: R$ 1.979,71 4 acertos + 1 ou nenhum trevo - 1.521 apostas ganhadoras: R$ 144,47 3 acertos + 2 trevos - 2.229 apostas ganhadoras: R$ 50 3 acertos + 1 trevo - 17.765 apostas ganhadoras: R$ 24 2 acertos + 2 trevos - 17.482 apostas ganhadoras: R$ 12 2 acertos + 1 trevo - 140.847 apostas ganhadoras: R$ 6 O sorteio, que tradicionalmente é feito às 20h, ocorreu por volta das 21h nesta quarta. O atraso aconteceu devido a problemas operacionais, informou a Caixa. O próximo concurso da +Milionária será no sábado (2). +Milionária, concurso 125 Reprodução/Caixa Sobre a +Milionária As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que chegam a R$ 83,1 mil. A +Milionária teve seu primeiro sorteio em maio de 2022. Na época, a Caixa informou que ela foi a primeira modalidade "a oferecer prêmio mínimo de dois dígitos de milhões". Cada concurso distribui o valor mínimo de R$ 10 milhões. Saiba mais aqui. Além disso, a +Milionária se destaca por ter dez faixas de premiação. São elas: 6 acertos + 2 trevos 6 acertos + 1 ou nenhum trevo 5 acertos + 2 trevos 5 acertos + 1 ou nenhum trevo 4 acertos + 2 trevos 4 acertos + 1 ou nenhum trevo 3 acertos + 2 trevos 3 acertos + 1 trevo 2 acertos + 2 trevos 2 acertos + 1 trevo Veja no vídeo abaixo como jogar na +Milionária: +Milionaria: veja como jogar na nova loteria da Caixa
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28/02 - TCU vai fiscalizar governo e ONS por apagão que atingiu 25 estados e o DF em agosto de 2023
Tribunal de Contas da União autorizou a realização de inspeção no Ministério de Minas e Energia, Aneel e ONS para apurar eventuais responsabilidades. O Tribunal de Contas da União (TCU) vai fiscalizar eventuais responsabilidades pelo apagão de agosto de 2023, que atingiu 26 das 27 unidades da federação -- a única exceção foi Roraima, que não está conectada ao sistema nacional. Nesta quarta-feira (28), a Corte de Contas decidiu autorizar inspeções no Ministério de Minas e Energia, na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e no Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo a área técnica do TCU, é preciso aprofundar a análise sobre o blecaute de agosto “para que sejam verificadas as circunstâncias em que se deram os fatos e apuradas, se for o caso, as responsabilidades por possíveis irregularidades/fragilidades na atuação do Poder Público”. Entenda o apagão No dia 15 de agosto de 2023, 25 estados e o Distrito Federal registraram queda de energia por conta do desligamento de uma linha de transmissão no Ceará, que desencadeou o apagão. Apagão atinge estados de todas as regiões do Brasil Segundo o ONS, o sistema de proteção da linha atuou sem que tenha ocorrido um curto-circuito -- ou seja, a linha não deveria ter sido desligada. No entanto, o Sistema Interligado Nacional (SIN) é capaz de funcionar sem uma de suas linhas de transmissão. Dessa forma, o “efeito dominó” desencadeado pelo desligamento da linha Quixadá-Fortaleza 2, no Ceará, não deveria ter acontecido. Em seu relatório, o ONS identifica que falhas no desempenho de equipamentos em usinas eólicas e solares levaram ao desligamento de outras linhas, o que resultou no blecaute. O operador do sistema afirmou que os equipamentos deveriam compensar automaticamente a queda de tensão na rede causada pelo desligamento da linha de transmissão no Ceará –o “evento zero” do apagão. Estação apontada como local de falha que gerou apagão no Brasil, na cidade de Quixadá, interior do Ceará Jackson Periogoso/Arquivo pessoal Contudo, os dados oficiais sobre funcionamento dos equipamentos fornecidos pelas usinas não corresponderam ao seu desempenho após o desligamento da linha no Ceará. Para o ONS, a falha no fornecimento de dados pelas usinas tornou “impossível a identificação prévia” do risco de atuação de um dos sistemas de proteção da rede, que levou ao efeito cascata do dia 15, quando cerca de 30% da demanda de energia foi interrompida. Avaliação do TCU Em parecer preliminar ao processo de fiscalização, a área técnica do TCU afirma que, durante o processo de aprovação dos dados fornecidos pelas usinas, “pode residir a falha na atuação dos agentes públicos que pode ter contribuído para o blecaute”. As usinas precisam passar por algumas etapas de submissão de dados ao ONS antes de operar. Depois, o operador emite uma declaração que atesta que os empreendimentos cumpriram os procedimentos de rede. No entanto, ao TCU, o ONS afirmou que só pode verificar o funcionamento adequado dos equipamentos e dos modelos matemáticos quando o empreendimento entra em operação comercial. Para tanto, o operador emite uma declaração provisória às usinas. De acordo com a área técnica do TCU, “diversos agentes podem estar atuando sem o envio do relatório final de comissionamento e sem a emissão de DAPR-Definitiva [declaração definitiva], ou seja, sem a validação dos modelos matemáticos pelo ONS”. Os técnicos do TCU afirmam que a ausência dessa avaliação definitiva pode explicar a diferença entre os dados fornecidos pelas usinas e o desempenho real dos equipamentos, o que impediu o ONS de prever o risco de apagão. Atualmente, a Aneel está realizando um processo de fiscalização sobre a atuação do ONS. No parecer do TCU, a área técnica orienta aguardar a conclusão do processo para verificar a atuação do operador do sistema.
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28/02 - Conselho da Previdência reduz teto de juros do consignado para beneficiários do INSS
Taxa máxima para empréstimo com desconto na folha de pagamento será reduzida de 1,76% ao mês para 1,72% ao mês. Ciclo de cortes no teto começou em março de 2023. O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) aprovou nesta quarta-feira (28) nova redução da taxa máxima de juros cobrada em empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). É a sexta redução desde março de 2023. (veja mais abaixo) No caso do empréstimo consignado convencional, com desconto em folha de pagamento, o teto foi reduzido de 1,76% ao mês para 1,72% ao mês. Para operações nas modalidades de cartão de crédito e cartão consignado de benefícios, a taxa máxima de juros passou de 2,61% ao mês para 2,55% ao mês. Ao oferecer a linha, bancos e instituições financeiras precisam respeitar os limites estabelecidos pelo CNPS mas, em auditoria divulgada na última semana, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou taxas acima do teto em mais de um quinto dos contratos analisados. Reduções desde março de 2023 O ciclo de reduções no teto começou em março, quando o CNPS decidiu reduzir o teto dos juros do consignado convencional para beneficiários do INSS de 2,14% para 1,70%, o que gerou um impasse com os bancos. Na época, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e outros bancos privados suspenderam temporariamente a oferta desse crédito, afirmando que as taxas não cobririam os custos da operação. O conselho então aprovou um 'meio termo', e o teto ficou estabelecido em 1,97%. Em agosto, houve nova redução, e o teto dos juros passou de 1,97% ao mês para 1,91% no caso do empréstimo consignado convencional. A decisão do CNPS veio dias após o Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir a Selic pela primeira vez em três anos. O Conselho tem mantido uma linha de reduzir o teto de consignado após reduções na taxa Selic -- a última ocorreu na reunião de janeiro, quando a taxa foi cortada em mais 0,5 ponto percentual, alcançando 11,25%. Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira Em outubro, o CNPS fez nova redução na taxa máxima de juros do consignado com desconto em folha e o teto caiu de 1,91% para 1,84% - novamente, a decisão veio após novo anúncio de corte da Selic. Já em dezembro, esse teto foi reduzido de 1,84% para 1,80% ao mês. Na época, a decisão foi tomada depois de um impasse entre o ministério e representantes do setor financeiro sobre o ritmo de redução do teto do consignado para beneficiários do INSS Em janeiro, após novas negociações e seguindo novas reduções na taxa básica de juros, o CNPS reduziu mais uma vez o teto de 1,80% para 1,76% ao mês.
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28/02 - Alckmin defende redução de impostos para estimular compra de máquinas pela indústria: 'Melhorar a produtividade'
Vice-presidente concedeu entrevista à jornalista Míriam Leitão, que vai ao ar nesta quarta, na GloboNews. Governo elaborou projeto para incentivar empresas a comprar equipamentos. O vice-presidente Geraldo Alckmin em entrevista à jornalista Míriam Leitão, da GloboNews Reprodução/GloboNews O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta quarta-feira (28) o programa do governo que prevê a redução de impostos com o objetivo de estimular a compra, pela indústria nacional, de máquinas. Para ele, a iniciativa pode "melhorar a produtividade" e fazer a economia do país crescer. Alckmin – que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – fez as afirmações em entrevista à jornalista Míriam Leitão. O programa com a participação do vice-presidente vai ao ar nesta quarta-feira, a partir das 23h, na GloboNews. Recentemente, o ministério chefiado por Alckmin enviou ao Congresso um projeto que prevê o abatimento de impostos para indústrias que investirem na compra de novas máquinas. As reduções serão no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e na Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). A medida que trata da chamada "depreciação acelerada" tenta estimular setores econômicos a investirem em novos equipamentos, aparelhos e instrumentos. Com a modernização das fábricas brasileiras, o governo espera um aumento da produtividade. "Você [empresário] vai investir em bens de capital, e você vai ganhar produtividade. Temos dois problemas na economia: baixo investimento, baixa produtividade. Você vai ao encontro dos dois. Melhorar investimento, melhorar produtividade. O que é a depreciação superacelerada? Substitua suas máquinas e equipamentos, eu diminuo imposto de renda da pessoa jurídica e diminuo a CSSL", afirmou Alckmin. Indústria brasileira fica estagnada em 2023 Segundo o vice-presidente, o estímulo deve custar aos cofres públicos cerca de R$ 1,7 bilhão neste ano; e mais R$ 1,7 bilhão em 2025. Desde que Lula assumiu o poder, em janeiro de 2023, a equipe econômica do governo tenta melhorar o desempenho da economia e elevar a arrecadação para zerar o déficit fiscal – meta considerada "ambiciosa" por economistas e especialistas do mercado. Na próxima sexta-feira (1º), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar o resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023. Alckmin concede entrevista à jornalista Míriam Leitão Reprodução/GloboNews 'Perdendo, tentaram o golpe, imagina se tivessem vencido' Na entrevista à jornalista Míriam Leitão, Alckmin também comentou sobre as investigações da Polícia Federal acerca de uma suposta tentativa de golpe de Estado que teria sido arquitetada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados. "O presidente Lula salvou a democracia. Se, perdendo, eles tentaram o golpe, imagina se tivessem vencido. Isso é a pior coisa que tem para a própria economia. As ditaduras suprimem a liberdade em nome do pão. Não dão o pão que prometeram, nem devolvem a liberdade que tomaram", afirmou o vice-presidente.
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28/02 - Puxadas pelo Minha Casa Minha Vida, vendas de imóveis crescem 30% até novembro de 2023
Mudanças nas regras propiciaram bom desempenho, com mais de 103 mil unidades vendidas dentro do programa entre janeiro e novembro de 2023. Puxadas pelo Minha Casa Minha Vida, vendas de imóveis crescem 30% até novembro de 2023 O programa habitacional Minha Casa Minha Vida foi o responsável por puxar para cima as vendas de imóveis no país, tanto em número de novas unidades vendidas quanto em novos lançamentos. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que o percentual de unidades comercializadas pelo programa cresceu 36,5%, acima da média de imóveis novos vendidos no Brasil, que foi de 29,2%. Os dados foram antecipados com exclusividade à GloboNews e são do período de janeiro a novembro de 2023, em comparação a igual período de 2022. As vendas totais no país, incluindo os imóveis de médio e alto padrão, alcançaram o valor de R$ 42,3 bilhões, com 144.854 unidades comercializadas. No período compreendido no levantamento, 103.171 unidades do Minha Casa Minha Vida foram negociadas, o equivalente a 71% do total. E elas respondem por mais da metade do valor total de vendas de novos imóveis no Brasil: 53,6%, com R$ 22,7 bilhões em valor somado das unidades vendidas. Segundo a Abrainc, o bom desempenho dentro do Minha Casa Minha Vida se explica por ajustes recentes que ampliaram o acesso ao programa, e vêm permitindo juros menores e parcelas mais administráveis, nas faixas que contemplam as famílias de menor renda. VEJA AS MUDANÇAS AQUI Já na faixa 3, a mais alta, também houve uma alteração significativa, no segundo semestre do ano passado, no valor máximo de imóvel possível de ser financiado pelo programa, que subiu de R$ 264 mil para R$ 350 mil. Os lançamentos continuam em alta: 42,2% a mais em valor total dos imóveis pelo programa, o equivalente a R$ 18,5 bilhões. O levantamento aponta que, apesar das altas taxas de financiamento imobiliário, a trajetória de queda da taxa básica de juros pode manter o desempenho positivo em 2024. “A continuidade do processo de redução da taxa Selic em 2024 contribuirá enormemente para o desenvolvimento de um dos setores mais importantes da economia, responsável pela geração de aproximadamente 11% dos empregos formais do país”, afirma o presidente da Abrainc, Luiz França. Minha Casa, Minha Vida: começam a valer as novas regras de financiamento do programa Médio e alto padrão Mesmo com crescimento mais comedido, o segmento de imóveis de médio e alto padrão também registrou alta, de 16,5% em volume de vendas, com 39.626 unidades comercializadas, e 18,8% de crescimento no valor total negociado, que chegou a R$ 19,1 bilhões. Mas houve uma redução na oferta de novos imóveis. A queda nos lançamentos foi de 8,6%, ou R$ 15 bilhões em valor total. O número de unidades lançadas também diminuiu 39,9%, para 22.241 unidades. Segundo o levantamento, essa é uma readequação gradual de mercado, por conta dos atuais níveis de estoque. No início do ano passado, a duração média de uma oferta de imóvel de médio e alto padrão era de 24 meses. Esse tempo reduziu e atualmente está em 15 meses. O levantamento da Abrainc considerou o desempenho de 20 grandes incorporadoras no país.
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28/02 - G20: Secretário de Haddad propõe debates sobre tributação de heranças e de grandes empresas
Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, discursou a jornalistas entre reuniões do grupo; Dario Durigan, número 2 da Fazenda, afirmou que governo ainda elabora proposta entre países e não tem alíquota definida. Guilherme Mello, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, durante encontro de ministros de finanças do G20 André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo O secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou nesta quarta-feira (28) que a tributação sobre grandes heranças e sobre o lucro de grandes empresas serão temas pautados pela pasta nas próximas reuniões do G20. Mello falou aos jornalistas que cobrem as reuniões de ministros de Finanças e de presidentes dos bancos centrais do grupo, que acontecem hoje e amanhã em São Paulo. O Brasil tem levado às reuniões do G20 a necessidade de o grupo discutir a tributação progressiva e equitativa do ponto de vista de empresas e de pessoas físicas, principalmente dos super-ricos. A expectativa é que o governo leve especialistas nas discussões tributárias para apresentarem suas visões sobre o tema nas reuniões que devem acontecer amanhã. "O Haddad já mencionou mais de uma vez sua preocupação sobre essa temática e trouxe o que entendemos ser uma das possíveis propostas, que diz respeito à tributação sobre grandes heranças", afirmou o secretário. Segundo Mello, há uma atual realocação da riqueza pelo mundo por parte dos super-ricos, de maneira a evitar não apenas a tributação sobre o estoque de riqueza, mas também para evitar a tributação sobre a transmissão do patrimônio para futuras gerações. "Aqui no Brasil aprovamos, recentemente, a tributação de fundos fechados e de fundos offshore, o que já é uma forma de combater esse tipo de planejamento tributário por parte dos super-ricos que iam passando seu estoque de riqueza de geração para geração, sem nunca pagar tributos sobre essa transmissão", disse. Mello reforçou, ainda, que o tema deve ser debatido e aprofundado pelos especialistas, e que a expectativa é o que o G20 seja um espaço onde seja possível "construir algum consenso sobre essa necessidade de iniciar uma agenda de formulação" de um sistema de tributação internacional. Questionado se há possibilidade de um acordo para tributação de grandes empresas, Mello afirmou que o pilar dois — uma das iniciativas implementadas pelo G20 em 2021, que diz respeito sobre o recolhimento de pelo menos 15% do imposto sobre a renda de grupos multinacionais que possuam um volume de negócios global anual superior a 750 milhões de euros — já está em processo de implementação em diversos países. "É uma agenda prioritária de todos os países que participam do G20 e que ajudaram a construir essa proposta. Então certamente vai ser um dos temas profundamente discutidos nas sessões sobre tributação", completou o secretário. Haddad quer discutir tributação global sobre riqueza Não há proposta de alíquota, diz secretário-executivo Durante a tarde, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, também falou à imprensa. Ele afirmou que os debates que nascem durante as reuniões, com diferentes propostas de tributação, devem "frutificar e gerar diálogo" entre as nações. Ele também mencionou a possibilidade de taxação sobre renda, ganho de capital e herança. "Claro que pode ter uma reação, mas [...] países europeus já nos apoiam, em linhas gerais, com essa proposta [de diferentes pilares de tributação]", afirmou Durigan. Ele ainda reforçou que o governo não tem uma proposta de alíquota efetiva, destacando que a "dinâmica dos fóruns internacionais demanda um tempo maior." Ainda segundo Durigan, o debate sobre as propostas de taxação vem sendo construído "de maneira simples e direta com os países", de forma que há um consenso e uma coesão nos temas econômicos abordados. "O comunicado está avançando bem e tem o seu tempo. [...] A gente tem tentado fazer um esforço de sensibilizar [os demais países], em busca de um consenso e de uma agenda que está uniforme. O mundo tem falado a mesma língua econômica", completou o secretário. No G20, Haddad quer discutir tributação global sobre a riqueza para taxar super-ricos 'Bilionários precisam pagar justa contribuição' Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que pretende discutir uma taxação global mínima sobre a riqueza durante o G20. Ele discursou na abertura das reuniões em São Paulo, junto com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. "Reconhecendo os avanços obtidos na última década, precisamos admitir que ainda precisamos fazer com que bilionários do mundo paguem sua justa contribuição em impostos", afirmou Haddad. Durante o discurso, o ministro afirmou que houve uma "confusão" da integração econômica global com a liberalização de mercados, a flexibilização das leis trabalhistas, a desregulamentação financeira e a livre circulação de capitais. "As crises econômicas resultantes causaram grandes perdas socioeconômicas. Enquanto a hiperfinanceirização prosseguiu em ritmo acelerado, um complexo sistema [...] foi estruturado para oferecer formas cada vez mais elaboradas de evasão tributária aos super-ricos", disse. Desde o ano passado, o ministro da Fazenda tem defendido a taxação de fundos exclusivos — também conhecidos como fundos dos "super-ricos" — e das chamadas offshores. À época, Haddad havia afirmado que o objetivo era aproximar o sistema tributário brasileiro "do que tem de mais avançado no mundo". Fernando Haddad participa remotamente do painel "O papel político econômico na abordagem das desigualdades: experiências nacionais e cooperação internacional" no G20 Diogo Zacarias/MF O que é o G20? O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana. Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais. A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos. O G20 é formado pelos seguintes países: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana. O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde. Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.
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28/02 - No G20, Haddad quer discutir tributação global sobre a riqueza para taxar super-ricos
Ministro da Fazenda e presidente do Banco Central do Brasil (BC), Roberto Campos Neto, falaram durante abertura do evento nesta quarta-feira (28). No G20, Haddad quer discutir tributação global sobre a riqueza para taxar super-ricos O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (28) que pretende discutir uma taxação global mínima sobre a riqueza durante o G20. Ele discursou na abertura das reuniões de ministros de Finanças e de presidentes dos bancos centrais do grupo, que acontecem hoje e amanhã em São Paulo. O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, também discursou. O G20 reúne as principais economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana. O Brasil comanda o grupo desde dezembro do ano passado — a presidência brasileira se encerra em novembro deste ano, com a cúpula de chefes de Estado, no Rio de Janeiro. (saiba mais abaixo) Haddad participou do evento de maneira virtual, após ser diagnosticado com Covid-19, e disse que uma tributação mínima global sobre a riqueza "poderá constituir o terceiro pilar para a cooperação tributária internacional". "Reconhecendo os avanços obtidos na última década, precisamos admitir que ainda precisamos fazer com que bilionários do mundo paguem sua justa contribuição em impostos", afirmou Haddad. Durante o discurso, o ministro afirmou que houve uma "confusão" da integração econômica global com a liberalização de mercados, a flexibilização das leis trabalhistas, a desregulamentação financeira e a livre circulação de capitais. "As crises econômicas resultantes causaram grandes perdas socioeconômicas. Enquanto a hiperfinanceirização prosseguiu em ritmo acelerado, um complexo sistema [...] foi estruturado para oferecer formas cada vez mais elaboradas de evasão tributária aos super-ricos", disse. Desde o ano passado, o ministro da Fazenda tem defendido a taxação de fundos exclusivos — também conhecidos como fundos dos "super-ricos" — e das chamadas offshores. À época, Haddad havia afirmado que o objetivo era aproximar o sistema tributário brasileiro "do que tem de mais avançado no mundo". Os temas discutidos durante o evento devem abordar: o combate à pobreza e à desigualdade; o financiamento efetivo ao desenvolvimento sustentável; a reforma da governança global a tributação justa; a cooperação global para transformação ecológica; e o problema do endividamento crônico de vários países. Fernando Haddad participa remotamente do painel "O papel político econômico na abordagem das desigualdades: experiências nacionais e cooperação internacional" no G20 Diogo Zacarias/MF Políticas econômicas e o combate à desigualdade Um dos principais temas abordados durante a trilha de finanças do G20 nesta quarta-feira (28) diz respeito ao combate à pobreza e à desigualdade. Durante seu discurso, Haddad também reiterou que o "legado" da última onda de globalização trouxe um aumento substancial de desigualdade de renda e riqueza em diversos países, de maneira que o 1% de pessoas mais ricas do mundo detém 43% dos ativos financeiros mundiais. O ministro também afirmou que "não há ganhadores na atual crise da globalização". Segundo ele, a crise climática ganhou força e se tornou uma "verdadeira emergência", de forma que os países pobres devem arcar com custos ambientais e econômicos crescentes, ao mesmo tempo que veem suas exportações ameaçadas por uma crescente onda protecionista e uma parcela significativa das suas receitas comprometidas pelo serviço da dívida, em um cenário de juros ainda elevados pós-pandemia. "Embora, como disse, os países mais pobres paguem um preço proporcionalmente mais alto, seria uma ilusão pensar que países ricos podem dar as costas para o mundo e focar apenas em soluções nacionais", afirmou Haddad. "Em um mundo no qual trabalho e capital são cada vez mais móveis, pobreza e desigualdade precisam ser enfrentadas como desafios globais, sob a pena da ampliação das crises humanitárias e imigratórias", acrescentou. Dario Durigan e Roberto Campos Neto participam do painel "O papel político econômico na abordagem das desigualdades: experiências nacionais e cooperação internacional" no G20 Diogo Zacarias/MF Sobre o assunto, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que são políticas macroeconômicas sólidas que sustentam o ambiente no qual o crescimento de longo prazo pode ser mantido e as lacunas sociais podem ser reduzidas. Ele também destacou o papel dos bancos centrais em alcançar a estabilidade de preços. "Há muitas evidências que comprovam que a inflação impacta negativamente os níveis de pobreza. Ela prejudica desproporcionalmente os mais vulneráveis, aprofundando as lacunas sociais e as desigualdades existentes", disse Campos Neto. "Reduzir a inflação tem custos, mas adiar a restauração da estabilidade de preços pode aumentar ainda mais o sacrifício necessário para reduzir os preços e prejudicar ainda mais os mais vulneráveis", completou. Campos Neto disse ainda que a melhor contribuição que a política monetária pode ter para o crescimento econômico sustentável — promovendo um baixo desemprego, uma maior renda real e a melhoria das condições de vida das pessoas — é a manutenção da inflação em níveis baixos, estáveis e previsíveis. Começa o encontro dos ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 em São Paulo O que é o G20? O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana. Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais. A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos. O G20 é formado pelos seguintes países: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana. O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde. Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.
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28/02 - Dólar fecha em alta de olho no PIB dos EUA e no G20; Ibovespa recua com tombo da Petrobras
A moeda norte-americana avançou 0,74%, cotada a R$ 4,9694. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 1,16%, aos 130.155 pontos. Painel mostra variação de mercado na B3, em São Paulo. Amanda Perobelli/Reuters O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (28), com investidores repercutindo a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no último trimestre de 2023 e de olho nas discussões do G20, que reúne ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do grupo, em São Paulo. Na expectativa sobre os rumos da taxa de juros norte-americana, o mercado também manteve no radar a divulgação do núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) referente a janeiro, que ocorrerá nesta quinta-feira (29). Sob o mesmo cenário — e com um tombo da Petrobras marcando a sessão —, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar O dólar subiu 0,74%, cotado a R$ 4,9694. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,46% na semana; alta de 0,65% no mês; avanço de 2,41% no ano. Na véspera, a moeda norte-americana teve queda de 0,97%, cotado a R$ 4,9329. Ibovespa O Ibovespa caiu 1,16%, aos 130.155 pontos. A queda foi impactada pelo tombo de 5,16% da Petrobras, que tem um dos maiores pesos sobre o índice. Os papéis da petroleira despencaram após o presidente da estatal, Jean Paul Prates, sinalizar uma postura mais conservadora quando à remuneração a seus acionistas. Com o resultado, acumulou: avanço de 0,57% na semana; alta de 1,88% no mês; recuo de 3% no ano. Na véspera, o índice teve alta de 1,61%, aos 131.689 pontos, no maior patamar desde 8 de janeiro, quando atingiu os 132.427 pontos. DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o dólar subir ou descer O que está mexendo com os mercados? O mercado segue de olho em dados econômicos importantes divulgados ao longo da semana. O principal é o núcleo de preços PCE de janeiro, nos Estados Unidos, programado para quinta-feira (29). Essa leitura virá depois que, recentemente, dados mostraram sinais de resiliência da atividade e da inflação na maior economia do mundo, levando os mercados a adiarem apostas sobre o início do afrouxamento monetário nos EUA. O principal dado do dia, porém, mostra que a economia dos Estados Unidos cresceu em um ritmo sólido no quarto trimestre diante dos fortes gastos dos consumidores, mas parece ter perdido um pouco de velocidade no início do novo ano. O Produto Interno Bruto dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 3,2% no último trimestre, revisada ligeiramente para baixo em relação ao ritmo de 3,3% divulgado anteriormente, informou o Departamento do Comércio em sua segunda estimativa do PIB do quarto trimestre. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o crescimento do PIB não fosse revisado. A modesta revisão para baixo refletiu um rebaixamento do investimento em estoques privados. A inflação foi bastante branda no último trimestre, embora tenha sido revisada ligeiramente para cima em relação às estimativas relatadas anteriormente. A economia cresceu a um ritmo de 4,9% no trimestre de julho a setembro. Ela cresceu 2,5% em 2023, uma aceleração em relação à taxa de 1,9% de 2022, e está crescendo acima do que as autoridades do Federal Reserve consideram como a taxa de crescimento não inflacionária de 1,8%. No entanto, há sinais de que o ímpeto diminuiu. As vendas no varejo, o início de construção de moradias, as encomendas de bens duráveis e a produção nas fábricas diminuíram em janeiro. Parte da fraqueza dos dados no mês passado foi atribuída às temperaturas congelantes, bem como às dificuldades de ajustar os dados às flutuações sazonais no início do ano. Os economistas não estão prevendo uma recessão. Nesta quarta-feira, os investidores também ficaram de olho nas discussões do G20. Na abertura das reuniões, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que pretende discutir uma taxação global mínima sobre a riqueza. Haddad participou do evento de maneira virtual, após ser diagnosticado com Covid-19, e disse que uma tributação mínima global sobre a riqueza "poderá constituir o terceiro pilar para a cooperação tributária internacional". "Reconhecendo os avanços obtidos na última década, precisamos admitir que ainda precisamos fazer com que bilionários do mundo paguem sua justa contribuição em impostos", afirmou o ministro. Na mesma linha, o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou durante o G20, em São Paulo, reforçou que a tributação sobre grandes heranças e sobre o lucro de grandes empresas serão temas pautados pela pasta nas próximas reuniões do grupo. "O Haddad já mencionou mais de uma vez sua preocupação sobre essa temática e trouxe o que entendemos ser uma das possíveis propostas, que diz respeito à tributação sobre grandes heranças", afirmou o secretário. Segundo Mello, há uma atual realocação da riqueza pelo mundo por parte dos super-ricos, de maneira a evitar não apenas a tributação sobre o estoque de riqueza, mas também para evitar a tributação sobre a transmissão do patrimônio para futuras gerações.
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28/02 - Gol e Latam cancelam voos para Buenos Aires por conta de greve na Argentina; veja o que fazer
Paralisação foi convocada por três centrais sindicais e associações de classe, que rejeitaram o aumento salarial de 12% para empregados da companhia aérea Aerolíneas Argentinas e para a empresa de operações Intercargo. Aviões da Gol e da Latam em Congonhas, São Paulo. Montagem/g1 A Gol Linhas Aéreas e a Latam Airlines cancelaram os voos desta quarta-feira (28) de e para Buenos Aires em virtude de uma greve de funcionários do setor aéreo na Argentina. A paralisação foi convocada por três centrais sindicais e associações de classe, que rejeitaram o aumento salarial de 12% para empregados da companhia aérea Aerolíneas Argentinas e para a empresa de operações Intercargo. Segundo o jornal La Nación, a parada pode afetar 45 mil passageiros no Aeroporto Internacional Jorge Newbery e outros 30 mil no Aeroporto Internacional de Ezeiza. A Aerolineas Argentinas disse ao jornal que nenhum voo será afetado e que procuram chegar a um acordo com os sindicatos. Veja o que dizem as companhias aéreas: ➡️O QUE DIZ A LATAM: Em nota, a empresa informa que, devido à confirmação da greve da Intercargo para o dia 28 de fevereiro, a companhia cancelou suas operações de e para a Argentina para essa data. "A Intercargo é uma empresa estatal que presta serviços de rampa na Argentina, responsável pela transferência de passageiros e suas bagagens das estações das companhias aéreas para as aeronaves e vice-versa, entre outras tarefas", diz. A empresa diz que há dois caminhos aos passageiros afetados, disponíveis pelo menu Minhas Viagens: Alterações de data/voo: Todos os passageiros que desejarem alterar a data/voo sem custo (podendo ser ida e volta simultaneamente) podem fazê-lo para até 1 ano a partir do primeiro voo, respeitando a origem e o destino do itinerário. Reembolsos: os reembolsos se aplicam sem ônus e para todos os cupons de bilhetes não utilizados. ➡️O QUE DIZ A GOL: Em nota, a empresa informa que cancelou todos os seus voos com destino ou origem na Argentina nesta quarta-feira, 28 de fevereiro. A ação se deve à greve anunciada para esta data pela Intercargo, responsável pela infraestrutura em terra nos aeroportos argentinos. "A paralisação afetará a operação aeroportuária nas cidades em que a Companhia tem voos agendados para esta data (Buenos Aires – AEP e EZE, Córdoba-COR e Rosário-ROS), impossibilitando a realização das operações", diz a Gol. Alterações de data/voo: todos os clientes terão seus voos remarcados para outras datas e poderão realizar a alteração sem custos, de acordo com a vontade de cada passageiro. "Clientes com bilhetes marcados para esta data estão recebendo comunicação via e-mail e SMS, de acordo com os dados informados no ato da compra, já podendo realizar a autogestão de seus bilhetes nos Canais Digitais da GOL", diz a empresa. Para atender os clientes afetados, a Gol também criou operações extras para o dia 29 de fevereiro: Em caso de dúvidas, o Cliente pode entrar em contato com a Central de Relacionamento pelo 0300 115 2121. Para compras com milhas, o Cliente deve procurar diretamente a Smiles pelo telefone 0300 115 7001 (Smiles ou Prata), ou 0300 115 7007 (Ouro Diamante). Para clientes na Argentina, o número de contato é o +55 11 3471 2973, com atendimento em espanhol das 8h às 20h. Clientes que adquiriram bilhetes por agências de viagem devem procurar diretamente seus representantes. Companhias aéreas enfrentam falta de peças para manutenção de aviões
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28/02 - Pode lavar o ovo? Frango tem hormônio? Faça o teste e descubra mitos e verdades sobre os alimentos
Dê o play no quiz e veja curiosidades sobre frutas, carnes e laticínios. Imagem de uma prateleira de geladeira com alimentos. Polina Tankilevitch/Pexels É verdade que não pode comer o miolo do abacaxi? E o leite, pode ser consumido por adultos? Será que é recomendável lavar os ovos antes de cozinhá-los? ❓O que não faltam são dúvidas sobre a forma adequada de preparar, armazenar e consumir os alimentos no dia a dia. Será que você sabe as respostas dessas e de outras perguntas? Faça o quiz sobre os alimentos a seguir. Saiba o que é mito e o que é verdade dos alimentos Mais sobre os alimentos... Carne vermelha apodrece no intestino? Saiba o que é real e o que é falso sobre o alimento 🎧OUÇA o podcast semanal 'De onde vem o que eu como' De onde vem o que eu como: Ovos De onde vem o sorvete Água de coco não é tudo igual: veja quais tipos podem ser comercializados no Brasil
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27/02 - Mega-Sena, concurso 2.693: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio acumula em R$ 135 milhões
Veja as dezenas sorteadas: 11 - 29 - 44 - 45 - 46 - 50. A quina teve 117 apostas vencedoras que ganharam mais de R$ 55 mil cada. Mega-Sena Marcelo Brandt/G1 Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.693 da Mega-Sena, que foi realizado nesta terça-feira (27) em São Paulo. O prêmio acumulou e para o sorteio de quinta-feira (29), o valor para apostas vencedoras é de R$ 135 milhões, o maior do ano. Veja as dezenas sorteadas: 11 - 29 - 44 - 45 - 46 - 50 5 acertos - 117 apostas ganhadoras, R$ 55.729,62; 4 acertos - 6.988 apostas ganhadoras, R$ 1.332,97. Números da Mega-Sena, concurso 2693 Divulgação/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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27/02 - Em busca de acordo, governo adia por mais 90 dias entrada em vigor de portaria que restringe trabalho aos feriados
Este é o segundo adiamento da portaria sobre trabalho no comércio aos feriados. Publicação da medida no fim de 2023 provocou forte reação de empresários e do Congresso. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em imagem de 2023 Geraldo Magela/Agência Senado O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (27) que o governo decidiu adiar por mais 90 dias a entrada em vigor de uma portaria que restringe o trabalho no comércio aos feriados. Com isso, as regras que passariam a valer na próxima sexta-feira (1º) ficam suspensas até junho. Enquanto isso, o Ministério do Trabalho tenta costurar um acordo com empregados e donos de comércio sobre o tema. Este é o segundo adiamento da portaria (leia mais aqui). “Nós temos certeza de que as partes chegarão a um texto que contemplará o funcionamento do nosso comércio na sua plenitude, respeitando sempre o direito às negociações, o direito dos empregados e protegendo cada trabalhador”, disse Luiz Marinho, em nota. A decisão de adiar a norma foi tomada em reunião com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, representantes sindicais e das frentes parlamentares do Comércio e Serviços e do Empreendedorismo. O governo havia anunciado que publicaria uma nova portaria para estabelecer uma lista de comércios que poderiam funcionar nos feriados, sem a necessidade de autorização em acordo coletivo de trabalho. “Há um entendimento entre as bancadas de trabalhadores e empregadores que será encaminhado ao governo em portaria, [...] de quais atividades que estão excepcionalizadas e quais atividades que têm a obrigatoriedade de ter convenção coletiva para funcionar aos feriados”, disse o ministro na ocasião. Governo estabelece que trabalho aos domingos e feriados só poderá acontecer após negociação com sindicatos Portaria polêmica Em novembro do ano passado, o governo publicou uma portaria restringindo o funcionamento do comércio aos feriados. A portaria, divulgada no Diário Oficial da União (DOU) em 13 de novembro de 2023, foi uma tentativa, segundo o ministro Luiz Marinho, de invalidar "uma portaria inconstitucional assinada em 2021", que tornava o trabalho aos feriados isento de aprovação dos sindicatos. De acordo com a Lei 10.101/2000, que regulamenta o comércio, o trabalho aos feriados é permitido desde que seja “autorizado em convenção coletiva de trabalho e observada a legislação municipal”. A nova regra, restringindo o trabalho aos feriados, entraria em vigor a partir de 1° de janeiro de 2024, mas, antes disso, foi alvo de polêmica por parte de setores da economia e de parlamentares. Logo após a edição da portaria em novembro, a Câmara dos Deputados aprovou em plenário a urgência de um projeto de lei que barrasse a medida assinada pelo Ministério do Trabalho. A justificativa usado pelo relator do projeto, Luiz Gastão (PSD-CE), foi de que a proibição do trabalho aos feriados interferiria diretamente na manutenção de empregos e na arrecadação de impostos, essenciais para o financiamento de políticas públicas. No dia seguinte à reação, em 22 de novembro, Marinho se reuniu com representantes dos setores trabalhistas e optou por reformular a portaria e publicar um novo texto até março de 2024. Durante essa reunião também ficou acordado que o ministério iria criar uma mesa tripartite para discutir o assunto.
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27/02 - Ministro quer facilitar consignado privado e acabar com saque-aniversário do FGTS
Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que já tem sinal verde do presidente Lula para enviar ao Congresso Nacional projeto de lei ou medida provisória tratando do tema. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (27) que quer facilitar a contratação de empréstimos consignados privados, reduzindo a intermediação. Governo pretende acabar com a modalidade saque-aniversário do FGTS Em entrevista coletiva, Marinho afirmou que será proposta uma ferramenta, por meio do FGTS Digital, lançado nesta terça-feira (veja mais abaixo), que possibilitará a concessão de empréstimos consignado (com desconto em folha) pelos bancos, sem intermediação das empresas contratantes. "Vai criar o consignado do setor privado, que hoje inexiste. Hoje, o consignado poderia estar existindo se as empresas tivessem feito convênio com os bancos. Não fizeram, então não tem como fazer. Nós, a partir da ferramenta do eSocial e do FGTS Digital, criaremos uma rubrica para possibilitar ao trabalhador que possa tomar esse empréstimo sem intermediação do empregador", explicou o ministro do Trabalho. De acordo com ele, a nova ferramenta administrará toda relação com os bancos, com o trabalhador e com o empregador. "Quando a empresa receber lá, você tem que descontar X reais do fundo de garantia, terá uma rubrica. O FGTS não entra como garantia", acrescentou. Apesar das declarações do ministro, dados do Banco Central apontam que, em dezembro do ano passado, o volume total de empréstimos consignados (com desconto em folha de pagamentos) para trabalhadores do setor privado somou R$ 41,3 bilhões. Esse estoque, entretanto, é bem menor do que o valor liberado a aposentados do INSS, que somava R$ 238,9 bilhões no fim de 2023. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, quer estimular empréstimos consignados privados Fim do saque-aniversário O ministro também reafirmou a intenção de acabar com o saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O saque-aniversário, instituído em 2020 pelo governo Bolsonaro, permite ao trabalhador sacar parte do saldo da conta do FGTS anualmente, no mês do seu aniversário. Por outro lado, caso o trabalhador seja demitido, pode sacar apenas o valor referente à multa rescisória, não podendo sacar o valor integral da conta. Este é um dos pontos criticados por Luiz Marinho. Aplicativo FGTS para celular Rodrigo Marinho/g1 Para acabar com o saque-aniversário do FGTS, Marinho disse que está sendo finalizado um projeto de lei -- que também pode ser uma medida provisória -- para ser enviado ao Congresso Nacional. Marinho afirmou que já tem autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para levar adiante a proposta, dependendo apenas do encaminhamento de outros ministérios. FGTS: saiba mais sobre o saque-aniversário Segundo o ministro, há reclamações de trabalhadores que aderiram ao saque aniversário do FGTS e que não conseguem mais sacar os recursos quando são demitidos. "Se o FGTS tem na sua essência, entre as funções, trazer a proteção no futuro do desemprego, o cidadão que aderiu o saque aniversário não pode sacar o seu saldo. Sendo que o FGTS foi pensado no caso de desemprego", criticou o ministro do Trabalho. Para liberar mais dinheiro aos trabalhadores, o ministro do Trabalho informou que o projeto vai tratar de mudanças no formato do consignado ao setor privado e liberar recursos não dados como garantia aos empréstimos bancários. Liberação de recursos Para que o trabalhador possa ter dinheiro no momento de uma eventual demissão, ele defendeu que os recursos não dados em garantia a empréstimos bancários também possam ser liberados. "O cidadão tem um contrato com o banco. Se ele fez o contrato em dez anos, será honrado em dez anos. Se ele fez em três anos, será honrado em três anos (...) O cidadão que está reclamando o direito de sacar o seu saldo. Vamos imaginar que ele tenha R$ 20 mil. Desses R$ 20 mil, consignou R$ 15 mil. Deve R$ 15 mil ao banco. Ele vai sacar o que é seu, os R$ 5 mil. Os outros ficarão para honrar o contrato", explicou o ministro do Trabalho. FGTS digital O governo federal também lançou nesta terça-feira uma nova forma de recolhimento do FGTS, chamado de FGTS digital. Segundo o Ministério do Trabalho, o novo método vai facilitar e simplificar a vida dos empregadores, utilizando informações do eSocial como base de dados, interface 100% web e diversas opções para gerar guias. O novo formato, segundo o governo, permitirá: Maior facilidade para emissão e personalização de guias; Mais agilidade no processo de individualização (depósitos dos valores recolhidos nas contas vinculadas dos trabalhadores); Celeridade no pagamento de FGTS em atraso, com a possibilidade de recolhimento de vários meses em uma única guia; Cálculo automático da multa do FGTS com base no histórico de remunerações do eSocial; Ferramenta automática para recomposição de salários de períodos anteriores e pagamento da indenização compensatória. "Além disso, a utilização do Pix (mecanismo de pagamento instantâneo) como ferramenta de pagamento do FGTS irá trazer ganhos de confiabilidade, agilidade e facilidade, otimizando o processo de individualização na conta do trabalhado", informou o governo.
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27/02 - VÍDEO mostra comboio de 30 barcaças carregadas de soja cruzando o rio Madeira
Cerca de 60 mil toneladas de grãos foram transportados. Carga saiu de Porto Velho com destino a Itacoatiara, no Amazonas. Comboio de 30 barcaças carregadas de soja cruza o rio Madeira Um comboio formado por 30 barcaças carregadas com aproximadamente 60 mil toneladas de soja fez uma travessia histórica ao navegar, pela primeira vez, o Corredor Madeira (assista acima). O carregamento partiu de Porto Velho, com destino a Itacoatiara, e por três dias, navegou mais de 1 mil km pelas águas do rio Madeira. Leia mais: como a preservação do Rio Madeira é essencial para manutenção da bacia amazônica Fique por dentro: entenda como vai funcionar a fábrica misturadora de fertilizantes instalada em Rondônia Comboio de 30 barcaças navega o rio Madeira, em Porto Velho Reprodução/Amaggi A embarcação de 4.300 cavalos de potência foi conduzida pelo empurrador Hermínio Mezomo e a responsabilidade era grande, já que o carregamento equivale a cerca de 1 milhão de sacas de grãos. Em cifras, o comboio se torna mais impressionante, já que, pela cotação atual, onde a saca da soja é comercializada por R$ 112,35, a carga total transportada no comboio seria avaliada em aproxidamente R$ 113 milhões. E se toda essa carga fosse transportada em carretas, quantas seriam necessárias? A resposta também impressiona: Ao g1, a Amaggi explicou que seria necessário cerca de 1.200 caminhões, com capacidade de transportar 50 toneladas de soja para fazer o transporte dessa quantidade de grão. Em imagens, isso seria representado por essa quantidade de carretas => 🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚🚚
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27/02 - Ibovespa volta aos 131 mil pontos, com IPCA-15 abaixo do esperado; dólar fecha em R$ 4,93
A moeda norte-americana caiu 0,97%, cotada a R$ 4,9329. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 1,61%, aos 131.689 pontos, no maior patamar desde 8 de janeiro. Painel mostra variação de mercado na B3, em São Paulo. Amanda Perobelli/Reuters O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores, encerrou em alta nesta terça-feira (27), atingindo o maior patamar desde 8 de janeiro. O dólar fechou em queda, aos R$ 4,93. Investidores repercutiram a divulgação da prévia da inflação brasileira, que veio abaixo do esperado pelo mercado financeiro, além de um dia mais benigno no exterior, com uma queda nos rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro dos Estados Unidos) norte-americanos. Balanços corporativos também ficam no radar. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar O dólar fechou em queda de 0,97%, cotado a R$ 4,9329. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 1,19% na semana; alta de 0,09% no mês; avanço de 1,66% no ano. Na véspera, a moeda norte-americana teve queda de 0,23%, cotado a R$ 4,9810. Ibovespa Já o Ibovespa encerrou em alta de 1,61%, aos 131.689 pontos, no maior patamar desde 8 de janeiro, quando atingiu os 132.427 pontos. Com o resultado, acumulou: avanço de 1,75% na semana; alta de 3,08% no mês; recuo de 1,86% no ano. Na véspera, o índice teve alta de 0,15%, aos 129.609 pontos. LEIA TAMBÉM DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o dólar subir ou descer O que está mexendo com os mercados? Entre os principais destaques desta terça-feira (27) estava o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado a prévia da inflação oficial do país. O indicador registrou uma alta de 0,78% nos preços em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mês de fevereiro costuma ser muito influenciado por uma alta sazonal no grupo Educação, por conta dos reajustes escolares. O segmento teve alta de 5,07% no mês e impacto de 0,30 ponto percentual (p.p.) no índice geral. Assim, o índice teve uma forte aceleração de 0,47 p.p. na comparação com o mês anterior, quando teve alta de 0,31% para janeiro. Com os resultados, o IPCA-15 acumulou 4,49% na janela de 12 meses. Os números vieram abaixo das expectativas do mercado financeiro. As expectativas eram de alta de 0,82% em fevereiro, chegando a 4,53% em 12 meses. O mercado financeiro esperava uma alta ainda mais intensa do que foi constatado pelo IBGE em fevereiro. Apesar do número cheio um pouco menor, as aberturas não aliviaram as preocupações dos analistas. "Apesar da surpresa positiva com o dado, a sua abertura seguiu refletindo um qualitativo relativamente ruim, com medidas subjacentes e núcleos relevantes para o BC rodando em patamares elevados", diz João Savignon, chefe de pesquisa macroeoconômica da Kínitro. O analista pondera, no entanto, que parte dos fatores têm questões sazonais, em que se prevê um arrefecimento para os próximos meses, concentrados em Alimentação e Bens Industriais. "O BC pode seguir com cortes de 50bps por reunião, desacelerando somente na segunda metade do ano, na passagem entre o 3º e o 4º trimestres. Nosso cenário base é de uma Selic terminal de 8,5%", afirma. No noticiário corporativo, a temporada de balanços também segue no foco. A processadora de alimentos BRF reportou um lucro líquido de R$ 754 milhões no quarto trimestre de 2023, revertendo o prejuízo de R$ 956 milhões observado em igual período de 2022. Com o resultado, os papéis da companhia avançaram 7,92% e figuraram entre as maiores altas da sessão. O destaque, no entanto, ficou com os papéis do Grupo Pão de Açúcar, que subiram mais de 13%. Já nos EUA, o mercado segue aguardando dados econômicos importantes que serão divulgados ao longo da semana. O principal é o núcleo de preços PCE de janeiro, nos Estados Unidos, programado para quinta-feira (29). Essa leitura virá depois que, recentemente, dados mostraram sinais de resiliência da atividade e da inflação na maior economia do mundo, levando os mercados a adiarem apostas sobre o início do afrouxamento monetário nos EUA. Ao mesmo tempo, ajudando o real, os contratos futuros do minério de ferro saltaram nesta terça-feira, apoiados por esperanças de recuperação da demanda na China, principal mercado consumidor do minério, e por um possível imposto de exportação sobre o minério de ferro indiano de baixa qualidade. Tanto a moeda brasileira como a bolsa são muito sensíveis aos preços dessa commodity, uma vez que o minério de ferro é um dos principais componentes da pauta de exportação nacional.
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27/02 - G20: Janet Yellen ressalta investimentos e diz que Brasil está bem-posicionado em transição energética
Secretária do Tesouro dos Estados Unidos participa de reunião do G20 nesta semana. Yellen concedeu uma coletiva de imprensa e participou de uma mesa de debate ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, em evento em São Paulo Divulgação/Amcham A secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, está no Brasil para as reuniões de ministros de Finanças e de presidentes dos bancos centrais do G20, marcadas para esta semana em São Paulo. Nesta terça-feira (27), Yellen concedeu uma coletiva de imprensa, promovida pelo Consulado Americano, e participou de uma mesa de debate na Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), ao lado da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. A secretária defendeu que "o Brasil está bem-posicionado para a transição para a neutralidade de emissão de carbono por conta de sua grande matriz de energia limpa", além de ter boa parte da Floresta Amazônica em seu território. Desse modo, Yellen pontuou que o olhar do Brasil para a sustentabilidade pode ser "um grande ativo" de negociações entre os países, em busca de produtos que agridam menos ao meio ambiente. "De acordo com estimativas recentes, haverá um investimento de trilhões de dólares para a transição para a energia verde, daqui até 2050. Há um espaço gigante de possibilidades de colaboração, afirmou." Ainda na questão das "finanças climáticas", Yellen disse que os EUA continuarão defendendo e apoiando a Amazônia, e que o país está desenvolvendo um conjunto de boas práticas para instituições financeiras, para que consigam zerar as emissões com créditos de carbono. A ministra Marina Silva disse que os países que podem, devem fazer mais na ajuda àqueles que não conseguem. "No contexto das mudanças climáticas, não podemos olvidar, negar o fato de que podemos ter grandes instabilidades se não resolvermos o problema. E o começo dessas instabilidades é não sermos capazes de termos suprimentos e alimentos a preços acessíveis para os povos do mundo. E nesse sentido, o Brasil é o país que pode ajudar nessa equação", disse a ministra. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, e Abraão Neto, presidente da Amcham Divulgação/Amcham Prévia para o G20 Em uma prévia das discussões que serão tratadas no G20, a secretária do Tesouro disse que o objetivo do governo de Joe Biden é manter a maior economia do mundo conectada às oportunidades de cooperação internacional, encerrando o "isolamento econômico" que os Estados Unidos viviam antes. Entre os objetivos de Yellen no G20 estão: o combate à insegurança alimentar; a melhora da relação comercial dos Estados Unidos com os países emergentes, o combate aos efeitos econômicos da pandemia de Covid e dos conflitos geopolíticos em curso no Oriente Médio e Ucrânia. o incentivo a investimentos em sustentabilidade e transição energética. Às vésperas das eleições presidenciais americanas — e com o ressurgimento de Donald Trump no cenário eleitoral — Yellen ressaltou a importância que o governo Biden tem dado à manutenção da integração dos EUA com as demais economias pelo mundo. A secretária enfatizou que os últimos anos mostraram que a colaboração oferece vantagens para todos, e que a resiliência da economia americana ajudou a manter ou impulsionar o crescimento da atividade em economias parceiras. Na ocasião do G20, Yellen destaca a preocupação do país em investir em cadeias de suprimentos cada vez mais eficientes, principalmente no setor de energia. Ela afirma que os países devem promover uma transição energética justa e dar suporte a ações ambientais, inclusive com apoio financeiro para desenvolver a questão em nações emergentes. "O clima é um grande objetivo para nós e para os organismos multilaterais", disse Yellen. Combate aos efeitos das guerras Janet Yellen também enfatizou o desejo do Tesouro americano de combater os efeitos econômicos gerados pela pandemia de Covid-19 e pelas guerras no Leste Europeu e no Oriente Médio. Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, a secretária condenou o governo russo, e afirmou que os EUA "foram guiados a defender os princípios que regem o país". Por isso, o país "ficará ao lado da Ucrânia pelo tempo que for necessário", fornecendo apoio militar e financeiro. "Nossa coalizão (de países em defesa da Ucrânia) representa mais de 50% da economia global e devemos agir junto e de forma condenada", disse Yellen. Ainda neste contexto, a secretária do Tesouro comentou os problemas nas cadeias produtivas causados pelo conflito, principalmente na produção e transporte de commodities alimentares. Isso, segundo ela, tem aumentado a insegurança alimentar pelo mundo, e os EUA querem debater e investir em medidas para conter a fome. Já sobre a guerra entre Israel e Hamas, Yellen pontuou que o país está trabalhando para congelar as finanças do grupo terrorista e impor sanções econômicas aos seus apoiadores. No entanto, afirmou que os EUA estão estudando ações para fortalecer a economia da Faixa de Gaza e ajudar o povo palestino em sua crise humanitária — levando ajuda para onde "realmente tem que ser destinada". Brasil coloca combate à desigualdade como ponto central no G20 Economia americana em 'pouso suave' Yellen, que também já foi presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), compartilha da visão dos atuais dirigentes da instituição, que têm defendido nos últimos meses que a economia dos EUA está caminhando para um "pouso suave". Após o ciclo de alta nas taxas de juros — que levou ao intervalo entre 5,25% e 5,50% ao ano —, ela entende que o Fed já conseguiu reduzir bastante a inflação, e que deve chegar até a meta de 2% ao fim do ano. "No último ano, a economia tem sido mais resiliente do que o esperado. O FMI previa um marasmo em 2023, mas isso não aconteceu. A inflação vem caindo e deve continuar", disse. A secretária acredita que o mercado de trabalho americano deve continuar forte e a atividade econômica, crescendo, ainda que menos que no último ano. "Nós temos ciência dos desafios econômicos de diversos países, mas a economia está aquecida e os EUA foram um grande impulsionador de toda a atividade no mundo". O que é o G20? O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana. Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais. A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos. O G20 é formado pelos seguintes países: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana. O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde. Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.
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27/02 - IPCA-15: preços sobem 0,78% em fevereiro, com reajustes de educação
A 'prévia da inflação' acumula 4,49% na janela de 12 meses. Grupo Educação teve alta de 5,07% e impacto de 0,30 ponto percentual no índice geral. Grupo Educação teve alta de 5,07% e impacto de 0,30 ponto percentual no índice geral. Divulgação/Cursinho Solidário O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado a prévia da inflação oficial do país — registrou uma alta de 0,78% nos preços em fevereiro, informou nesta terça-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mês de fevereiro costuma ser muito influenciado por uma alta sazonal no grupo Educação, por conta dos reajustes escolares. O segmento teve alta de 5,07% no mês e impacto de 0,30 ponto percentual (p.p.) no índice geral. (saiba mais abaixo) Assim, o índice teve uma forte aceleração de 0,47 p.p. na comparação com o mês anterior, quando teve alta de 0,31% para janeiro. Em fevereiro de 2023, o IPCA-15 foi de 0,76%. Com os resultados, o IPCA-15 acumulou 4,49% na janela de 12 meses. Os números vieram abaixo das expectativas do mercado financeiro. As expectativas eram de alta de 0,82% em fevereiro, chegando a 4,53% em 12 meses. Apenas o grupo Vestuário registrou deflação em fevereiro, com queda de 0,39% nos preços, vindos de alta de 0,22% em janeiro. Todos os demais oito grupos subiram nesta medição. Veja abaixo a variação dos grupos em fevereiro Alimentação e bebidas: 0,97%; Habitação: 0,14%; Artigos de residência: 0,45%; Vestuário: -0,39%; Transportes: 0,15%; Saúde e cuidados pessoais: 0,76%; Despesas pessoais: 0,46%; Educação: 5,07%; Comunicação: 1,67%. Educação puxa a alta Os resultados de fevereiro são, em geral, mais altos por conta dos reajustes escolares que acontecem de uma só vez. Em Educação (5,07%), a maior contribuição vem dos cursos regulares (6,13%). Todos os subitens de escolas particulares tiveram altas importantes, caso do ensino médio (8,58%), do ensino fundamental (8,23%), da pré-escola (8,14%) e da creche (5,91%). Além disso, o curso técnico (6,01%), o Ensino superior (3,74%) e a pós-graduação (2,81%) também subiram. O grupo de Alimentação e bebidas teve uma leve desaceleração, mas ainda tem contribuição relevantes no resultado do IPCA-15. A alta no mês foi de 0,97% contra 1,53% no mês passado. O peso no índice, porém, ainda foi de 0,20 p.p. para cima. A alimentação no domicílio ainda sofre pressão da oferta mais escassa e efeitos do El Niño. A alta foi de 1,16% em fevereiro, com destaques para a cenoura (36,21%), a batata-inglesa (22,58%), o feijão-carioca (7,21%), o arroz (5,85%) e as frutas (2,24%). A alimentação fora do domicílio teve aceleração, de 0,48% no mês contra 0,24% em janeiro. A refeição (0,35%) e o lanche (0,79%) subiram mais que no mês anterior (0,32% e 0,16%). IPCA-15 acelera a 0,78% em fevereiro com reajustes de educação Abaixo das expectativas O mercado financeiro esperava uma alta ainda mais intensa do que foi constatado pelo IBGE em fevereiro. Apesar do número cheio um pouco menor, as aberturas não aliviaram as preocupações dos analistas. "Apesar da surpresa positiva com o dado, a sua abertura seguiu refletindo um qualitativo relativamente ruim, com medidas subjacentes e núcleos relevantes para o BC rodando em patamares elevados", diz João Savignon, chefe de pesquisa macroeoconômica da Kínitro. Apesar disso, o analista pondera que parte dos fatores têm questões sazonais, em que se prevê um arrefecimento para os próximos meses, concentrados em Alimentação e Bens Industriais. "O BC pode seguir com cortes de -50bps por reunião, desacelerando somente na segunda metade do ano, na passagem entre o 3º e o 4º trimestres. Nosso cenário base é de uma Selic terminal de 8,5%", afirma. Já Rafael Costa, analista da BGC Liquidez, destaca uma surpresa de desaceleração da inflação dos preços da alimentação no domicílio, que "foi bem-vinda e foi uma boa notícia". "Apesar disso, a inflação de serviços subjacentes continua registrando leituras e detalhes que dificultam o atingimento do centro da meta de inflação. A forte inflação do item serviço bancário, e seu lento recuo, continua sendo um 'vilão' dentro do conjunto de preços dos serviços subjacentes", afirma. Laiz Carvalho, economista para Brasil do BNP Paribas, destaca que a média de cinco núcleos de inflação veio acima da expectativa do mercado. E também espera pressão nos serviços subjacentes ao menos até abril. "Isso corrobora com discursos recentes de membros do BC, que estão preocupados com as medidas de núcleos e com mercado de trabalho aquecido. Isso mostra que vão manter a cautela, mas seguir com os cortes em 0,50 p.p.", diz.
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27/02 - Boletim Focus: mercado vê alta maior do PIB neste ano e reduz inflação prevista para 2024 e 2025
Números foram divulgados nesta terça-feira (27) pelo BC. Projeção de crescimento do PIB permaneceu estável em 2% para 2025. Os economistas do mercado financeiro elevaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, ao mesmo tempo em que reduziram as expectativas de inflação para 2024 e 2025. As informações constam no relatório "Focus", divulgado nesta terça-feira (27) pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia. Para este ano, a estimativa de crescimento da economia brasileira subiu de 1,68% para 1,75%. Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro ficou estável em 2%. Inflação Para o comportamento da inflação, os analistas da instituições financeiras baixaram a expectativa para 2024 – que recuou de 3,82% para 3,80%. Na semana passada, o BC havia informado que a projeção estava em 3,81% para 2024. Nesta terça, o número da última semana foi revisado para 3,82%. Segundo a instituição, foi identificada uma "inconsistência" em uma revisão de rotina dos indicadores, que foi corrigida. Com isso, a estimativa dos analistas para a inflação de 2024 se mantém abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano. Especial g1: o que é inflação Entenda: como a inflação mexe no seu bolso Para 2025, a estimativa de inflação caiu de 3,52% para 3,51% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%. Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem, e também em 12 meses até meados de 2025. Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento. Preço do cafezinho sobe mais que o dobro da inflação de janeiro Taxa de juros Os economistas do mercado financeiro mantiveram as estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano e de 2025. Atualmente, a taxa Selic está em 11,25% ao ano, após cinco reduções seguidas promovidas pelo Banco Central. Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia ficou estável em 9% ao ano. Para o fim de 2025, por sua vez, o mercado financeiro manteve a projeção estável em 8,5% ao ano. Outras estimativas Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC: Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2024 ficou estável em R$ 4,93. Para o fim de 2025, a estimativa continuou em R$ 5. Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção subiu de US$ 80 bilhões para US$ 81 bilhões de superávit em 2024. Para 2025, a expectativa para o saldo positivo avançou de US$ 70 bilhões para US$ 72 bilhões. Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano subiu de US$ 66,5 bilhões para US$ 67 bilhões de ingresso. Para 2025, a estimativa de ingresso permaneceu em US$ 75 bilhões. Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira
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27/02 - Empresário capixaba se inspira em Elon Musk e quer lançar 1º carro elétrico 100% nacional em 2024: 'Me arrisquei em um negócio louco'
Flávio Figueiredo Assis nasceu em Guaçuí, no Sul do Espírito Santo, e é CEO de uma montadora nacional de veículos. O processo de desenvolvimento do carro está avançado e deve ser lançado em dezembro. A trajetória do bilionário Elon Musk é uma inspiração na vida de Flávio Figueiredo Assis, CEO de uma montadora nacional de veículos Gonzalo Fuentes/ Arquivo Pessoal A trajetória do bilionário Elon Musk é uma inspiração na vida do empresário Flávio Figueiredo Assis, CEO de uma montadora nacional de veículos que, assim como o sul-africano, pensa no futuro e quer se aventurar na onda dos carros elétricos. Nascido no Espírito Santo, Flávio quer lançar o 1º carro elétrico 100% nacional em 2024. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram O capixaba disse que as pessoas costumam compará-lo com o empresário sul-africano mais rico do mundo. "Peguei meu patrimônio e arrisquei em um negócio louco. Elon Musk também fez isso. As pessoas estão buscando mais estabilidade do que inovação, e um empreendedor tem que arriscar mais em prol de um mundo melhor", disse Flávio. Em entrevista ao g1, o empresário capixaba disse que o processo de desenvolvimento de um carro elétrico 100% nacional já está bem avançado e deve ser lançado no mercado brasileiro em dezembro de 2024. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Carro elétrico 100% nacional deve ser lançado em dezembro de 2024, no Brasil. Arquivo pessoal "Somente a parte eletrônica, motores e baterias virão do fabricante chinês Wiston, que também fornece para outras duas gigantes do setor. O restante, que representa 65% das peças, são nacionais porque nosso país é rico em matéria-prima", disse o empresário. Fundada em 2022, a sede da montadora Lecar, que pertence a Flávio, está localizada em Alphaville, na Grande São Paulo. A planta industrial fica em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, onde estão outras empresas do setor. LEIA TAMBÉM: Quem é Elon Musk Desafios Para desenvolver o projeto e dar corpo ao sonho, de acordo com Flávio, um dos desafios para a construção do protótipo foi falta de mão de obra especializada. Protótipo do model 459, carro elétrico 100% nacional Arquivo pessoal "A gente trouxe um carro da Tesla [empresa de Elon Musk] para o nosso time engenharia desmontar e montar novamente. Isso porque carro elétrico é novidade no mundo e a gente teve que ir mais a fundo, inclusive desmontando um veículos para os funcionários ficarem mais seguros", disse. Ao todo, 150 pessoas estão envolvidas no projeto, sendo que 30 funcionários diretos compõem o quadro de funcionários da empresa, muitos deles com passagens importantes por empresas como a histórica Gurgel, Troller, JPX, Ford, Toyota, Nissan e Marcopolo. "Já finalizamos a parte de fornecedores e projetos. Agora, a gente está materializando o carro por meio de um protótipo, o Lecar Model 459, o primeiro e único veículo elétrico 100% nacional", disse o empresário. Empresário Flávio Figueiredo Assis, do Espírito Santo, é CEO de uma montadora nacional de veículos, conhecido como Elon Musk brasileiro Divulgação Ainda de acordo com o empresário, o protótipo do carro elétrico deve ser finalizado em abril deste ano, quando será enviado para Londres, na Inglaterra, para as homologações. "O protótipo do carro elétrico precisa ser submetido a avaliações de impacto, aerodinâmica e simuladores de segurança. Essa etapa deve durar até o final do ano. Depois disso, o produto entrará em linha de produção", disse. Segundo Flávio, o capital é 100% próprio, mas a expectativa é fazer o IPO (oferta pública inicial) em 2025. "A gente está buscando as mesmas condições tributárias que a China tem para produzir carros. Cada dia que passa, a necessidade de cuidar do clima, do meio ambiente, aumenta. Fechamos 2023 de forma bem desafiadora quando se trata de clima", disse. LEIA TAMBÉM: Pesquisadores da Ufes desenvolvem prótese robótica com tecnologia avançada para amputados no ES Por que o combustível que eu queimo todo dia no meu carro contribui para mais ondas de calor? Bateria para 400 km Flávio explicou ainda que o preço do veículo deve ficar em R$ 279 mil e a autonomia da bateria será de 400 quilômetros. A estimativa é produzir 300 veículos por mês já no primeiro ano de fabricação, gerando R$ 1 bilhão de faturamento. O foco das vendas será a Grande São Paulo, especialmente entre a capital paulista, Campinas e São José dos Campos, onde a empresa deve investir em uma rede de infraestrutura para recarregamento de bateria. "Vai ser um SUV com 180 cavalos, porta-malas de 1.000 litros e com condições para atender às características das estradas do Brasil", acrescentou o empresário. Por que Elon Musk brasileiro? Flávio Figueiredo Assis, 51 anos, é do interior do Espírito Santo Arquivo pessoal Natural de Guaçuí, na Região do Caparaó do Espírito Santo, Flávio é formado em Contabilidade e Direito. Antes de ter uma montadora de veículos elétricos, o empresário foi dono de uma empresa de uma administradora de cartões PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), que chegou a uma movimentação anual de R$ 1 bilhão, fornecendo para mais de 600 prefeituras e órgãos públicos e mais de 3 mil empresas privadas. "Há dois anos, em 2022, eu vi um movimento da Ford fechando e isso mexeu comigo. Eu descobri uma regulamentação brasileira para redução de emissões de CO2 de veículos até 2027. Eu me interessei nesse projeto, fiz alguns estudos, e vi que não tinha dinheiro para tocar esse negócio. Foi aí que eu recebi a proposta de vender a empresa que eu tinha e investir nesse ramo. Foi isso que eu fiz", disse. De acordo com o Flávio, ele sabe que é comparado a Elon Musk e aprecia a trajetória do bilionário. "Eu me inspirei muito na história dele. Nas minhas primeiras pesquisas, quando fui ler algumas biografia, me inspirei muito em Elon Musk, no Tesla, também no Gurgel... Até acho que cada nação deveria ter um Elon Musk, não só na área da mobilidade, mas da medicina, educação, em todas as áreas", contou ao g1. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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27/02 - Mega-Sena pode pagar R$ 120 milhões nesta terça-feira, maior prêmio do ano
Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 A Caixa Econômica Federal promove nesta terça-feira (27), a partir das 20h, o sorteio do concurso 2.693 da Mega-Sena. Nesta edição, a Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 120 milhões para os acertadores das seis dezenas — o maior valor do ano. No concurso do último sábado (24), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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26/02 - Antes um pilar do bolsonarismo, militares desaparecem de ato na Avenida Paulista
O ato político em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo (25) na Avenida Paulista, em São Paulo, mostrou o desaparecimento de um dos pilares do bolsonarismo: a ala militar. Onipresentes ao longo dos quatro anos de mandato – mesmo depois a derrota de Bolsonaro nas urnas, com os acampamentos em frente aos quartéis do Exército –, os militares desapareceram do palanque, dos discursos e, principalmente, das faixas, cartazes e apelos dos manifestantes que estiveram no ato. É um claro efeito do avanço das investigações da Polícia Federal sobre a tentativa de golpe militar e de reverter o resultado das eleições de 2022. Generais sempre incensados por Bolsonaro, como seus ex-ministros Braga Netto – vice na chapa à presidência em 2022 – e Augusto Heleno, são agora investigados. E sequer foram lembrados nas falas. Apoiadores de Bolsonaro fazem manifestação na Avenida Paulista Fator religioso O apoio a Bolsonaro demonstrado neste domingo está calcado no público religioso. Mais precisamente, nas igrejas evangélicas neopentecostais. A crise diplomática aberta com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu a partir das falas de Lula também ajudou a multiplicar as bandeiras de Israel presentes no ato. Apesar de o judaísmo não ser uma religião cristã, as igrejas evangélicas mais conservadoras incorporaram elementos judaicos pela identificação com o Antigo Testamento, que narra a história do povo de Deus. Representantes do agronegócio, eleitores conservadores e um público que se considera antipetista ajudaram a engrossar o movimento de apoio a Bolsonaro. Deputados, senadores e governadores – o mais aclamado deles foi Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo – se fizeram presentes, numa demonstração de que o apoio e espólio político de Bolsonaro seguem em disputa. Apoiadores participaram de ato convocado por Jair Bolsonaro em SP
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26/02 - Governo anuncia programa para estabelecer moradias populares em imóveis da União
Plano prevê a destinação de imóveis da União que não estão em uso para abrigar famílias de baixa renda. Prédios e terrenos também serão usados para equipamentos sociais, como escolas. A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante cerimônia no Palácio do Planalto Reprodução/Canal Gov O governo anunciou nesta segunda-feira (26) a criação de um programa de moradias populares nos imóveis da União que não estão em uso ou estão subutilizados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do anúncio, que foi feito no Palácio do Planalto. "Nós estamos começando uma coisa nova que tomamos a atitude de fazer desde março de 2023 [...] e agora achamos que está pronto para fazer o lançamento. A partir desse lançamento é que vamos começar a trabalhar na distribuição dos imóveis, sendo que alguns já foram distribuídos ao longo de 2023", disse Lula. Segundo a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, a ideia é inverter a lógica do plano de privatização dos imóveis, previsto no governo anterior. "Essa foi uma proposta do ministro da Fazenda [Fernando Haddad], que ele inclusive quando foi prefeito fez esse processo e ele concorda com a visão do governo como um todo de que o objetivo dos imóveis não é ser vendido para gerar arrecadação", declarou Esther. No governo no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o então ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a estimar uma receita de R$ 1 trilhão com a venda dos imóveis da União. Segundo a ministra da Gestão, esse valor é superestimado. "Em relação ao valor de R$ 1 trilhão, que era anunciado, isso envolvia desde os prédios da Esplanada aos terrenos de Marinha [áreas na faixa litorânea]. Ele é um número que é superestimado em sentido do que poderia ser de fato arrecadado caso você conseguisse vender o patrimônio", declarou Dweck. Com o programa intitulado Imóvel da Gente, o governo vai ceder ou fazer permutas de áreas para a construção de moradias populares ou de empreendimentos de uso social, como escolas ou unidades de pronto atendimento. Entregas Segundo Dweck, o governo já realizou 246 entregas em 174 municípios ao longo de 2023. Ao todo, nos quatro anos de mandato, o governo Lula planeja destinar ao menos 1.000 imóveis da União. Essa estimativa considera os imóveis do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que são objeto de estudo por um grupo de trabalho criado nesta segunda-feira (26), e eventual cessão de prédios de estatais. Nesta segunda-feira (26), com a assinatura do decreto que cria o programa oficialmente, o governo anunciou novas entregas no Rio de Janeiro e na Bahia. Ao estado da Bahia, o governo cedeu um imóvel no município de Amargosa, para construção de uma escola, além de celebrar um acordo para definir uma proposta de empreendimentos para o antigo aeroporto de Vitória da Conquista. Com o Rio de Janeiro, o governo celebrou um acordo para a elaboração de proposta de empreendimento de múltiplos usos na antiga Estação Leopoldina. O município planeja restaurar o edifício para abrigar moradias da Minha Casa Minha Vida, centro de convenções e Cidade do Samba 2. Também em relação ao Rio de Janeiro, foi entregue a carta de anuência para a entidade selecionada, no âmbito do MCMV-Entidades, na Rua Sara, Bairro Santo Cristo, no Rio de Janeiro. O edifício será reformado, beneficiando famílias de baixa renda. Entenda o programa O programa prevê a destinação de áreas da União para políticas públicas consideradas prioritárias, separadas em quatro grupos: habitação - são casas do programa Minha Casa Minha Vida, além de empreendimentos para locação social e com orçamento dos próprios estados, municípios ou parceiros; regularização fundiária - regularização dos imóveis da União que já estão ocupados e urbanização de assentamentos precários; programas estratégicos - destinação dos imóveis para o Novo PAC ou outras políticas e programas estratégicas do governo; empreendimentos de múltiplos usos - prevê o uso de parcerias público-privadas e permuta de imóveis por obras, principalmente em áreas de grande porte. O governo poderá fazer essa destinação por meio de: cessão; doação com encargos; entrega - prevê a destinação do imóvel aos órgãos federais dos Três Poderes, como uma forma de reduzir gastos com aluguel; alienação ou permuta - venda ou troca de imóveis com a iniciativa privada. "Em relação ao custo do aluguel, temos um programa interno do ministério [...] de justamente ver órgãos federais que hoje pagam aluguéis muito altos e que poderiam estar utilizando outros prédios da União tanto no Distrito Federal quanto em estados do Brasil inteiro", disse Dweck. O programa também abarca os prédios da União tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
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26/02 - G20: combate às desigualdades, tributação e ações ambientais são temas dos encontros desta semana
Na semana passada, chanceleres do G20 se reuniram no Rio; nesta semana, ministros de Finanças se encontram em São Paulo. São esperados cerca de 450 delegados, de 73 países. Tatiana Rosito, secretária de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda e coordenadora da Trilha de Finanças do G20. Kelly Fersan A coordenadora da Trilha de Finanças do G20, Tatiana Rosito, informou nesta segunda-feira (26) que as reuniões de ministros de Finanças e de presidentes dos bancos centrais do grupo, marcadas para esta semana em São Paulo, terão como foco as discussões sobre temas como combate às desigualdades, tributação internacional e financiamento de ações ambientais. O G20 reúne as principais economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana. O Brasil comanda o grupo desde dezembro do ano passado — a presidência brasileira se encerra em novembro deste ano, com a cúpula de chefes de Estado, no Rio de Janeiro. (saiba mais abaixo) Na semana passada, os chanceleres do G20 se reuniram no Rio. Para esta semana, estão previstos nos dias 28 e 29 os encontros de ministros de Finanças e de presidentes dos bancos centrais. Mais cedo, nesta segunda, o Ministério da Fazenda informou que o ministro Fernando Haddad foi diagnosticado com Covid-19 e, com isso, participará dos encontros de forma virtual. Quando o Brasil assumiu o comando do G20, o presidente Lula definiu três eixos centrais de discussão: inclusão social com combate à fome e à pobreza; transição energética e desenvolvimento sustentável; reforma da governança global. Segundo Tatiana Rosito, a partir desses três eixos centrais, o país decidiu pautar os seguintes temas nas reuniões de ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais: relação entre as desigualdades e as políticas econômicas; diagnóstico sobre a economia global (perspectivas de crescimento, inflação, geração de emprego e cooperação); tributação internacional (foco na tributação progressiva); dívidas nacionais e financiamento do desenvolvimento sustentável. “Esperamos que essas discussões, que ocorrerão em nível ministerial, nos deem oportunidade para troca de ideias, mas, também, para avançar concretamente na formação de consensos que propiciem a mobilização maciça de recursos domésticos e internacionais para um crescimento sustentável, equilibrado e inclusivo”, afirmou a coordenadora da Trilha de Finanças do G20. Ministros da fazenda dos países do G20 debateram combate à pobreza em SP ODS e Acordo de Paris Na avaliação da coordenadora da Trilha de Finanças do G20, o grupo é “crucial” para garantir o financiamento — em nível global — de ações relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ao Acordo de Paris. Os chamados ODS foram definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e preveem, por exemplo, garantir energia limpa e acessível; água potável universal; erradicação da pobreza; cidades sustentáveis; e ações contra as mudanças climáticas. Definido na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), o Acordo de Paris prevê a adoção de medidas que reduzam a emissão de gases do efeito estufa e, consequentemente, o ritmo das mudanças climáticas. “Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais, em seu conjunto, são responsáveis diretos por aspectos fiscais, regulatórios e financeiros necessários para permitir a implementação de políticas domésticas e de incentivos ao investimento”, afirmou Tatiana Rosito nesta segunda-feira. “E também são os representantes dos países nos ‘boards’ de instituições financeiras internacionais e nos bancos multilaterais de desenvolvimento, instrumentos fundamentais para levar adiante a agenda da trilha financeira”, concluiu. Começam os preparativos para o G20, que acontece no Rio, em novembro O que é o G20? O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana. Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais. A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos. O G20 é formado pelos seguintes países: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana. O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde. Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.
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26/02 - Dólar fecha em queda e Ibovespa sobe, à espera de dados de inflação; Americanas cai quase 2% após prejuízo bilionário
A moeda norte-americana caiu 0,23%, cotada a R$ 4,9810. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,15%, aos 129.609 pontos. Dólar opera em baixa Karolina Grabowska O dólar fechou em baixa nesta segunda-feira (26), em mais um dia de agenda fraca no Brasil e no mundo. Nesta sessão, investidores seguiram na expectativa por algumas divulgações importantes que devem acontecer ao longo da semana. O destaque fica com os dados de inflação dos Estados Unidos, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15, a prévia da inflação oficial brasileira) e para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. O noticiário corporativo também ficou no radar, após a Americanas ter divulgado nesta manhã os seus resultados referentes aos nove primeiros meses de 2023. Entre janeiro e setembro, a empresa teve um prejuízo de R$ 4,6 bilhões. O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa de valores brasileira, encerrou em alta. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar Ao final da sessão, o dólar caiu 0,23%, cotado a R$ 4,9810. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,23% na semana; alta de 0,89% no mês; avanço de 2,65% no ano. Na última sexta-feira (23), a moeda norte-americana subiu 0,80%, cotada a R$ 4,9924. Ibovespa Já o Ibovespa encerrou em alta de 0,15%, aos 129.609 pontos. As ações da Americanas, por sua vez, não conseguiram sustentar o sinal positivo da primeira metade do pregão e caíram quase 2%. A empresa reportou um prejuízo de mais de R$ 4 bilhões nos primeiros nove meses de 2023. Com o resultado, acumulou: avanço de 0,15% na semana; alta de 1,45% no mês; recuo de 3,41% no ano. Na sexta, o índice encerrou com uma baixa de 0,63%, aos 129.419 pontos. LEIA TAMBÉM DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o dólar subir ou descer O que está mexendo com os mercados? O mercado segue em compasso de espera por alguns dados econômicos importantes que serão divulgados ao longo da semana. O principal é o núcleo de preços PCE de janeiro, nos Estados Unidos, que deve sair na quinta-feira (29). Esse é o indicador de inflação favorito do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e serve como base para entender quais podem ser os próximos passos da instituição. Se a inflação vem controlada e dentro das expectativas, o mercado tende a interpretar como uma notícia positiva, que pode levar o Fed a considerar cortar as taxas de juros americanas nos próximos meses. Já se o resultado do PCE vier acima das projeções e mostrar uma aceleração dos preços, os investidores entendem que o Fed pode demorar mais para iniciar seu ciclo de corte nos juros. Há muita expectativa sobre quando o BC americano vai reduzir suas taxas, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano. Juros mais baixos ajudam a movimentar a economia, além de favorecer os ativos de risco, como mercados de ações e moedas de países emergentes. Ainda nesta semana, o mercado aguarda os números do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre do ano passado e outros dados sobre a atividade econômica, como o índice de confiança dos consumidores. No Brasil, a grande agenda é o encontro de ministros da Fazenda na reunião do G20 na quarta e quinta-feira, em São Paulo. O Grupo dos 20 é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana. Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais. Dados da prévia da inflação oficial do país (IPCA-15) e do PIB brasileiro também devem ficar no radar ao longo desta semana. Já no lado corporativo, destaque para a Americanas, que divulgou seus resultados financeiros dos nove primeiros meses de 2023, após uma série de atrasos e em meio ao processo de recuperação judicial. A companhia teve um prejuízo de R$ 4,6 bilhões no período e especialistas destacam que o endividamento continua elevado. Apesar disso, o resultado representa uma redução do prejuízo em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 6 bilhões. Nilson Marcelo, analista quantitativo da CM Capital, pontua que o balanço foi mais positivo que os últimos, "mas não o suficiente para que investidores já comecem a olhar para a empresa visando o longo prazo". "Infelizmente, a dívida continua muito alta e os principais acionistas ainda não fizeram os aportes necessários para a recuperação da companhia. Ainda é muito cedo para afirmas mas (a Americanas) fechar as portas não me parece provável", comenta o analista.
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26/02 - Fernando Haddad testa positivo para Covid-19
Ministro se sentiu indisposto na noite de domingo (25), fez um teste e confirmou o diagnóstico. Ele passa bem. Fernando Haddad em imagem do dia 18 de outubro de 2023, em Brasília Adriano Machado/Reuters O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está com Covid-19. Em nota, o ministério diz que o Haddad se sentiu indisposto na noite de domingo (25), fez um teste e confirmou o diagnóstico. A pasta afirma que o ministro passa bem e que fará novos testes nos próximos dias. O ministro participaria presencialmente dos compromissos do G20, em São Paulo, em 28 e 29 de fevereiro, mas deve presidir as reuniões de forma virtual. De acordo com a assessoria do ministro, em alguns compromissos ele irá enviar representantes. Em outros, participará de forma virtual. Na manhã desta segunda (26), a reunião com autoridades russas precisou ser cancelada. Mas a coletiva para o lançamento do plano de financiamento e economia sustentável segue mantida. É a segunda vez que Haddad testa positivo para a doença. Em 2022, ele também foi diagnosticado.
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26/02 - Americanas tem prejuízo de R$ 4,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2023, após escândalo fiscal
Empresa teve uma redução de 45,1% em sua receita líquida nos nove primeiros meses do ano passado, puxada sobretudo pela forte redução de 77,1% nas vendas realizadas pelos canais digitais, que foram impactadas pela desconfiança dos consumidores. Fachada das Lojas Americanas em Franca, no interior de SP. IGOR DO VALE/ESTADÃO CONTEÚDO A Americanas registrou um prejuízo de R$ 4,61 bilhões entre janeiro e setembro de 2023, segundo balanço corporativo divulgado pela companhia nesta segunda-feira (26). Os números estavam suspensos desde o começo do ano passado, quando a empresa encontrou uma fraude bilionária em suas demonstrações financeiras. (relembre mais abaixo) O prejuízo da empresa foi puxado por uma queda de 45,1% em sua receita líquida nos nove primeiros meses de 2023 em relação ao mesmo período de 2022. Nos três trimestres deste primeiro ano de crise — que levou a companhia a um processo de recuperação judicial, com uma dívida estimada em R$ 50 bilhões —, a receita da empresa foi de R$ 10,293 bilhões. A principal razão para essa baixa na receita foi a forte diminuição nas vendas realizadas pelos canais digitais da companhia: uma queda de 77,1% entre janeiro e setembro de 2023 em comparação com os mesmos meses de 2022. Americanas teve prejuízo de R$ 12,9 bilhões em 2022, e de R$ 6,2 bilhões em 2021. Os números foram revisados após a empresa ter revelado “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões em seus balanços. Especificamente nos nove primeiros meses de 2022, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões - ou seja, o resultado do período em 2023 mostra uma queda de 23,5% no prejuízo. A Americanas entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro de 2023, na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. O plano foi aceito pelos credores da companhia apenas em 19 de dezembro, com apoio de mais de 90% dos votantes. LEIA TAMBÉM Starbucks vai fechar? De quanto é a dívida? Veja perguntas e respostas sobre a crise da marca no Brasil Americanas tem prejuízo de R$ 4,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2023 Canais digitais foram os mais impactados Os canais digitais foram os que mais sofreram no ano passado, principalmente por conta da desconfiança de consumidores após as notícias sobre as fraudes financeiras e a recuperação judicial da empresa. "No digital, onde se concentram as vendas de tickets mais altos, houve um abalo de confiança. Os clientes tinham preocupação em relação às entregas dos produtos e os sellers (vendedores) ficaram temerosos de não receber os repasses pelas vendas realizadas", diz nota da Americanas. O volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) vendido nos canais digitais foi de R$ 4,8 bilhões entre janeiro e setembro, uma fatia de apenas 30% de todo o GMV da companhia, de R$ 16,1 bilhões. No mesmo período de 2022, o volume dos canais digitais foi de R$ 20,9 bilhões e representava 64% de todas as vendas da Americanas. Além da insegurança e desconfiança dos consumidores com os canais digitais, a própria empresa pontua que optou por modificar suas estratégias de negócios visando maior rentabilidade. A Americanas reduziu as vendas da categoria 1P (quando o varejista vende o seu produto para o marketplace e é a Americanas quem fica responsável por todo o processo de venda e entrega), migrando algumas categorias de produtos para a categoria 3P (quando é o varejista quem realiza os processos de venda e entrega). A estratégia, de acordo coma a companhia, prioriza as operações de maior rentabilidade e a redução de queima de caixa operacional. "Neste contexto, no 9M23 o 3P representou 65% do total das vendas comparado com 51% no 9M22, o que acreditamos que contribuirá para a rentabilidade da Companhia", diz a nota. Lojas físicas mais resilientes Já o GMV das lojas físicas se manteve mais estável entre os períodos de 2022 e 2023, com uma queda de 4,4% de um ano para o outro. Nos nove primeiros meses do ano passado, o volume de vendas pelos meios físicos foi de R$ 9,3 bilhões, contra R$ 9,7 bilhões registrados nos mesmos meses de 2022. No entanto, as lojas físicas passaram a representar quase 58% das vendas da Americanas. Esse número era de 29% no mesmo período de 2022. "A performance (das lojas físicas) melhorou à medida que as negociações com fornecedores evoluíram e o sortimento em loja foi sendo recomposto. Além disso, nesse período, também foi realizado trabalho de otimização do número de lojas, visando maior eficiência operacional", diz a companhia. Também como parte das estratégias adotadas pela empresa para melhorar sua estrutura operacional e financeira, a Americanas diz que optou por desacelerar as vendas de algumas linhas de tecnologia, além de migrar a venda de determinadas categorias para a operação 3P no digital. A companhia destaca que, nas lojas físicas, a categoria que mais cresceu em volume de vendas foi a de bomboniere, seguida por biscoitos. Relembre o caso ▶️ Em janeiro de 2023, a Americanas divulgou um fato relevante informando que havia identificado “inconsistências em lançamentos contábeis” nos balanços corporativos, em um valor que chegaria a R$ 20 bilhões. O então presidente da Americanas, Sergio Rial, decidiu deixar o comando da companhia e o escândalo iniciou um processo de derretimento de uma das maiores varejistas do Brasil. ▶️ Como consequência da revelação feita na noite de quarta-feira, os investidores amanheceram em polvorosa. As principais instituições financeiras colocaram as ações da Americanas sob revisão, e a B3, bolsa de valores de São Paulo, colocou os papéis ordinários (com direito a voto) da empresa em leilão. Veja mais detalhes na reportagem abaixo. Americanas desaba na bolsa após descoberta de rombo de R$ 20 bilhões; entenda o caso ▶️ Em poucos dias, a situação da Americanas degringolou. Depois de um derretimento das ações da Americanas na bolsa ao longo da semana e o início de disputas judiciais com credores em busca de pagamentos —, a empresa comunicou que mantém apenas R$ 800 milhões em caixa, o que torna a operação insustentável. ▶️ Sem solução para a pressão dos credores, a Americanas foi obrigada a entrar com um pedido de recuperação judicial para travar a dívida. As "inconsistências contábeis" haviam levado as dívidas da empresa para a casa dos R$ 43 bilhões, entre aproximadamente 16,3 mil credores. Veja mais detalhes na reportagem abaixo. Americanas pede recuperação judicial, com dívida de R$ 43 bilhões ▶️ A primeira versão do plano de recuperação judicial da companhia foi divulgada em março de 2023, mas o acordo só foi completamente aceito pelos credores em dezembro do mesmo ano. O plano apresentou um saldo de R$ 50,1 bilhões de créditos a serem reestruturados, uma dívida trabalhista de R$ 82,9 milhões e uma fraude de resultado de R$ 25,2 bilhões ao final de 2022. ▶️ O plano de recuperação judicial da Americanas aprovado pelos credores também prevê: O aporte de R$ 12 bilhões em aumento de capital da empresa por parte dos acionistas de referência da Americanas — o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, que juntos detêm 30,12% do capital social da companhia; A venda de ativos como o Hortifruti Natural da Terra, a Uni.Co — empresa de franquias que detém marcas como Imaginarium e Puket — e a possibilidade de venda da AME, entre outros pontos. Veja mais detalhes do plano na reportagem abaixo. Americanas: plano de recuperação judicial é aprovado em Assembleia de Credores; veja pontos G1 Explica: o rombo nas contas das Lojas Americanas
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26/02 - Contas públicas no azul e pobreza: os dois lados do ajuste radical de Milei na Argentina
O economista libertário prometeu cortar gastos e já conseguiu um excedente em um país habituado a déficits públicos, mas o custo social das suas medidas tem sido dramático. A pobreza aumentou quase 8 pontos desde dezembro e cada vez mais famílias precisam de ajuda para sobreviver Reuters via BBC Na semana passada, a Argentina registrou dois marcos: pela primeira vez em mais de uma década, o Ministério da Economia anunciou que havia um excedente fiscal. Ou seja, arrecadou mais do que se gastou, algo que poucas vezes aconteceu no país sul-americano. Pouco depois, o prestigiado Observatório da Dívida Social da Universidade Católica Argentina (UCA) divulgou um número que deixou muitos indiferentes: estimou que a pobreza em janeiro ultrapassava os 57%, o pior índice desde a crise de 2001/2002. Esses dados refletem as duas faces da Argentina do presidente Javier Milei, o economista libertário que assumiu o cargo em dezembro passado prometendo melhorar a economia do país, que há décadas entra e sai da crise, e reduzir a inflação, que hoje é a mais alta do mundo. Argentina corta gastos e tem superávit mensal pela 1ª vez em 12 anos, mas sofre com pobreza e inflação em alta Em apenas dois meses Milei conseguiu cumprir a meta de “déficit zero”, ou seja, deixar de ter as contas no vermelho. E os mercados mostram a sua satisfação. Os títulos e as ações argentinas estão em alta, o dólar livre (ou “azul”) se estabilizou e o chamado “risco país” — índice que mostra a confiança na capacidade de um Estado pagar sua dívida — está no seu nível mais baixo dos últimos dois anos, o que pode ser interpretado como um sinal de que a direção macroeconômica está no caminho certo. Mas o remédio que Milei aplicou para alcançar essas melhorias — um ajustamento sem precedentes — tem consequências graves numa população que já teve seis anos consecutivos de queda dos salários reais, com um salário mínimo que equivale a apenas US$ 160 (cerca de R$ 800), o segundo menor da região, atrás apenas da Venezuela. Milei sofre grande derrota ao não conseguir aprovar mudanças legislativas na Argentina Motosserra + liquidificador Milei ficou famoso durante a campanha por brandir uma motosserra, símbolo de como planejava destruir os gastos públicos, motivo que tem levado o país a um déficit constante (112 dos últimos 122 anos). Segundo o economista, as soluções que os diferentes governos têm aplicado até agora — emitindo mais notas ou pedindo dinheiro para cobrir essas despesas — levaram o país a ter uma inflação que ultrapassa os 250% anuais e a ser o principal devedor mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em vez dessas receitas, esse outsider, que entrou na arena política há menos de três anos, propôs uma solução mais drástica: cortar a origem do problema — os gastos excessivos — para atingir o “déficit zero”, que definiu como o seu principal objetivo de governo. E em novembro passado, no segundo turno eleitoral, quase 56% dos argentinos apoiaram a ideia, que supostamente — segundo Milei — iria focar no corte de despesas da “casta”, como ele chama a classe política tradicional. Mas poucos imaginavam quão rápidas e profundas seriam as mudanças que o novo presidente traria. Nem o quanto isso os afetaria diretamente. No dia em que assumiu o cargo, Milei prometeu reduzir 5 pontos do PIB – um ajuste inédito – e em janeiro já cumpriu a meta. REUTERS/Agustin Marcarian No dia em que tomou posse, 10 de dezembro, Milei declarou que seu objetivo era cortar 5 pontos do Produto Interno Bruto (PIB), um ajuste raramente visto na história, não só deste país, mas do mundo. Ele não havia detalhado que pretendia aplicar esse mega corte em menos de dois meses, algo também inédito. Para atingir o seu objetivo, não só ligou a famosa motosserra, reduzindo ministérios e secretarias pela metade, paralisando novas obras públicas, cortando subsídios e despesas com publicidade institucional e eliminando transferências discricionárias para as províncias (o que tem gerado uma briga com os governadores desses distritos). Ele também "ligou o liquidificador", que realmente tem sido sua principal ferramenta de ajuste. Ele emitiu um decreto para que este ano seja aplicado o mesmo orçamento que em 2023, fazendo com que as rubricas orçamentárias permanecessem abaixo da taxa de inflação (o que, na verdade, as reduziu fortemente). Mas a sua medida mais contundente foi retirar metade do valor do peso face ao dólar, o que fez com que o poder de compra dos salários e das pensões entrasse em colapso — ou fossem passados por um "liquidificador". Segundo o economista Martín Polo, da consultoria Cohen Aliados Financieros, as medidas de Milei reduziram em mais de 38% as aposentadorias e pensões, principal despesa do Estado. Os salários públicos também foram reduzidos em 27%, os subsídios econômicos (principalmente para energia) em 64% e as obras públicas em 86%. Tudo de uma vez. Além disso, a forte desvalorização acelerou ainda mais a inflação, que dobrou entre novembro e dezembro, atingindo 25,5% mensais no final do ano. Queda do consumo O resultado dessas medidas foi tão impressionante quanto dramático. Por um lado, o governo comemora ter alcançado em tempo recorde o seu objetivo de “déficit zero”, destacando que é a primeira vez desde 2012 que o setor público não reporta perdas. Pelo contrário, em janeiro o governo teve um excedente — ou superávit — de mais de US$ 580 milhões. A Argentina tem hoje a inflação mais alta do mundo, 254% ao ano. Getty Images via BBC Milei destaca ainda que a inflação, que parecia entrar num processo irreversível de hiperinflação, desacelerou, caindo cinco pontos no primeiro mês do ano (para 20,6%). A maioria das previsões privadas antecipa que a tendência continuará descendente, com uma inflação que rondará os 15% em fevereiro. Mas por trás disso, o custo humano dessas melhorias econômicas tem sido enorme. Segundo o Observatório da Dívida Social, entre dezembro e janeiro a pobreza saltou, passando de 49,5% para 57,4%, valor próximo ao da pior crise que a Argentina viveu até agora, a de 2001/2002, quando houve um valor recorde de 65,5% da população na pobreza. E, embora a queda da inflação gere expectativas, a dura realidade é que a principal razão pela qual os preços caem é que as pessoas já não têm dinheiro suficiente para gastar. “Houve queda no consumo no mercado interno. As vendas no varejo caíram 26,8% no mês de janeiro, segundo a Confederação Argentina de Médias Empresas (CAME) e continuam caindo em fevereiro”, disse Damián Di Pace, diretor da consultoria econômica Focus Market, à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. “E o consumo de massa caiu 18,5%, então o que vemos é uma queda na atividade.” Ou seja: um aprofundamento da recessão que a Argentina já sofria, ou melhor, da “estagflação” — como explicou o próprio Milei — já que combina o estancamento econômico com uma inflação astronômica, o pior cenário. Esse processo levou o FMI a reduzir drasticamente as suas projecções do PIB para a Argentina. Enquanto em outubro havia prognóstico de um crescimento 2,8%, no final de janeiro essa expectativa foi mudada para algo negativo, estimando que, com as novas medidas anunciadas por Milei, a economia argentina vai contrair 2,8% neste ano. O tsunami Milei Os argentinos, de todas as camadas sociais, não esquecerão facilmente esses primeiros dois meses de governo de Milei. Os salários, que já eram os mais baixos da região depois da Venezuela, despencaram com o reajuste de Milei REUTERS via BBC Por um lado, os seus salários sofreram uma queda acentuada do poder de compra, devido à desvalorização e aceleração da inflação, que ultrapassou os 50% acumulados entre dezembro e janeiro (a inflação alimentar foi ainda maior). Mas, ao mesmo tempo, os seus bolsos sofreram — e continuam sofrendo — um verdadeiro bombardeio devido à “honestidade de preços” que tem levado tanto a produtos como a serviços — que durante os anos do governo Kirchner foram “pisados”, devido à intervenção do Estado — de repente a se libertarem. Devido à eliminação dos subsídios, o transporte público aumentou mais de 200% na região mais populosa do país e a tarifa de eletricidade subiu entre 65% e 150% (dependendo dos níveis de rendimento). As empresas privadas de saúde, das quais dependem milhões de argentinos, aumentaram suas taxas em mais de 100% depois que o novo governo desregulamentou o setor. "Os aumentos foram insanos. É a primeira vez na minha vida que não consigo pagar o plano de saúde", disse à BBC News Mundo Andrés, um consultor privado de 60 anos que prefere não revelar o sobrenome. “Vou ter que pedir empréstimo no banco para pagar porque tenho um problema crônico de saúde e não posso mudar meu plano, sou refém do sistema privado”, afirma. "Espero que seja apenas por alguns meses, até que a economia melhore." Aqueles no meio O receio é que muitas pessoas da classe média que já não podem pagar cuidados de saúde privados comecem a recorrer aos cuidados públicos, que já estão subfinanciados e sobrelotados. Algo semelhante poderia acontecer com a educação. As aulas começam em março, depois das férias de verão, e muitas famílias terão de fazer as contas para ver se conseguem pagar as escolas privadas dos seus filhos, que anunciaram aumentos significativos depois de o governo Milei ter permitido que elas definam o valor das suas mensalidades "sem limites". O presidente indicou que está trabalhando em “um mecanismo de assistência” para resolver esse problema (“se ​​a renda cai e você tem que mudar as crianças na escola, é traumatizante para pais e filhos”, disse ele em entrevista à Rádio La Red). Os aposentados e a classe média foram os mais afetados pelo ajuste REUTERS via BBC Mas ainda é cedo para saber se essa possível ajuda poderá aliviar os efeitos do ajuste econômico na classe média, a mais afetada juntamente com os aposentados. É o que mostram os números do Observatório da Dívida Social, que indicam que enquanto nas famílias mais humildes, que recebem assistência social, a pobreza aumentou 9 pontos desde o terceiro trimestre de 2023, o maior aumento ocorreu entre as famílias que não se qualificam para receber ajuda do Estado, onde a pobreza saltou de 27% para 44% (17 pontos). Esse aumento pode ser observado nos refeitórios sociais, onde, segundo movimentos sociais, o número de pessoas que frequentam diariamente aumentou pelo menos 50% desde dezembro. “Me ajuda muito levar um prato de comida para que meus filhos fiquem mais saciados enquanto minha esposa cozinha e aguentem um pouco até a hora do lanche”, disse Daniel Barreto, pedreiro que frequenta o refeitório Las Hormiguitas Viajeras, no município. de San Martin, ao norte da província de Buenos Aires. “Infelizmente, o dinheiro é inútil e tudo é dinheiro”, disse à agência AFP. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) mostram porque “o dinheiro não serve para nada”: hoje o salário mínimo argentino representa menos de um terço do preço da cesta básica, o conjunto de bens e serviços que um casal com dois filhos precisa para não ficar na miséria. E isso não inclui o aluguel, uma das maiores despesas de muitas famílias que não possuem casa própria. O governo garante que está cuidando dos mais necessitados. Embora tenha recebido muitas críticas pela decisão de deixar de enviar alimentos para restaurantes e lanchonetes populares, ao realizar uma auditoria que busca afastar organizações intermediárias que acusa de clientelismo, o governo destaca que aumentou a ajuda direta, duplicando a Bolsa Universal por Filho e aumento do cartão alimentação em 50%. Os refeitórios sociais deixaram de receber abastecimento do Estado nacional em dezembro e janeiro, quando a inflação disparou mais de 50% REUTERS via BBC Em fevereiro, o Ministério do Capital Humano assinou também acordos de assistência alimentar com igrejas evangélicas e a associação católica Cáritas, num total de US$ 550 mil (cerca de R$ 2,7 milhões). Mas neste momento não existem medidas para aliviar a situação das camadas médias e dos idosos, que mais viram os seus rendimentos liquefeitos. O pior ainda está por vir Em meio à dor que suas medidas ainda causam, o próprio Milei alertou que “o momento mais difícil será entre março e abril”. No entanto, também disse que depois haverá uma recuperação em forma de V: “A partir daí você atingiu o fundo do poço e começou a se recuperar”, previu em diálogo com a Rádio Rivadavia. “As estimativas do FMI dizem que podemos abrir as ações no meio do ano”, explicou, referindo-se ao levantamento das restrições de acesso a dólares que foram impostas anos atrás na Argentina devido à falta de reservas do Banco Central (que hoje permanecem no vermelho, embora estejam melhorando e aumentem em abril graças às exportações do campo). “Quando você avança com as ações, a economia avança”, previu o presidente. Os refeitórios sociais deixaram de receber abastecimento do Estado nacional em dezembro e janeiro, quando a inflação disparou mais de 50% REUTERS via BBC Nem todos concordam com essa previsão otimista. Mas mesmo aqueles que têm uma visão positiva se perguntam duas coisas. De quanto será a redução de empregos e quantas empresas terão de fechar em consequência desse período de grave estagflação? Um dos poucos índices “positivos” da Argentina é a sua baixa taxa de desemprego, que ronda os 6%. E mais: quanto tempo durará a tolerância das pessoas a essa realidade sem precedentes?
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26/02 - Educação Financeira #283: como aproveitar a queda de juros para escolher um imóvel
Neste episódio, especialistas dão dicas de como juntar dinheiro e o que observar nas condições de financiamento de um imóvel. A taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, começou a cair em meados de 2023. A expectativa geral do mercado e do próprio Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) é de que esse ciclo de cortes deve continuar pelos próximos meses. Hoje, a Selic está em 11,25% ao ano. Quando a taxa básica de juros cai, é normal que os juros praticados em todo o país também baixem, o que acaba barateando a tomada de crédito e os financiamentos. O mercado imobiliário é um dos principais beneficiários. Então, neste episódio do podcast Educação Financeira, especialistas dão dicas de como juntar dinheiro e o que observar nas condições de financiamento de um imóvel, para facilitar a organização financeira para realizar o sonho da casa própria. OUÇA O PODCAST ABAIXO: Ouça também nos tocadores Spotify Amazon Apple Podcasts Google Podcasts Castbox Deezer Logo podcast Educação Financeira Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no g1, no ge.com e no gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel.
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25/02 - FMI recomenda a Milei proteger setores mais pobres da Argentina
Na véspera, presidente da Argentina esteve em uma convenção ultraconservadora na região de Washington, e pediu em discurso que seus ouvintes não deixassem o 'socialismo avançar' e chamou a justiça social de 'aberração'. Javier Milei em 17 de janeiro de 2024 Denis Balibouse/Reuters O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou que o presidente Javier Milei proteja os setores sociais mais pobres da Argentina, enquanto avança com suas reformas econômicas ultraliberais e busca reduzir o déficit fiscal a zero. "As medidas concretas adotadas para cumprir com a âncora fiscal devem ser calibradas para garantir que a assistência social continue sendo prestada e que o peso não recaia totalmente sobre os grupos mais pobres", declarou a subdiretora do FMI, Gita Gopinath, em uma entrevista ao jornal La Nación publicada neste domingo (25). A Argentina mantém com o FMI um programa de crédito de 44 bilhões de dólares (219 bilhões de reais) e a funcionária visitou o país na quinta e sexta-feira para avaliar pessoalmente seu progresso e se reunir com Milei e membros de seu governo, mas também com economistas, sindicalistas e representantes de organizações sociais que demandam mais ajuda estatal. O governo enfrentou nos dois meses e meio de gestão uma desvalorização de 50% da moeda, a completa liberalização de preços, desregulamentações e cortes drásticos para alcançar o déficit fiscal zero ainda este ano, como principal remédio para conter uma inflação de 254,2% e reverter uma pobreza de mais de 50%. LEIA MAIS Argentina corta gastos e tem superávit mensal pela 1ª vez em 12 anos, mas sofre com pobreza e inflação em alta Milei aumenta salário mínimo em 30% na Argentina, abaixo do que foi pedido por empresários e sindicatos Inflação na Argentina chega a 254% em 12 meses, com desaceleração em janeiro Milei sofre grande derrota ao não conseguir aprovar mudanças legislativas na Argentina Gopinath considerou "importante garantir que o valor real das aposentadorias e da assistência social seja mantido. Que as aposentadorias e a assistência social acompanhem o ritmo da inflação". Ela opinou que "a economia herdada por este governo estava à beira de uma crise e exigia uma ação audaciosa e decisiva para afastá-la do precipício" e que já foram adotadas algumas medidas de alívio social, "mas serão necessárias mais, para garantir que a redução do déficit fiscal não recaia sobre os segmentos vulneráveis da sociedade". "Prevemos que a inflação possa cair para um dígito até meados deste ano", disse a subdiretora do organismo de crédito, "mas acredito que levará pelo menos um ano para reduzir a inflação a níveis baixos e, em seguida, mantê-la nesses níveis até 2025 também exigirá esforços", ela ponderou. Para o FMI, "também será muito importante investir em capital humano. Este é um aspecto crítico. As taxas de pobreza infantil de mais de 55% são extremamente preocupantes. É o futuro do país. É importante garantir que essa porcentagem diminua muito e poder investir mais em educação". Sobre os planos de Milei de dolarizar a economia para concluir suas reformas econômicas ultraliberais, Gopinath insistiu que "a decisão sobre que tipo de regime monetário um país terá é uma decisão soberana". 'Não deixem o socialismo avançar' No sábado (24), o presidente da Argentina esteve em uma convenção ultraconservadora na região de Washington, e pediu em discurso que seus ouvintes não deixassem o "socialismo avançar" e chamou a justiça social de "aberração". Milei discursou na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) e tentou aprofundar a ideia que apresentou no Fórum Econômico de Davos: o mundo "está em perigo" devido ao socialismo. O presidente ultraliberal, que venceu as eleições de novembro, falou sobre sua ideologia e concluiu: "Os socialistas arruínam nossas vidas". A mensagem foi clara: "Não apoiem a regulação, não apoiem a ideia de falhas de mercado, não permitam o avanço da agenda assassina do aborto e não se deixem levar pelo canto da sereia da justiça social". "Eu venho de um país que comprou todas estas ideias estúpidas" e de ser um "dos mais ricos do mundo, agora está no 140º lugar", afirmou. Milei chegou ao poder com um discurso reformista. Ele emitiu um superdecreto que modifica centenas de leis para tentar reverter a crise. Mas parte das reformas provocaram grandes manifestações nas ruas e críticas da esquerda. Na CPAC. ele disse que encontrou "grandes resistências" ao Decreto de Necessidade de Urgência e à 'Lei Omnibus' por "parte dos beneficiários do sistema, ou seja, a casta corrupta". Milei defendeu o capitalismo, que seria acusado de ser "um sistema hiperindividualista" diante do "altruísmo socialista com o dinheiro alheio". "A aberração acontece em nome da justiça social", protestou. "Como diz o grande Jesús Huerta de Soto, a justiça social é violenta e injusta, ou seja, não é justa, nem social, nem nada, é uma aberração", destacou, ao cintar um economista espanhol. Milei parafraseou o lema do ex-presidente republicano Donald Trump "Make America Great Again" (MAGA). O ex-presidente americano discursou um pouco antes de Milei, com quem teve um encontro nos bastidores. E brincou que a Argentina é um dos poucos países que podem utilizar a sigla em inglês (Make Argentina Great Again). "Não vamos desistir de tornar a Argentina grande novamente", disse Milei.
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25/02 - Brasil ainda tem 1,2 milhão de pessoas em lares sem banheiro; 5,4 milhões vivem com 4 ou mais, aponta Censo
IBGE divulgou nesta sexta-feira (23) dados sobre saneamento no país. Números apontam que fatia dos que vivem sem banheiro caiu de 7,7% em 2010 para 0,6% em 2022. Avanço aconteceu em todas as regiões, mas Norte e Nordeste ainda têm cenário pior que o de Centro-Oeste, Sudeste e Sul há 12 anos. Em 2022, o Brasil tinha 1,2 milhão de pessoas vivendo sem nenhum banheiro ou sequer um sanitário, e 5,4 milhões em lares com quatro banheiros ou mais, segundo dados do Censo divulgados na sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses números equivalem, respectivamente a 0,6% e 2,7% da população brasileira, de 203 milhões de habitantes. Os 97,8% que têm algum banheiro estão divididos em: 1 banheiro: 62,58% 2 banheiros: 26,18% 3 banheiros: 6,33% 4 banheiros: 2,67% A fatia da população sem banheiro caiu desde 2010, e o avanço aconteceu em todas as regiões. As maiores elevações ocorreram nas regiões Norte e Nordeste. Apesar do avanço, ambas ainda estavam, em 2022, em patamares inferiores aos que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tinham em 2010 (veja no infográfico abaixo). De um a sete banheiros Déborah mora em um apartamento que um dia pertenceu a avó na região central de Londrina, no norte do Paraná. O local dispõe de quatro banheiros. Para a jovem, que mora sozinha, a quantidade é excessiva e ela chegou a desativar um deles. "A casa tem dois banheiros completos e bem grandes. Um eu utilizo no dia a dia. O outro fica parado. O lavabo é usado eventualmente por prestadores de serviço e visitas", explica. Além disso, segundo Déborah, a disposição dos banheiros dentro da arquitetura do apartamento causa estranhamento. "Os quartos não são suítes, são pequenos, enquanto os banheiros são bem grandes. [...] Imagino que a divisão na época seria um banheiro para o casal e um banheiro para os filhos , mais um lavabo para as visitas e o banheiro de serviço", detalha. Casa onde Deborah mora dispõe de quatro banheiros Arquivo Pessoal A jovem conta também que a casa onde morava com os pais, também em Londrina, conta com sete banheiros. Atualmente, apenas o casal de idosos mora no local. A casa, porém chegou a abrigar sete pessoas e todos os banheiros eram amplamente utilizados. A cerca de quatro quilômetros dali mora Kelly Cristina Evangelista, no Assentamento Aparecidinha, no bairro Jardim São Jorge. Apesar da proximidade, ao contrário de Déborah, a casa onde ela jovem mora não tem acesso à água encanada e nem a saneamento básico —assegurado pelo direito à dignidade da pessoa humana, conforme a Constituição. LEIA TAMBÉM: Censo: 6 milhões vivem em lares sem abastecimento de água no Brasil; 1 milhão são crianças de até 9 anos MAPA: Veja quantas pessoas têm água, esgoto, banheiro e coleta de lixo na sua cidade Kelly afirma que precisou improvisar um espaço, que é usado como banheiro, na casa onde vive com o marido. Os dois ergueram uma estrutura de madeira e colocaram um vaso sanitário. Banheiro e fossa utilizada pela família de Kelly Arquivo Pessoal Todos os dejetos depositados lá caem em uma fossa que fica ao lado da residência do casal. "Meu banheiro era para fora, mas o meu marido colocou uma portinha. Eu fiz um banheiro de tábuas e ele abriu uma 'boca' para a gente poder usar, porque ficar sem banheiro é difícil. Mas não tem nada de nada, só tem uma fossa", conta. De acordo com o IBGE, para ser considerado um banheiro, é necessário que seja um cômodo separado com local para banho, sanitário e que seja utilizado pelos membros da família e/ou hóspedes. Apesar das condições precárias, o banheiro de Kelly se encaixa nas definições do instituto. Ela relata ainda que cuida diariamente da neta de 5 anos. Para Kelly, a ausência de um banheiro dificulta os cuidados com a criança e o bem-estar da família. "A qualquer momento pode vir uma chuva e derrubar o banheiro", desabafa. A expectativa de Kelly é que, um dia, o acesso à água potável e ao saneamento básico chegue até a residência. "É o meu sonho e de todos que moram aqui", afirma. Pretos e pardos são 69% dos que não têm esgoto Os dados divulgados nesta sexta pelo IBGE mostram ainda que o Brasil tem 49 milhões de pessoas vivendo em lares sem descarte adequado de esgoto. Esse número equivale a 24% da população brasileira. Entre os pretos e pardos – grupos que compõem pouco mais da metade da população brasileira – o percentual sobe para 68,6%. Veja: Pardos são 45,3% da população brasileira, e 58,1% dos sem esgoto adequado; Brancos são 43,5% da população brasileira, e 29,5% dos sem esgoto adequado; Pretos são 10,2% da população brasileira, e 10,4% dos sem esgoto adequado; Indígenas são 0,8% da população brasileira, e 1,7% dos sem esgoto adequado; Amarelos são 0,4% da população brasileira, e 0,1% dos sem esgoto adequado. É considerado descarte adequado o esgoto que vai para as redes públicas de coleta (geral ou pluvial) ou para fossas sépticas ou com filtro, ainda que depois de passar por esses equipamentos não sejam destinados para essas redes. As outras formas – uso de fossa rudimentar ou buraco, descarte direto em rios ou no mar, por exemplo, são consideradas inadequadas pelo Plano Nacional de Saneamento Básico. 🚿Acesso à água A falta de um abastecimento adequado de água atingia 6,2 milhões de brasileiros em 2022. Assim como acontece com o descarte de esgoto, há diferença entre os diferentes grupos raciais. Pretos e pardos representam 72% da população sem acesso adequado a água. Brancos, 24%. Em 2022, eram considerados abastecimento adequado o acesso por rede de distribuição (82,9%), poço profundo ou artesiano (9%), poço raso, freático ou cacimba (3,2%) e fonte, nascente ou mina (1,9%). Os inadequados são carro-pipa (1%), rios, açudes, córregos e igarapés (0,9%), água de chuva armazenada (0,5%) ou outras formas de abastecimento (0,6%). A dependência de carro-pipa ou água da chuva está concentrada no Nordeste, enquanto a de rios, açudes, córregos e igarapés, na Norte. Como os critérios mudaram, não é possível comparar exatamente como evoluiu o acesso adequado à água entre 2010 e 2022. Mas, a proporção de moradores com água encanada em casa – independentemente se vem da rede ou de um poço artesiano, por exemplo – subiu de 89,3% para 95,1%. Outra informação relativa ao abastecimento de água foi a forma como a água chega até o domicílio. Para domicílios onde vivem 192,3 milhões de pessoas, representando 95,1% da população, a água chegava encanada até dentro da residência – ou seja, diretamente em torneiras, chuveiros e vasos sanitários. Já para 2,5% da população, a água chegava encanada, mas apenas até o terreno. Para outros 2,4%, a água não chegava encanada – ou seja, precisava ser transportada em baldes, galões, veículos ou outros recipientes. Coleta de lixo No total, o percentual geral de pessoas morando em residências com coleta de lixo subiu de 85,8% para 90,9% entre 2010 e 2022, no país. Mas também persistem desigualdades regionais. Na Região Norte, a proporção da população atendida pela coleta de lixo domiciliar em 2022 foi de 78,5%. Já na Região Sudeste, o percentual obtido foi de 96,9%. Em situações intermediárias se encontravam as Regiões Nordeste (82,4%), Centro-Oeste (93,1%) e Sul (95,3%). O Maranhão foi o estado que mais ampliou a coleta de lixo na última década, passando de 53,5% para 69,8%. Apesar do avanço, o estado ainda tem a pior proporção nacional de cobertura na coleta de resíduos sólidos do país, seguido de Piauí (73,4%) e Acre (75,9%). Os dados de 2022 dos três estados mencionados acima ainda são inferiores ao que os três estados com melhor colocação no ranking (São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro) haviam apresentado em 2010. E A proporção de pessoas que moram em apartamentos vem crescendo nas últimas décadas. Em 2000, o índice estava em 7,6%, passando para 8,5% em 2010, até chegar a 12,5% em 2022. A grande maioria da população, no entanto, ainda vive em casas: 84,8%. Enquanto o Piauí tem a maior proporção de pessoas em casas (95,6%), o Distrito Federal lidera em apartamentos (28,7%). Dos mais de 5 mil municípios do país, só três fogem à regra nacional e têm apartamentos como forma predominante de habitação da população: Santos (SP): 63,45% São Caetano do Sul (SP): 57,22% Balneário Camboriú (SC): 50,77% A maior proporção de ocorrência dos domicílios do tipo "casa de vila ou em condomínio" foi registrada no Rio de Janeiro (5,9%). Outros dados do Censo 2022 As informações do Censo 2022 começaram a ser divulgadas em junho de 2023. Desde então, foi possível saber que: O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que o estimado pelas projeções iniciais; O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, que são 51,5% do total de brasileiros; 1,3 milhão de pessoas se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo; O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas; Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu. Também pela primeira vez, o instituto mapeou todas as coordenadas geográficas e os tipos de edificações que compõem os 111 milhões de endereços do país, e constatou que o Brasil tem mais templos religiosos do que hospitais e escolas juntos. Após 50 anos, o termo favela voltou a ser usado no Censo.
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25/02 - Clima atrapalha e derruba produtividade da soja
Desempenho inferior tem a ver com o mesmo clima que, ironicamente, ajudou tanto na safra anterior. Resultado é melhor em áreas com irrigação, mas ainda assim está abaixo do esperado. Clima atrapalha e derruba produtividade da soja Reprodução/TV TEM A colheita de soja já começou, mas a safra não está rendendo muito. O clima não ajudou e quase todos os estados irão produzir menos, incluindo São Paulo. Para os produtores, é importante aproveitar os dias sem chuva para adiantar a colheita. A produtividade caiu muito neste ano, e esse desempenho inferior tem a ver com o mesmo clima que, ironicamente, ajudou tanto na safra anterior. Nas áreas com irrigação, o resultado é melhor, mas ainda assim está bem abaixo do esperado. A expectativa na região de Paranapanema (SP), por exemplo, era obter uma média de 60 sacas por hectare, mas nessa primeira fase foram colhidas apenas 20, que é cerca de 30% do esperado. Em uma plantação de 300 hectares de soja no município de Salto Grande (SP), colhe, em média, 20 sacas por hectare, que é um desempenho maior do que antes. Além disso, muita soja da safra passada ainda está estocada nos armazéns. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê um aumento de mais de um milhão de toneladas no consumo interno neste ano, e uma queda nas exportações. A companhia não descarta o risco de dificuldades para alimentar as criações de frango, boi e suíno. Se já não há mais muito o que fazer em relação à produtividade, o produtor espera que os preços colaborem. Com menos ofertas, a expectativa é que a soja se valorize nos próximos meses. Veja a reportagem exibida no programa em 25/02/2024: Clima atrapalha e derruba produtividade da soja VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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25/02 - Pitaya é conhecida como fruta-do-dragão e está em época de colheita
Atualmente, Brasil está entre os 10 maiores produtores de pitaya do mundo e o estado de São Paulo é responsável por 40% dessa produção. Pitaya é conhecida como fruta-do-dragão e está em época de colheita Reprodução/TV TEM Conhecida como a fruta do dragão por conta de sua aparência, a pitaya, que é originária da América Latina, nasce em meio aos espinhos afiados do cacto e se adapta bem ao clima tropical. Atualmente, o Brasil está entre os 10 maiores produtores do mundo e o estado de São Paulo é responsável por 40% da produção. Em uma propriedade de São Miguel Arcanjo (SP), o cultivo de pitaya começou há cinco anos, mas as primeiras frutas só foram colhidas dois anos depois. Na safra anterior, os 200 pés produziram 3,5 mil quilos, e a expectativa da próxima safra é de que esse número aumente, já que a propriedade tem mais de 600 pés desta vez. Todo o processo, desde o botão que se transforma em flor, para então formar o fruto, e a pitaya estar pronta para ser colhida, são mais de 50 dias e, por isso, a safra é entre o mês de janeiro e maio. Versátil, a fruta pode ser cultivada em locais com temperaturas entre quatro e 38 graus, e mesmo assim, para aguentar as fortes ondas de calor do ano passado, o produtor opta por aplicar fungicida orgânico, garantindo proteção para não queimar o caule e garantir crescimento saudável do fruto. Segundo André, que é engenheiro agrônomo, a pitaya é uma planta de manejo simples, rústica, mas que exige pulverização constante e adubação bem feita para ela produzir bons frutos. Todos os pés da propriedade do Renan Honorato, produzem a variedade da polpa roxa, que são vendidas em São Paulo e Minas Gerais, e a procura pela fruta vem crescendo cada vez mais. Veja a reportagem exibida no programa em 25/02/2024: Pitaya é conhecida como fruta-do-dragão e está em época de colheita no sudoeste do estado Em um outro sítio de São Miguel Arcanjo (SP), são produzidos os dois tipos da fruta, a de polpa roxa e a de polpa branca, e cada uma delas exige um cuidado diferente. As de polpa roxa vêm de uma planta de um verde mais escuro, as pétalas da fruta são mais curtas e o manejo mais simples. Já a polpa branca vem de uma planta de cor verde mais claro, o galho é maior e as pétalas também. A fruta é um pouco mais graúda. Nilton Thomazetto e a Lucilene cuidam de mais de 300 pés da fruta, que renderam aproximadamente 500 quilos na última safra. Em janeiro deste ano, eles começaram uma nova colheita até maio. A expectativa é colher aproximadamente 4 mil quilos da fruta. Para que os pés não sofram com o calor, os produtores têm um sistema de irrigação por gotejamento, além disso, aplicam um composto a base de esterco de gado, de galinha e pó de carvão. Todo esse cuidado é para embalar as mais belas frutas e enviar para o Ceagesp de São Paulo. VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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25/02 - Exótica e saborosa, pitaya desperta cada vez mais interesse no plantio
No município de Álvares Florence (SP), a fruta serve até como base de pesquisa para combate de doenças. Exótica e saborosa, pitaya desperta cada vez mais interesse no plantio Reprodução/TV TEM Conhecida pela casca escamosa e polpa suculenta, a pitaya é considerada uma fruta tropical exótica e pode vir de diversas espécies de cactos. Dependendo da variedade, ela pode ser branca, vermelha ou até mesmo amarela, e sua produção tem crescido constantemente em todo o país. Mateus Ferreira Moreti é um desses produtores. O agricultor que trablha em Álvares Florence (SP) conta que conheceu o fruto há quase 20 anos. “Conheci a pitaya quando fiz uma visita na casa da minha tia em São José do Rio Preto (SP). Achei muito bonita e pedi umas mudas para ela. Plantei, mas, na época, era uma fruta desconhecida, então não havia informações sobre”, relembra. Veja a reportagem exibida no programa em 25/02/2024: Exótica e saborosa, pitaya desperta cada vez mais interesse de plantio no Noroeste de SP A plantação, que começou de maneira improvisada, hoje possui cerca de 1,3 mil pés e sete variedades voltadas especialmente para a produção comercial. Com o passar dos anos, Mateus fechou uma parceria com a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) para pesquisas sobre controles de doenças a partir da pitaya: “Já faz 3 anos que essa parceria existe. Durante as épocas, eles pegam a fruta, a flor e os cladódios, separadamente. A partir delas, são feitas várias pesquisas para o combate de doenças com a pitaya”, diz. Para o comércio, a expectativa é positiva. Até o início de abril, que marca o fim da época da fruta tropical, é esperado a colheita de cinco mil quilos somente nesta propriedade, que marca uma produtividade alta, mas que requer investimento. VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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25/02 - De alimentação a cosmético: Consumo de abacate aumenta e ES se torna o 4º maior produtor da fruta no país
Fruta originária do México, o abacate se adaptou bem ao clima do Brasil. No Espírito Santo, quase 25 mil toneladas da fruta foram produzidas em 2022, o que representa um aumento de 114% em um ano. Consumo aumenta e ES já é o 4º maior produtor de abacate do país Fruto nutritivo, que vai bem em receitas doces e salgadas, fonte de vitaminas, além de também ser matéria-prima para a produção de cosméticos, como cremes, shampoos, entre outros. Sim, o abacate caiu no gosto dos brasileiros e é considerado uma mina de ouro para produtores rurais que se dedicam a seu cultivo. No Brasil, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, o Espírito Santo é o 4º maior produtor do país, com mais de 570 estabelecimentos rurais com produção da fruta. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021, a fruta era cultivada em uma área de 918 hectares no Espírito Santo, com uma produção de 11.657 toneladas e produtividade média de 12,7 toneladas por hectares. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Já em 2022, a área de produção expandiu e teve um aumento de 114%, com a colheita mais do que dobrando, chegando a 24.991 toneladas de abacate. Ao todo, foram produzidos 26,1 toneladas por hectare. Produção de abacate no ES Clima favorável Originário do México e da América Central, o abacate só chegou ao Brasil em 1893. E os mexicanos são hoje líderes na produção mundial, seguidos por República Dominicana, Peru, Indonésia, Colômbia e Brasil. Produção de abacate em Venda Nova do Imigrante, na Região Serrana do ES Reprodução/TV Gazeta No Espírito Santo, a produção da fruta ganhou destaque devido ao clima tropical/subtropical do estado, de acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Engenheiro agrônomo do instituto, Cesar Abel Krohling explicou que em Marechal Floriano, por exemplo, os produtores têm investido na produção de abacates de qualidade, buscando variedades adequadas ao clima local e adotando práticas de cultivo que visam à maximização da produção e à qualidade dos frutos. “Atualmente, a Região Serrana se destaca na produção da cultura e técnicos do Incaper orientam os produtores sobre as novas tecnologias que devem ser adotadas. O abacate consorciado com o café aumenta a diversidade de inimigos naturais das pragas e o plantio deve ser realizado com mudas de boa qualidade. A enxertia também é fundamental para o sucesso da atividade, pois garante rapidez e produtividade nos cultivares”, explicou Krohling. Municípios do ES que se destacam De acordo com o Incaper, a produção de abacate capixaba originou-se de 25 municípios, das quais Venda Nova do Imigrante lidera a produção, com 13.710 toneladas, o que significa mais da metade da produção capixaba. Em segundo lugar está Vargem Alta, com 3.600 toneladas (14,40%), seguido por Marechal Floriano, com 1.875 toneladas (7,50%), e Castelo, com 1.140 toneladas (4,56%). Outros 21 municípios produziram em menor escala. Municípios que mais produzem abacate no ES Coordenador do instituto em Venda Nova do Imigrante, Evaldo de Paula explicou que o aumento de produção no município é explicado pelo acompanhamento contínuo das lavouras. "Temos acompanhado as lavouras e fazendo o monitoramento de pragas e doenças, porque a gente precisa ter a qualidade. Nossa premissa, em parceria com os pesquisadores e produtores, é optar por ser referência em avanço tecnológico, qualidade dos frutos e também produtividade", ressaltou o coordenador. LEIA TAMBÉM: Abacate em alta: aumento do consumo no país faz produção da fruta mais que dobrar no ES Pesquisas foram diferenciais Entre os motivos que fizeram o Espírito Santo estar no ranking dos estados que mais produzem o abacate, está o uso de técnicas avançadas ao longo dos anos e o trato da cultura aumentaram o leque de variedade da fruta. Espírito Santo é o quarto maior produtor de abacate do país Reprodução/TV Gazeta De acordo com o pesquisador do Incaper, Maurício Fornazier, isso contribuiu para que o produtor passasse a colher abacate o ano inteiro. "O que os produtores fizeram foi um trabalho de introdução e seleção da fruta. É muito interessante que frutas cultivadas aqui no estado, já são cultivadas no Brasil e também é exportado para a Europa", destacou o produtor. Produtores estão otimistas com a safra de 2024 Um dos produtores que é dedicado ao cultivo de abacate é o Alberto Falqueto, que tem uma propriedade localizada em Venda Nova do Imigrante, na Região Serrana do Espírito Santo. Com 40 anos de lavoura planejada, a produção começou com o pai dele. Alberto Falqueto, que tem uma propriedade localizada em Venda Nova do Imigrante, na Região Serrana do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta "Pode-se dizer que é um tradição de família. Meu pai começou a cultivar alguns pés no meio das lavouras de cafés há mais de 40 anos e depois a gente começou a pesquisar variedades e melhorar o plantio, que passou a ser exclusivo do abacate", disse o produtor. De acordo com o produtor, há 600 pés da fruta em plena produção na propriedade e outros 400 que estão em etapa de renovação. Para esta produção de larga escala, é necessária uma série de cuidados. "Desde a qualidade da muda, os tratos culturais e na produção, com as pulverizações e adubação. É uma coisa que você tem que começar bem feito. Se você começar errado, vai tomar prejuízo", disse Falqueto. Ainda segundo o produtor, a expectativa da safra na propriedade é de 120 toneladas de abacate, que deve abastecer o não só o Espírito Santo, mas também o Rio de Janeiro e todos os estados do Nordeste. Além disso, a fruta produzida também é destinada a outros países. "Aqui a gente trabalha com exportação. Fizemos a primeira em 1995. Depois, com problema de câmbio, só voltamos a exportar em 2015. No início da pandemia, cancelou novamente porque não tinha frete aéreo para a Europa. Agora retomamos", disse. Plantio estratégico De acordo com pesquisadores do Incaper, a recomendação é plantar abacate próximo a outras culturas, como na propriedade do produtor rural Miguel Quaiato, onde a fruta foi plantada perto de café e de bananas. Recomendação é plantar abacate próximo a outras culturas. Reprodução/TV Gazeta "A matéria orgânica produzida por um, favorece o outro. A abacate favorece o café; o café a banana, e por aí vai. Além da questão do vento, porque a bananeira quebra o vento para o abacateiro, que quebra o vento para o pé de café. Um protege o outro", disse. Segundo o produtor, a expectativa para a safra de 2024 é positiva. "O mercado aqui em Venda Nova já foi muito forte, e depois muitos disseram ter quebrado, mas não foi por falta de mercado, mas de qualidade. E hoje a gente prioriza a qualidade e vejo um mercado promissor", comentou o produtor rural. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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24/02 - Mega-Sena, concurso 2.692: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio acumula em R$ 120 milhões
Veja as dezenas sorteadas: 09 - 33 - 45 - 55 - 56 - 59. A quina foi acertada por 152 apostas; cada uma levou R$ 44.288,17. Mega-Sena Marcelo Brandt/G1 Nenhuma aposta acertou o concurso 2.692 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (24) em São Paulo. O prêmio acumulou, e o valor para o sorteio de terça-feira (27) é de R$ 120 milhões. Veja as dezenas sorteadas: 09 - 33 - 45 - 55 - 56 - 59. 5 acertos: 152 apostas ganhadoras, R$ 44.288,17 4 acertos: 14.561 apostas ganhadoras, R$ 660,45 Dezenas sorteadas da Mega-Sena, sorteio 2.692 Reprodução A Mega vinha acumulada há sete concursos. Caso haja um vencedor, o prêmio deste sábado será o maior do ano na principal loteria da Caixa. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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24/02 - Binance é condenada a pagar US$ 4,3 bilhões por violar leis contra lavagem de dinheiro
Maior corretora de criptomoedas do mundo deixou de comunicar às autoridades sobre mais de 100 mil transações suspeitas ocorridas dentro de sua plataforma. Changpeng Zhao, ex-CEO da corretora de criptomoedas Binance em foto de arquivo Reprodução/YouTube Binance O juiz distrital Richard Jones, de Seattle, nos EUA, aceitou nesta sexta-feira (23) a confissão de culpa da Binance por violar leis federais contra lavagem de dinheiro. Com isso, a maior corretora de criptomoedas do mundo terá de pagar multa de mais de US$ 4,3 bilhões, segundo a Reuters. Jones aprovou o apelo que inclui uma multa cerca de uma hora depois de o governo propor mudanças no título do fundador da Binance, Changpeng Zhao, atraindo uma objeção dos advogados do chinês — ele renunciou ao cargo em novembro do ano passado. Segundo as agências regulatórias e a Justiça americana, a Binance violou leis de prevenção à lavagem de dinheiro e sanções. As autoridades do caso e do Tesouro dos Estados Unidos concluíram que a corretora priorizou os seus lucros sobre as obrigações legais da companhia dentro do país. A Binance deixou de comunicar às autoridades sobre mais de 100 mil transações suspeitas ocorridas dentro de sua plataforma. Essas transações envolvem grupos terroristas, como o Estado Islâmico, hackers, sites de venda de conteúdos de abuso sexual de crianças e outros criminosos. Em comunicado divulgado na sexta-feira (23), a Binance disse que aceitou a responsabilidade, que atualizou seus protocolos de combate à lavagem de dinheiro e "conheça seus cliente" e que fez "progressos significativos" em direção às mudanças exigidas no acordo de confissão. Zhao está em liberdade nos Estados Unidos após pagar fiança de US$ 175 milhões, depois de também se declarar culpado de violações de lavagem de dinheiro. Seu apelo incluía uma multa de US$ 50 milhões e exigia que ele deixasse o cargo de presidente-executivo da Binance. Os advogados de Zhao não responderam imediatamente ao pedido de comentário feito pela Reuters. EUA: Comissão de Valores Mobiliários processa maior corretora de criptomoedas do mundo
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24/02 - Censo: 6 milhões vivem em lares sem abastecimento de água no Brasil; 1 milhão são crianças de até 9 anos
Os grupos mais afetados são crianças, adolescentes e adultos até 30 anos. Crianças até anos são 1 milhão. Os indicadores de saneamento básico melhoraram na última década, mas, em 2022, o Brasil tinha 6 milhões de pessoas sem abastecimento adequado de água, segundo os dados do Censo divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (23). São 1 milhão de crianças de até 9 anos que vivem sem abastecimento de água adequado. Veja no mapa abaixo quantas são na sua cidade. Além de crianças, os grupos que vivem em casas com piores indicadores de abastecimento adequado de água são adolescentes e adultos de até 30 anos, como mostra a tabela abaixo. Raça e etnia são outros fatores associados à falta de saneamento básico e adequado em domicílio, de acordo com os dados do Censo. Apesar de 55% dos brasileiros se identificarem como pretas e pardas, este grupo representa quase 70% dos cidadãos que não contam com esgoto adequado em casa. O que são esgoto e abastecimento de água adequados? O IBGE considerou os critérios do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) para classificação de quatro formas adequadas de abastecimento de água. Juntos, esses métodos abastecem 97% da população brasileira. Rede geral de distribuição: 82,9% da população; Poço profundo ou artesiano: 9%; Poço raso, freático ou cacimba: 3,2%; Fonte, nascente ou mina: 1,9%. As outras formas de abastecimento, não adequadas, são: Carro-pipa: 1,1%; Água da chuva armazenada: 0,6%; Rios, açudes, córregos, lagos e igarapés: 0,9%; Outra: 0,6%. Para a análise, foram considerados apenas os imóveis particulares e permanentes ocupados. Ou seja, casas desocupadas, improvisadas ou de moradia coletiva como presídios, hotéis, pensões, asilos ou orfanatos não entram na conta. Indicadores de saneamento melhoram na última década Os indicadores de saneamento básico melhoraram desde 2010. O percentual de pessoas vivendo em lares: com descarte adequado de esgoto subiu de 64,5% para 75,5; com banheiro exclusivo (não compartilhado), de 64,5% para 97,8%; com coleta de lixo, de 85,8% para 90,9%; com ligação à rede geral de água (a forma mais comum), de 81,5% para 86,6% (incluídos os que não utilizam a rede como forma principal). Ainda assim, 2022, o Brasil tinha: 49 milhões de pessoas em residências sem descarte adequado de esgoto (24% da população); 18 milhões sem coleta de lixo (9%); 6 milhões sem abastecimento de água adequado (3%); 1,2 milhão sem banheiro ou sequer um sanitário (0,6%). Outros dados do Censo 2022 As informações do Censo 2022 começaram a ser divulgadas em junho de 2023. Desde então, foi possível saber que: O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que era estimado pelas projeções iniciais; O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros; 1,3 milhão de pessoas que se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo; O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas; Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu. Também pela primeira vez, o instituto mapeou todas as coordenadas geográficas e os tipos de edificações que compõem os 111 milhões de endereços do país, e constatou que o Brasil tem mais templos religiosos do que hospitais e escolas juntos. Após 50 anos, termo favela voltou a ser usado no Censo. Pretos e pardos são 69% dos que vivem sem esgoto adequado, segundo Censo 2022
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24/02 - 21 cidades dependem de chuva para abastecimento de água; 68, de carro-pipa
Ambas as formas, consideradas inadequadas, são as mais que atendem mais pessoas nesses municípios. Dados são do Censo 2022, divulgados pelo IBGE. No Brasil, 21 cidades têm a água da chuva como principal fonte de abastecimento. Outras 68 dependem de carros-pipa, segundo dados do Censo 2022 divulgados na sexta-feira (23). Todos esses 89 municípios ficam na região Nordeste e têm cerca de 230 mil habitantes. Em Estrela de Alagoas, a 150 km de Maceió, quase todas as casas têm cisternas para armazenar água da chuva no inverno. Nas outras estações, quando a chuva é escassa, é preciso recorrer a carros-pipa. "A gente consegue juntar água da bica, da chuva. Tem cisternas que enchem rápido, dependendo do tamanho da casa, quando é muito chuvoso. Quando não, junta pouca água. Aí ,quando a gente precisa, pedimos à prefeitura, que disponibiliza carro-pipa", conta Jeronias Lageiro, que mora na zona rural de Estrela de Alagoas. O secretário municipal de Proteção, Defesa Civil e Meio Ambiente de Estrela de Alagoas, Edilson Antônio, explica que, após o inverno, a água da chuva dura na cisterna por menos de dois meses. Por isso, a prefeitura fornece carros-pipa para garantir acesso à água no restante do ano. "No mês de agosto, a chuva para e, em outubro, as cisternas secam. A dificuldade é enorme por um período de cinco a seis meses, no verão e no outono. As cisternas só têm capacidade de ficar com água durante 60, 70 dias. Depois, tem que ser abastecida de outra maneira", afirma. Cisternas captam água da chuva pela calha para abastercer as casas em Estrela de Alagoas Jeronias Lageiro/Arquivo pessoal Carros-pipa e a água da chuva são considerados duas fontes inadequadas de abastecimento de água, segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), ao lado de rios e lagos. Em todo o país: 1,1% da população depende de carros-pipa; 0,9% de rios, açudes, córregos, lagos e igarapés 0,9%; 0,6% de água da chuva; e 0,6%, de outras maneiras. As formas adequadas de abastecimento cobrem 97% da população. São elas: Rede geral de distribuição: 82,9% da população; Poço profundo ou artesiano: 9%; Poço raso, freático ou cacimba: 3,2%; Fonte, nascente ou mina: 1,9%. Outro tipo de cisterna usada para abastecer as casas em Estrela de Alagoas capta água do "calçadão", pavimento feito no chão ao lado do reservatório Jeronias Lageiro/Arquivo pessoal Indicadores de saneamento melhoraram Os dados do Censo 202 indicam que os indicadores de saneamento melhoraram desde 2010. O percentual de pessoas vivendo em lares: com descarte adequado de esgoto subiu de 64,5% para 75,5; com banheiro exclusivo (não compartilhado), de 64,5% para 97,8%; com coleta de lixo, de 85,8% para 90,9%; com ligação à rede geral de água (a forma mais comum), de 81,5% para 86,6% (incluídos os que não utilizam a rede como forma principal). Ainda assim, em 2022, o Brasil tinha: 49 milhões de pessoas em residências sem descarte adequado de esgoto (24% da população); 18 milhões sem coleta de lixo (9%); 6 milhões sem abastecimento de água adequado (3%); 1,2 milhão sem banheiro ou sequer um sanitário (0,6%). Outros dados do Censo 2022 As informações do Censo 2022 começaram a ser divulgadas em junho de 2023. Desde então, foi possível saber que: O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que era estimado pelas projeções iniciais; O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros; 1,3 milhão de pessoas se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo; O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas; Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu. Também pela primeira vez, o instituto mapeou todas as coordenadas geográficas e os tipos de edificações que compõem os 111 milhões de endereços do país, e constatou que o Brasil tem mais templos religiosos do que hospitais e escolas juntos. Após 50 anos, o termo favela voltou a ser usado no Censo. VÍDEOS: Censo 2022
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24/02 - Macron é recebido com protesto de produtores em feira agrícola na França
Produtores pressionam o governo a ajudá-los, em meio à insatisfação por conta dos custos, da burocracia e das regulamentações ambientais. Agricultores franceses furiosos causam baderna e discutem com Macron em feira agrícola O presidente francês, Emmanuel Macron, foi recebido com protesto em uma feira agrícola em Paris, neste sábado (24). Produtores pressionam o governo a ajudá-los, em meio à insatisfação por conta dos custos, da burocracia e das regulamentações ambientais. Além de Macron, o ministro da Agricultura e da Soberania Alimentar, Marc Fesneau, e a vice-ministra da Agricultura e da Soberania Alimentar, Agnes Pannier-Runacher, conversaram com os agricultores franceses no dia da abertura da 60ª edição internacional do Salon de l'Agriculture. Os manifestantes enfrentaram a segurança feita por dezenas de policiais. Os agricultores gritaram e vaiaram, pedindo a renúncia do presidente francês e usando palavrões dirigidos a ele. Ao menos uma pessoa foi presa, segundo a agência Reuters. O presidente francês, Emmanuel Macron, o ministro da Agricultura e da Soberania Alimentar, Marc Fesneau, e a vice-ministra da Agricultura e da Soberania Alimentar, Agnes Pannier-Runacher, conversam com os agricultores franceses no dia da abertura da 60ª edição internacional Feira de Agricultura, em Paris Ludovic Marin/Pool via REUTERS Macron teve um encontro com líderes sindicais de agricultores franceses durante o café da manhã, e deveria caminhar pelas vielas da feira depois. “Estou dizendo isso para todos os agricultores: vocês não estão ajudando nenhum dos seus colegas destruindo barracas, vocês não estão ajudando nenhum dos seus colegas ao tornar a feira impossível e, de certa forma, assustando as famílias para que não compareçam”, disse. Visita do presidente francês, Emmanuel Macron, a uma feira agrícola em Paris foi marcada por protestos de produtores rurais Ludovic Marin/Pool via AP O presidente francês disse que fará uma reunião com representantes dos sindicatos de agricultores e outras partes interessadas dentro de três semanas, e cancelou um debate que pretendia realizar na feira com agricultores e processadores de alimentos. A abertura do evento foi atrasada em mais de uma hora. A feira agrícola de Paris atrai cerca de 600 mil visitantes durante nove dias. Manifestantes entram em confronto com a polícia durante visita de Macron a uma feira agrícola em Paris Lewis Joly/AP Photo Aviso foi dado Agricultores foram às ruas de Paris na sexta-feira (23) para alertar Emmanuel Macron de que ele deveria esperar uma "dura recepção" na abertura da feira agrícola. Em mais um protesto da categoria, dezenas de tratores entraram na capital francesa buzinando. Um trator carregava uma placa com os dizeres: "Macron, você está plantando as sementes para uma tempestade -- cuidado com o que você colherá". Os agricultores franceses haviam suspendido os protestos — que incluíam o bloqueio de rodovias e o despejo de esterco em frente a prédios públicos —, depois que o primeiro-ministro Gabriel Attal prometeu novas medidas no valor de 400 milhões de euros. O presidente francês, Emmanuel Macron, o ministro da Agricultura e da Soberania Alimentar, Marc Fesneau, e a vice-ministra da Agricultura e da Soberania Alimentar, Agnes Pannier-Runacher, conversam com os agricultores franceses no dia da abertura da 60ª edição internacional Feira de Agricultura, em Paris Ludovic Marin/Pool via REUTERS O caso não é isolado, já que agricultores têm protestado em toda a Europa por renda maior, menos burocracia e denunciando a concorrência desleal de produtos ucranianos baratos, devido à ajuda pelo esforço de guerra na Ucrânia. Polônia, Espanha e República Tcheca também registraram manifestações. Partidos de extrema-direita, para os quais os agricultores representam um eleitorado crescente, são os principais beneficiários, pensando nas eleições de junho para o Parlamento Europeu. * Com informações a agência Reuters
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24/02 - Fruta queridinha do Brasil, laranja era usada para prevenir doença em marinheiros
Podcast 'De onde vem o que eu como’ conta outras curiosidades sobre a maçã, a melancia e a laranja. Durante longas viagens da Ásia à Europa, era comum marinheiros que viajavam por muitos meses desenvolvessem escorbuto. Escorbuto é uma doença que provoca problemas nas articulações, inchaços, perda de dentes, hemorragias e machucados que não cicatrizam. E por isso, os marinheiros levavam a laranja como fonte de vitamina C, que ajudava a prevenir a doença. Nesta semana, o podcast De onde vem o que eu como explorou como essas três frutas, que não são brasileiras, se tornaram as queridinhas no Brasil. O episódio também informa quais estados mais produzem a maçã, a melancia e a laranja. 🎧OUÇA o episódio (acima) e abaixo conheça outros benefícios dessas frutas: O podcast 'De onde vem o que eu como' traz curiosidades sobre a maçã, laranja e a melancia. Floh Keitgen/Sheraz Shaikh/Matheus Cenali - Unsplash 🍊Laranja: Sendo a segunda fruta mais consumida do país, seu suco melhora a microbiota, bactérias do bem que ficam no intestino. Ela também é rica em vitamina C, que reforça as defesas do organismo contra doenças, entre elas a gripe. 🍉Melancia: Terceira colocada no gosto dos brasileiros, a fruta é composta por 90% de água e, por isso, colabora na hidratação que ajuda a prevenir a formação de pedra no rim. E ainda contém minerais e 19 vitaminas, entre elas as vitaminas A e C. “A melancia tem uma característica muito interessante que é a sua cor, o seu pigmento. Esse pigmento avermelhado é muito interessante porque ele tem licopeno, que é um componente bioativo antioxidante”, explica o nutrólogo Durval Ribas Filho. 🍎Maçã: A quarta colocada é rica em fibras, vitamina C e minerais como o potássio, fósforo e magnésio. Tem uma intensa atividade antioxidante e ajuda a proteger o corpo dos radicais livres. Leia também: • Receitas com banana: 10 opções práticas doces e salgadas • Saiba como é feita a cerveja sem álcool • 'Cabruca' citada na novela Renascer começou há mais de 300 anos 🎧OUÇA: Veja a série de vídeos do "De onde vem o que eu como": De onde vem o que eu como: melancia De onde vem o que eu como: laranja De onde vem o que eu como: limão De onde vem o que eu como: banana
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24/02 - Com 8,91 milhões de toneladas de carne bovina, Brasil bate recorde de produção em 2023, aponta USP
Pesquisadores do Cepea indicam que a produção é 11,2% superior a 2022 e 8,6% acima do recorde anterior, de 2019. Gado Reprodução/Pixabay O Brasil produziu 8,91 milhões de toneladas de carne bovina em 2023, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número é apontado como recorde pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP). 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Pesquisadores do Cepea, apontam os números como preliminares, mas indicam que a produção é 11,2% superior ao índice de 2022 e 8,6% acima do recorde anterior, registrado em 2019. Segundo os profissionais do centro, houve um aumento de 900 mil toneladas em comparação a 2022. Quanto à exportação, a ampliação foi de 22,8 mil toneladas, equivalente a 25,7% da produção brasileira. A maior parte do montante foi para o mercado nacional, o que gerou uma redução de preços, devido à grande oferta. O Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 teve queda de 12% e a carcaça casada de boi no atacado da Grande São Paulo caiu 9%. ARQUIVO: gado em propriedade do RS Reprodução/TV Gazeta Produtividade do rebanho A produtividade média do rebanho – bois, vacas, novilhos e novilhas – obteve a marca de 262,97 kg/animal, ou de 17,5 arrobas, o que significa uma queda frente aos números de 2021 e 2022. Os números em baixa, de acordo com o Cepea, podem ser explicados pela “conjuntura”. “Refletem a combinação de estiagem em muitas regiões produtoras com certa desaceleração dos confinamentos diante dos preços altos dos grãos”, aponta o centro. Animais abatidos Os números do IBGE, indicados pelo Cepea como preliminares, apontam o abatimento de 33,9 milhões de cabeças, de machos e fêmeas, número próximo ao recorde de 2013, quando houve 34,4 milhões de animais abatidos. O índice aponta um aumento de 13% quando comparado a 2022. O número de fêmeas abatidas é destacado pelo Cepea, uma vez que os números de 2023 indicam que vacas e novilhas representam mais de 40% do total em diferentes meses do ano. “Muitos criadores têm optado por descartar fêmeas por estarem desanimados com os preços dos bezerros. Dados do Cepea mostram que esses animais estão em tendência de desvalorização há cerca de três anos”, aponta o texto. Melhora da produção A melhora da produtividade, de acordo com o Cepea, está relacionada a aumento de investimentos na produção. “O peso dos animais vem aumentado em resposta aos investimentos que muitos pecuaristas têm feito em aprimoramento da genética, em pastagens, suplementação e sanidade. A elevação da produtividade média tem sido favorecida também por animais de confinamentos, geralmente abatidos em torno de 20 arrobas”, apontam os especialistas. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
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24/02 - Mega-Sena pode pagar R$ 110 milhões neste sábado, maior prêmio do ano
+Milionária também será sorteada, com prêmio estimado em R$ 144 milhões. Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 A Caixa Econômica Federal promove neste sábado (24), a partir das 20h, os sorteios dos concursos 2.692 da Mega-Sena e 124 da +Milionária. A +Milionária está estimada em R$ 144 milhões. As chances de vencer são ainda menores do que na Mega tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois trevos. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que podem chegar a R$ 83.160,00. A +Milionária se destaca por oferecer o prêmio principal mínimo de R$ 10 milhões por sorteio e possuir dez faixas de premiação. Saiba mais aqui. +Milionaria: veja como jogar na nova loteria da Caixa Mega-Sena Já a Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 110 milhões para os acertadores das seis dezenas – o maior valor do ano. No concurso da última quinta-feira (22), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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23/02 - Cidade no Litoral Norte de SC desbanca grandes polos e lidera importações no Brasil em 2023
Itajaí, que tem o maior PIB de Santa Catarina, importou 13 bilhões de dólares no ano passado, segundo o Governo Federal. Porto de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina Luciano Sens/Porto de Itajaí Itajaí, a cidade com o maior Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina, também foi o município do Brasil que mais arrecadou com importações em 2023, com 13,1 bilhões de dólares, o equivalente a R$ 64 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Governo Federal, e foram compilados pela empresa Tek Trade, referência no setor de importação e exportação. Superando grandes centros econômicos, a cidade do Litoral Norte se destaca pela localização estratégica, sendo cortada pela BR-101, além de estar mais próxima dos estados do Sudeste e de países do Mercosul. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Itajaí concentrou 5,4% de todas as importações brasileiras, com destaque para produtos químicos (19,2%), máquinas e aparelhos eletrônicos (17,7%), plásticos e derivados (16,3%). Mais da metade das mercadorias recebidas na cidade catarinense vieram da Ásia (50,48%), seguida por Europa (19,80%) e América do Sul (17,29%). Outra cidade catarinense, Joinville, que detém o segundo maior PIB de Santa Catarina, fechou 2023 na sétima posição entre os maiores importadores. Confira o top 10: Itajaí (SC): US$ 13.150.114.858 Manaus (AM): US$ 12.550.959.863 São Paulo (SP): US$8.448.290.747 Rio de Janeiro (RJ): US$ 7.098.696.464 Petrópolis (RJ): US$ 6.558.269.294 São Luís (MA): US$ 4.700.722.969 Joinville (SC): US$ 4.521.736.605 Curitiba (PR): US$ 4.140.515.502 Paulínia (SP): US$ 4.037.820.394 Duque de Caxias (RJ): USD 3.770.160.125 Itajaí no topo Para Rogério Marin, CEO da Tek Trade e presidente do Sindicato das Empresas de Comércio Exterior do Estado de Santa Catarina (Sinditrade), a localização estratégica de Itajaí ajuda a explicar os números. "Itajaí atrai um grande número de empresas de comércio exterior em função das excelentes condições logísticas do Estado, que conta com cinco portos marítimos, está localizado praticamente no centro do Mercosul, conta com mão de obra qualificada e desfruta de uma parceria entre governo e empresas privadas sem paralelo no Brasil", justifica. O administrador ainda reforça que os números poderiam ser maiores em função do Porto de Itajaí estar com atividades sem operação há quase oito meses. "Caso o porto tivesse operado normalmente, a tendência é de que Itajaí teria atingido percentual ainda mais expressivo no ranking de cidades importadoras do país", acredita Marin. Após 2 meses de contrato assinado, ainda não há previsão de trabalhos no Porto de Itajaí ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
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23/02 - Após reunião com deputados, Lula publica cronograma para liberar R$ 20,5 bi em emendas até junho
Edição de decreto com calendário de pagamentos até o meio do ano era uma demanda do Congresso. Nesta quinta, petista recebeu Lira e líderes partidários no Palácio da Alvorada. Lula se reúne com líderes no Palácio da Alvorada. Ricardo Stuckert/Presidência da República Depois de uma reunião com deputados e integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou nesta quinta-feira (22) decreto com um calendário com a previsão de liberação de R$ 20,5 bilhões emendas até junho. A publicação era uma demanda de congressistas, por conta da legislação eleitoral que impede a transferência de recursos dessas emendas a partir de 30 de junho. Em outubro eleitores dos mais de cinco mil municípios brasileiros vão às urnas escolher prefeitos e vereadores. O acordo para edição do decreto foi costurado na manhã desta quinta-feira (22) no Palácio do Planalto. E chancelado após encontro de Lula com o presidente da Câmara, Arthur Lira, e deputados no Palácio do Alvorada, à noite. Os pagamentos mensais vão totalizar até junho: R$ 12,5 bilhões em emendas individuais R$ 4,2 bilhões em emendas de bancada R$ 3,6 bilhões em emendas de comissão Com o acordo fechado nesta quinta, o governo federal cedeu e se comprometeu a manter o cronograma do pagamento de emendas previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). Este cronograma foi vetado pelo presidente Lula com o argumento de que feria Lei de Responsabilidade Fiscal (relembre no vídeo abaixo). Lula sanciona com vetos LDO Para substituí-lo, o governo apresentou nova proposta, mas que manteve o objetivo principal de liberar grande parte de recursos até a data da vedação eleitoral. Na prática, o veto será mantido e o cronograma cumprido através do acordo verbal feito entre os deputados e senadores com o Planalto. O calendário também estabelece uma previsão de pagamentos mês a mês. Esta também foi uma demanda apresentada por deputados que temiam que o Planalto represasse os valores de emendas por vários meses. O cronograma foi idealizado pelo Congresso com o objetivo de aumentar o poder do Legislativo sobre os gastos públicos e, com isso, diminuir a necessidade de negociação para liberação de dinheiro na véspera de votações importantes, como tradicionalmente ocorre.
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23/02 - Piauí é o 4º estado com menor percentual de moradores com esgotamento sanitário
Além disso, apenas 18% da população possui fossas adequadas, segundo dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esgoto a céu aberto em Teresina g1 Piauí O Piauí é o 4º estado com menor percentual de moradores com esgotamento sanitário adequado no Brasil e apenas 18% da população local possui fossas adequadas nas residências, segundo dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (23). Conforme o estudo, em 2010, o esgotamento sanitário dos domicílios, rede pluvial ou fossa, atendia apenas 6,65% da população piauiense, um equivalente a 206 mil pessoas. Em 2022, o número quase triplicou, indo para 595 mil pessoas, um aumento de 174%. No entanto, mesmo com o crescimento considerável, apenas 18% da população do Piauí conta com fossa ligada à rede. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Ainda conforme o Censo, boa parte dos piauienses contam com outras formas de esgotamento, como a fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede, que atende 28,21% da população, fossa rudimentar ou buraco, com 43,98%, rio, lago, córrego ou mar, atendem 0,43% dos moradores e outra forma, 2,19%. O estado ganha do Maranhão, que conta com 16,54% da população atendida com esgotamento sanitário, Rondônia com o percentual de 13,29%. O Amapá alcançou o primeiro lugar com 10,95%. A pesquisa aponta ainda que 5,03% dos moradores do Piauí não possuem banheiro e sanitário. Esgotamento sanitário por fossa séptica considerado adequado Além da fossa ligada à rede, o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) também considera adequado esgotamento sanitário, fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede geral. Dessa forma, a junção da população atendida por esgotamento sanitário considerado adequado, tanto pela rede geral como por fossa séptica, atingiu em 2022 cerca de 46,47% da população piauiense. Esgotamento sanitário adequado em Teresina chega a 39% Em Teresina, a proporção de moradores de Teresina com a acesso a esgotamento sanitário é de 39%, o equivalente a cerca de 336 mil moradores, conforme o Censo 2022. Na pesquisa realizada em 2010, o percentual era de somente 17,90%, com cerca de 145 mil pessoas atendidas com esgotamento. Pretos e pardos são maioria dos que vivem sem esgoto adequado O Brasil tinha, em 2022, 49 milhões de pessoas vivendo em lares sem descarte adequado de esgoto, apontam dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (23). Esse número equivale a 24% da população brasileira. Entre os pretos e pardos – grupos que compõem pouco mais da metade da população brasileira – o percentual sobe para 68,6%. Pardos são 45,3% da população brasileira, e 58,1% dos sem esgoto adequado Brancos são 43,5% da população brasileira, e 29,5% dos sem esgoto adequado Pretos são 10,2% da população brasileira, e 10,4% dos sem esgoto adequado Indígenas são 0,8% da população brasileira, e 1,7% dos sem esgoto adequado Amarelos são 0,4% da população brasileira, e 0,1% dos sem esgoto adequado 📲 Confira as últimas notícias do g1 Piauí 📲 Acompanhe o g1 Piauí no Facebook, no Instagram e no Twitter 📲 ‎Participe do canal do g1 Piauí no WhatsApp VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube
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23/02 - Nvidia bate US$ 2 trilhões em valor de mercado e cofundador fica entre os 20 mais ricos do mundo
Patrimônio de Jensen Huang cresceu mais de 15% nos últimos dias e fez com que executivo superasse fortuna de Alice Walton, herdeira do Walmart. Aumento vem após a fabricante de chips e semicondutores reportar um lucro 769% maior em 2023 do que o observado em 2022. Sede da Nvidia, em Santa Clara, Califórnia, nos Estados Unidos REUTERS/Robert Galbraith Dois dias depois de mais um resultado trimestral consistente, a Nvidia atingiu os US$ 2 trilhões em valor de mercado. Depois de subir 13% na véspera, a empresa opera com alta de cerca de 2% nesta sexta-feira (23). Fabricante de chips e semicondutores, a empresa é uma fornecedora central de insumos para a expansão da estrutura de inteligência artificial, que promete ser a última grande revolução tecnológica. O g1 explicou como a empresa se aproveitou do cenário para triplicar de tamanho no último ano. Segundo relatório financeiro divulgado nesta semana, a empresa registrou um lucro de US$ 12,3 bilhões (aproximadamente R$ 61 bilhões) no quarto trimestre do ano passado. O número representa um aumento de 769% em relação ao observado em igual período de 2022. Com o desempenho positivo da companhia divulgado na última quarta-feira (21), a Nvidia alcançou ontem um valor de mercado de US$ 1,96 trilhão (cerca de R$ 9,7 trilhões). Hoje, bateu a marca dos US$ trilhões. Nvidia: como a inteligência artificial criou o novo 'fenômeno' da bolsa americana Chips em alta: por que a Nvidia está crescendo mais do que 'big techs' Presidente e cofundador da Nvidia, Jesen Huang, em evento na Malásia. Vincent Thian/ AP Photo 20º mais rico Na esteira da valorização, o presidente e fundador da Nvidia, Jensen Huang, agora está entre as 20 pessoas mais ricas do mundo, segundo a lista de bilionários da Forbes. A fortuna de Huang chegou a US$ 71,3 bilhões (R$ 708,9 bilhões), superando o patrimônio de Alice Walton, herdeira do Walmart. Nascido em Taiwan, Jensen Huang é cofundador da Nvidia, fabricante de chips e semicondutores que tem se tornado uma queridinha na bolsa de valores norte-americana, e presidente da companhia desde sua fundação, em 1993. De acordo com a Forbes, Huang possui aproximadamente 3% de participação na Nvidia e foi responsável pela companhia ter se tornado uma força dominante no mercado de chips para jogos de computador e por ter se expandido para projetar chips para data centers e carros autônomos. Assim como o valor de mercado da empresa, o patrimônio do bilionário mais do que triplicou desde o começo do ano — em 2023, sua fortuna era de US$ 21,1 bilhões (R$ 104,3 bilhões). Veja o gráfico abaixo. Veja quem são os bilionários que mais enriqueceram em 2023
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23/02 - Com problema para abastecer no Brasil, Lavrov usou avião da FAB para se reunir com Lula em Brasília
'Carona' foi revelada pelo Valor. Diplomatas disseram à GloboNews que 'empréstimo' é comum; empresa teria citado risco de sanções dos EUA caso abastecesse aeronave russa. O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, usou uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar nesta quinta-feira (22) do Rio de Janeiro para Brasília, onde se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lavrov veio ao Brasil em aeronave do governo russo – mas, segundo reportagem do Valor Econômico, não conseguiu usar o avião no trajeto Rio-Brasília porque havia dúvidas sobre a possibilidade de abastecer a aeronave em solo brasileiro. Segundo o Valor, a empresa responsável pelo abastecimento no Aeroporto de Brasília temia ser alvo das sanções impostas pelos Estados Unidos à Rússia desde o início da invasão russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022. À GloboNews, a empresa apontada como "pivô" da dificuldade disse que não é a única autorizada a abastecer em Brasília. Segundo a Inframerica, empresa que administra o aeroporto de Brasília, três empresas fornecem combustível às aeronaves no terminal brasiliense: Vibra, Shell e AirBP. Lula recebe no Alvorada chanceler Russo, Sergey Lavrov Uso da FAB é praxe De acordo com diplomatas brasileiros, não há irregularidade no uso de voos da FAB para transportar autoridades estrangeiras que estejam no país. O "empréstimo" dos aviões, segundo eles, é usual nas relações diplomáticas quando um chefe de Estado ou representante diplomático tem dificuldades de se locomover no país que está visitando. Os diplomatas ouvidos pela GloboNews acrescentam, também, que isso já aconteceu no país outras vezes. Lula se reuniu no Palácio da Alvorada com o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov Ricardo Stuckert/ PR G20 e reunião com Lula Lavrov chegou ao Brasil nesta semana para participar das agendas relacionadas ao G20, no Rio de Janeiro. Houve, então, conversas entre integrantes dos governos brasileiro e russo para que o chanceler se dirigisse à capital do país para se encontrar com Lula – na véspera, o presidente havia se reunido com Antony Blinken, chefe da diplomacia dos Estados Unidos. Segundo diplomatas brasileiros, foi oferecida aos diplomatas russos a opção de Lavrov se dirigir a Brasília com a aeronave do governo de Vladimir Putin e retornar ao Rio, onde poderia ser abastecida, mas essa alternativa foi rejeitada. Diante disso, a alternativa encontrada foi oferecer ao chanceler russo a ida a Brasília e o retorno ao Rio em voos da FAB. Do Rio, Lavrov deve seguir para o Marrocos com a aeronave do governo russo. Guerra Rússia e Ucrânia Segundo a assessoria de Lula, no encontro desta quinta-feira, o presidente brasileiro e o chanceler russo discutiram diversos temas, entre os quais o G20 e a guerra entre Rússia e Ucrânia, que completa dois anos neste sábado (24). De acordo com o Planalto, “Lavrov expôs as posições da Rússia em relação ao conflito na Ucrânia”. “O presidente Lula reiterou a posição de que o Brasil continua disposto a colaborar com esforços em favor da paz”. Lula tem defendido que os dois países cheguem a um consenso. Tem defendido também a criação de um “clube da paz”, formado por alguns países como China, Indonésia e índia, que possam intermediar as conversas. O presidente brasileiro, ainda segundo a assessoria, informou que irá à Rússia em outubro deste ano para participar da cúpula do Brics.
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23/02 - 90% dos lares têm coleta de lixo no Brasil; pior índice é do Maranhão
Dados do Censo 2022 apontaram que o estado foi o que mais ampliou a coleta de lixo entre 2010 e 2022, mas segue na última colocação no serviço. Lixo é despejado no canteiro de obras na Avenida Kennedy em São Luís Douglas Pinto/TV Mirante 90% das residências no Brasil possui coleta direta ou indireta de lixo, segundo o Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados indicam um aumento de 5,1% em relação ao Censo de 2010. Compartilhe essa notícia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram OBS: O IBGE considera como coleta direta aquela que é feita no próprio domicílio. Já a indireta é quando o lixo é depositado pelo morador em uma caçamba de serviço de limpeza. A coleta no país chegou aos 90,9% em 2022, ante 85,8% em 2010. O ranking é liderado por São Paulo, estado em que a coleta passou de 98,2% para 99% no mesmo período. O Maranhão foi o estado que mais ampliou a coleta de lixo na última década, passando de 53,5% para 69,8%. Apesar do avanço, o estado ainda tem a pior proporção nacional de cobertura na coleta de resíduos sólidos. Medidas surtiram efeito, mas ainda falta muito A construção de uma central de tratamento de resíduos e a conclusão de um plano de gestão de resíduos nos últimos 10 anos podem ter contribuído para a melhora dos indicadores de coleta de lixo no Maranhão, especialmente na Região Metropolitana de São Luís. Em 2014, a Central de Tratamento de Resíduos Titara, que fica no povoado de Buenos Aires, no Município Rosário (a 75 km de São Luís) entrou em atividade. No local funciona um aterro sanitário, considerado o ambiente adequado para envio de resíduos sólidos. Por lá, ocorre a drenagem de gases e de chorume proveniente do lixo. Depois, o chorume vai para uma estação de tratamento de efluentes (ETE), onde o material é tratado até ser considerado efluente final sem características poluentes. O aterro recebe resíduos das cidades de Rosário, Axixá e Morros, de toda a Grande São Luís (Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar e São Luís), e de empresas de segmentos como, por exemplo, o da geração de energia, mineração, alimentos, serviços, exploração de petróleo e construção civil. Central de Tratamento de Resíduos Titara Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) Em 2019, foi concluído o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana da Grande São Luís (PGIRS/RMGSL). Na prática, é um documento que visa atender às exigências do Marco Legal do Saneamento Básico e extinguir o uso dos lixões. O plano também isenta os municípios da elaboração de planos municipais individuais, além de servir de diretriz no planejamento da gestão de resíduos para os próximos 20 anos em 13 municípios ao redor da capital. Um dos desafios da coleta de lixo no estado é universalizar a construção de aterros sanitários e apoiar a coleta em todos os municípios do Maranhão, especialmente nas regiões mais pobres e menos populosas. Desigualdade persiste Apesar do aumento da coleta no país, os dados indicam uma diferença expressiva entre regiões do Brasil. Na Região Norte, a proporção da população atendida pela coleta de lixo domiciliar em 2022 foi de 78,5%, enquanto na Região Sudeste, que tem a maior cobertura, o percentual foi de 96,9%. A região Sul é a segunda com maior proporção da população atendida, com 95,3%, seguida pelo Centro-Oeste, com 93,1% e pelo Nordeste, com 82,4%. As desigualdades são mais evidentes nas cidades com menor contingente populacional, que têm menos acesso a coleta de lixo. Nas cidades com menos de 5 mil habitantes, 78,9% de domicílios tinham coleta de lixo. Já em cidades com população superior a 500 mil habitantes, a proporção de coleta de lixo chega a 98,9%. Ranking dos estados com maior cobertura de coleta de lixo Outros dados do Censo 2022 As informações do Censo 2022 começaram a ser divulgadas em junho de 2023. Desde então, foi possível saber que: O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que era estimado pelas projeções iniciais; O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros; 1,3 milhão de pessoas que se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo; O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas; Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu. Também pela primeira vez, o instituto mapeou todas as coordenadas geográficas e os tipos de edificações que compõem os 111 milhões de endereços do país, e constatou que o Brasil tem mais templos religiosos do que hospitais e escolas juntos. Após 50 anos, termo favela voltou a ser usado no Censo.
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23/02 - Cidade de SP ganhou mais de 400 mil apartamentos em 12 anos, aponta Censo
Quantidade é suficiente para compor 1.237 versões do Edifício Copan. Censo 2022 considerou apenas imóveis particulares e permanentes ocupados entre 2010 e 2022. No Brasil, mais de 25 milhões de pessoas vivem em apartamentos. Imagem ilustrativa do Centro de São Paulo Diogo Moreira/MáquinaCW/Governo de SP A cidade de São Paulo ganhou mais de 400 mil apartamentos entre 2010 e 2022, de acordo com dados divulgados pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23). Em 2010, a capital tinha 1.009.636 apartamentos e, em 2022, a quantidade subiu para 1.435.984, ou seja, 426.348 mil novas unidades de apartamentos ocupadas em relação a 2010. Cidade de São Paulo baterá recorde imobiliário histórico ao entregar mais de 800 condomínios em 2024, diz pesquisa Além dos tipos de domicílios, também foram divulgados dados sobre: Acesso a rede de esgoto; Existência e quantidade de banheiros nas moradias; Acesso a água e forma de abastecimento; Coleta de lixo. Para a análise, foram considerados apenas os imóveis particulares e permanentes ocupados. Ou seja, casas desocupadas, improvisadas ou de moradia coletiva, como presídios, hotéis, pensões, asilos ou orfanatos, não entram na conta. Para comparação, a quantidade de apartamentos existentes na capital em 2022 era suficiente para compor 1.237 Edifícios Copan, icônico prédio da arquitetura brasileira que possui 1.600 apartamentos. O número de pessoas que vivem em apartamentos na capital também é equivalente à população de 1.095 cidades brasileiras somada. Censo IBGE 2022 Arte g1 Com o aumento de apartamentos, cresce também o número de moradores nesse tipo de imóvel: em 2010, eram 2.646.802 de residentes. Em 2022, chegou a 3.349.996 de pessoas. População em São Paulo (SP) é de 11.451.245 pessoas, aponta o Censo do IBGE A capital paulista tem muitos prédios, mas casas ainda são predominantes. De acordo com o Censo, 68,1% da população vive em casas e 29,4% em apartamentos. Em 2022, o número de casas na capital, sem considerar vilas, era de 2.764.750. Em 2010, eram 2.470.248 casas; Em 12 anos, a capital ganhou 294.502 casas. São Caetano entrou na lista das cidades com mais pessoas morando em apartamento do que em casa Cidades em que apartamentos predominam Três cidades brasileiras têm apartamentos como moradia predominante em relação a qualquer outro tipo de domicílio: Santos (SP), com 67,1% de apartamentos; Balneário Camboriú (SC), com 63,3% de apartamentos; São Caetano do Sul (SP), com 52,5% de apartamentos. Juntos, esses três municípios têm 181.684 apartamentos e 105.701 domicílios de outros tipos. Em todos os outros municípios do país, casas são predominantes. Censo IBGE 2022 Arte g1 No Brasil, mais de 25 milhões de pessoas vivem em apartamentos, o que representa 12,5% da população do país. De 2000 até 2010, a quantidade de moradores em apartamentos tinha passado de 7,6% para 8,5%. Em 2022, chegou a 12,5%, representando um aumento de 4 pontos percentuais nos últimos 12 anos. Entre as regiões, o Sudeste é onde mais pessoas vivem em apartamentos, com 16,7% da população, já o Norte, é a região com menos pessoas nessa condição, com 5,2% da população. No total, são 10.767.414 unidades de apartamentos com 25.278.572 de moradores. Casas ainda são maioria no país Segundo o Censo, 84,8% da população ainda mora em casas. Foram visitados 59,6 milhões de domicílios deste tipo ocupados, nos quais residiam 171,3 milhões de pessoas. O Piauí é o estado com a maior proporção de casas: 95,6%. Além dos apartamentos e das casas: 2,4% da população vive em casas de vilas ou condomínios; 0,2% em cômodos ou cortiços; 0,03% em habitação indígena sem parede ou maloca; 0,04% em estrutura residencial permanente degradada ou inacabada. Censo O Censo é uma pesquisa realizada pelo IBGE para fazer uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira. Ela permite traçar um perfil socioeconômico do país, já que conta os habitantes do território nacional, identifica suas características e revela como vivem os brasileiros. Nesta edição, a pesquisa levantou as características dos tipos de domicílio (casa, apartamento etc), forma de abastecimento de água, existência de canalização de água, existência de banheiro e sanitário, tipo de esgotamento sanitário, destino do lixo e perfil dos moradores. Pretos e pardos são 69% dos que vivem sem esgoto adequado, segundo Censo 2022 As informações do Censo 2022 começaram a ser divulgadas em junho de 2023. Desde então, foi possível saber que: O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que era estimado pelas projeções iniciais; O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros; 1,3 milhão de pessoas que se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo; O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas; Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu. Também pela primeira vez, o instituto mapeou todas as coordenadas geográficas e os tipos de edificações que compõem os 111 milhões de endereços do país, e constatou que o Brasil tem mais templos religiosos do que hospitais e escolas juntos. Após 50 anos, o termo favela voltou a ser usado no Censo.
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23/02 - MAPA: Veja quantas pessoas têm água, esgoto, banheiro e coleta de lixo na sua cidade
Dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (23) pelo IBGE mostram como está o acesso a saneamento básico nos domicílios do país. Dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE mostram como está o acesso a saneamento básico nos domicílios do país. Arte g1 Novos dados divulgados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram como é o acesso ao saneamento básico e à coleta de lixo nos municípios do Brasil. Os indicadores melhoraram desde 2010. O percentual de pessoas vivendo em lares: com descarte adequado de esgoto subiu de 64,5% para 75,5; com banheiro exclusivo (não compartilhado), de 64,5% para 97,8%; com coleta de lixo, de 85,8% para 90,9%; com ligação à rede geral de água (a forma mais comum), de 81,5% para 86,6% (incluídos os que não utilizam a rede como forma principal). Ainda assim, em 2022, o Brasil tinha: 49 milhões de pessoas em residências sem descarte adequado de esgoto (24% da população); 18 milhões sem coleta de lixo (9%); 6 milhões sem abastecimento de água adequado (3%); 1,2 milhão sem banheiro ou sequer um sanitário (0,6%). Em 2022, as formas consideradas adequadas de abastecimento de água eram: rede de distribuição (82,9%), poço profundo ou artesiano (9%), poço raso, freático ou cacimba (3,2%) e fonte, nascente ou mina: (1,9%). São duas as formas consideradas adequadas de descarte adequado de esgoto: o esgoto que vai para as redes públicas de coleta (geral ou pluvial) ou para fossas sépticas ou com filtro, ainda que depois de passar por esses equipamentos não sejam destinados para essas redes. Veja, no mapa abaixo, a situação do seu município. V Veja também outros indicadores de saneamento do Censo 2022 Os pretos e pardos representam 55% da população brasileira, mas são 69% dos que vivem em lares sem descarte adequado de esgoto. 90% dos lares têm coleta de lixo; Maranhão foi o estado que mais avançou, mas ainda está em último lugar Três cidades têm mais moradores em apartamentos que em casas Pretos e pardos são 55% da população, mas 69% dos que vivem sem esgoto adequado, segundo Censo 2022 Outros dados do Censo 2022 As informações do Censo 2022 começaram a ser divulgadas em junho de 2023. Desde então, foi possível saber que: O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que era estimado pelas projeções iniciais; O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros; 1,3 milhão de pessoas que se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo; O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas; Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu. Também pela primeira vez, o instituto mapeou todas as coordenadas geográficas e os tipos de edificações que compõem os 111 milhões de endereços do país, e constatou que o Brasil tem mais templos religiosos do que hospitais e escolas juntos. Após 50 anos, termo favela voltou a ser usado no Censo. Pretos e pardos são 69% dos que vivem sem esgoto adequado, segundo Censo 2022
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23/02 - Pretos e pardos são 55% da população, mas 69% dos que vivem sem esgoto adequado, segundo Censo 2022
Em relação à água, 72% dos não têm acesso considerado adequado se declaram desses grupos raciais , segundo dados divulgados nesta sexta (23) pelo IBGE. Pretos e pardos são 69% dos que vivem sem esgoto adequado, segundo Censo 2022 O Brasil tinha, em 2022, 49 milhões de pessoas vivendo em lares sem descarte adequado de esgoto, apontam dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (23). Esse número equivale a 24% da população brasileira. Entre os pretos e pardos – grupos que compõem pouco mais da metade da população brasileira – o percentual sobe para 68,6%. Veja: Pardos são 45,3% da população brasileira, e 58,1% dos sem esgoto adequado Brancos são 43,5% da população brasileira, e 29,5% dos sem esgoto adequado Pretos são 10,2% da população brasileira, e 10,4% dos sem esgoto adequado Indígenas são 0,8% da população brasileira, e 1,7% dos sem esgoto adequado Amarelos são 0,4% da população brasileira, e 0,1% dos sem esgoto adequado São considerados descarte adequado o esgoto que via para as redes públicas de coleta (geral ou pluvial) ou para fossas sépticas ou com filtro, ainda que depois de passar por esses equipamentos não sejam destinados para essas redes. As outras formas – uso de fossa rudimentar ou buraco, descarte direto em rios ou no mar, por exemplo, são consideradas inadequadas pelo Plano Nacional de Saneamento Básico. Veja dados sobre: Acesso à água Banheiros Coleta de lixo E entenda como é a distribuição pelos dados abaixo: Tipos de esgoto nos domicílios em 2022. Luisa Rivas/g1 Nas últimas duas décadas, a fatia da população sem coleta de esgoto adequado caiu. Em 2010, eram 36% e em 2000, 41%. 🚿Acesso à água A falta de um abastecimento adequado de água atingia 6,2 milhões de brasileiros em 2022. Assim como acontece com o descarte de esgoto, há diferença entre os diferentes grupos raciais. Pretos e pardos representam 72% da população sem acesso adequado a água. Brancos, 24%. Em 2022, eram considerados abastecimento adequado o acesso por rede de distribuição (82,9%), poço poço profundo ou artesiano (9%), poço raso, freático ou cacimba (3,2%) e fonte, nascente ou mina: (1,9%). Os inadequados são carro-pipa (1%), rios, açudes, córregos e igarapés (0,9%), água de chuva armazenada (0,5%) ou outras formas de abastecimento (0,6%). A dependência de carro-pipa ou água da chuva está concentrada no Nordeste, enquanto a de rios, açudes, córregos e igarapés, na Norte. Como os critérios mudaram, não é possível comparar exatamente como evoluiu o acesso adequado a água entre 2010 e 2022. Mas, a proporção de moradores com água encanada em casa – independentemente se vem da rede ou de um poço artesiano, por exemplo – subiu de 89,3% para 95,1%. Outra informação relativa ao abastecimento de água foi a forma como a água chega até o domicílio. Para domicílios onde vivem 192,3 milhões de pessoas, representando 95,1% da população, a água chegava encanada até dentro da residência – ou seja, diretamente em torneiras, chuveiros e vasos sanitários. Já para 2,5% da população, a água chegava encanada, mas apenas até o terreno. Para outros 2,4%, a água não chegava encanada – ou seja, precisava ser transportada em baldes, galões, veículos ou outros recipientes. Voltar ao início da reportagem. 🚽 Banheiros Segundo o IBGE, 1,2 milhão de pessoas (0,6% da população) moram em residências sem nenhum banheiro (cômodo com vaso sanitário e lugar para tomar banho). Em 2022, em 71,1 milhões de domicílios, onde residiam 197,5 milhões de pessoas (97,8% da população brasileira), existiam ao menos um banheiro de uso exclusivo. A segunda situação é a utilização de banheiros compartilhados entre mais de um domicílio. Essa situação ocorre, por exemplo, quando um terreno tem dois ou mais domicílios que compartilham o mesmo banheiro. Em 2022, 0,5% da população residia em domicílios nessa situação. A terceira situação é a utilização de sanitários ou buracos para dejeções, compartilhados ou não. Enquadram-se nessa situação os domicílios que não possuem banheiros, mas fazem uso de alguma instalação sanitária mais simples. Em 2022, a proporção da população nessa situação foi de 1,2%. A desigualdade de renda existente no Brasil também pode ser sentida na diferença entre o número de banheiros em cada domicílio. Enquanto 5,4 milhões de brasileiros moram em lares com mais de quatro banheiros, 3,5 milhões não têm banheiro nem sanitário ou possuem apenas um buraco para dejeções. Voltar ao início da reportagem. Coleta de lixo No total, o percentual geral de pessoas morando em residências com coleta de lixo subiu de 85,8% para 90,9% entre 2010 e 2022, no país. Mas também persistem desigualdades regionais. Na Região Norte, a proporção da população atendida pela coleta de lixo domiciliar em 2022 foi de 78,5%. Já na Região Sudeste, o percentual obtido foi de 96,9%. Em situações intermediárias encontravam-se as Regiões Nordeste (82,4%), Centro-Oeste (93,1%) e Sul (95,3%). O Maranhão foi o estado que mais ampliou a coleta de lixo na última década, passando de 53,5% para 69,8%. Apesar do avanço, ainda tem a pior proporção nacional de cobertura na coleta de resíduos sólidos do país, seguido de Piauí (73,4%) e Acre (75,9%). Os dados de 2022 dos três estados mencionados acima ainda são inferiores ao que os três estados com melhor colocação no ranking (São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro) haviam apresentado em 2010. Voltar ao início da reportagem. E A proporção de pessoas que moram em apartamentos vem crescendo nas últimas décadas. Em 2000, o índice estava em 7,6%, passando para 8,5% em 2010, até chegar a 12,5% em 2022. A grande maioria da população, no entanto, ainda vive em casas: 84,8%. Enquanto o Piauí tem a maior proporção de pessoas em casas (95,6%), o Distrito Federal lidera em apartamentos (28,7%). Dos mais de 5 mil municípios do país, só três fogem à regra nacional e têm apartamentos como forma predominante de habitação da população: Santos (SP): 63,45% São Caetano do Sul (SP): 57,22% Balneário Camboriú (SC): 50,77% A maior proporção de ocorrência dos domicílios do tipo "casa de vila ou em condomínio" foi registrada no Rio de Janeiro (5,9%). Outros dados do Censo 2022 As informações do Censo 2022 começaram a ser divulgadas em junho de 2023. Desde então, foi possível saber que: O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que era estimado pelas projeções iniciais; O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros; 1,3 milhão de pessoas se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo; O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas; Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu. Também pela primeira vez, o instituto mapeou todas as coordenadas geográficas e os tipos de edificações que compõem os 111 milhões de endereços do país, e constatou que o Brasil tem mais templos religiosos do que hospitais e escolas juntos. Após 50 anos, o termo favela voltou a ser usado no Censo.
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23/02 - Ibama restringe uso de agrotóxico Tiametoxam para proteger abelhas
Agricultores do Brasil estão proibidos de usar o químico em pulverizações, mas podem utilizá-lo direto no solo ou no tratamento de sementes. Produto está proibido na UE e sendo revisado nos EUA. Imagem de uma abelhas durante uma pulverização. Divulgação/Prefeitura O Ibama decidiu restringir o uso do agrotóxico Tiametoxam para proteger insetos polinizadores, principalmente as abelhas. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (23), no Diário Oficial da União. Com a medida, os agricultores ficam proibidos de usar o químico por meio de pulverizações, como na imagem abaixo. Imagem de uma aplicação de agrotóxico por meio de uma pulverização. Divulgação Por outro lado, a aplicação direta no solo e em tratamento de semente está permitida. No dia 2 de janeiro, o Ibama também proibiu outro agrotóxico para proteger as abelhas, o Fipronil, também conhecido por seus efeitos nocivos a estes insetos. Ele ficou conhecido, inclusive, como o "matador de abelhas". 🐝O que é o Tiametoxam e o que causa nas abelhas? É um inseticida à base de nicotina que atinge as células do sistema nervoso central dos insetos, deixando-os desorientados e levando-os à morte. Na UE e nos EUA... Em maio de 2022, a União Europeia retirou o Tiametoxam da sua lista de substâncias aprovadas para uso agrícola, tornando, assim, seu uso proibido nos países europeus. Já nos EUA, o registro do agrotóxico está sendo revisado. Leia também: Por que o Fipronil é chamado de 'matador de abelhas' Liberação de agrotóxicos caiu no Brasil em 2023, após sete anos seguidos de alta Nova lei dos agrotóxicos: a repercussão entre ambientalistas, ruralistas e a indústria Abelhas na produção de alimentos As abelhas são fundamentais para a produção de alimentos, sendo que mais de 70% da polinização das espécies dessas plantas é feita por elas. É o caso, por exemplo, da maçã, do maracujá e do café. Com o uso de abelhas nas lavouras, a produtividade e a qualidade dos cultivos aumentam. Prazos para adequação Segundo o Ibama, os produtos com Tiametoxam adquiridos até a data de publicação do comunicado poderão ser utilizados até o seu fim, conforme as especificações do rótulo e da bula que estavam definidas no momento que o produtor comprou o produto. O Ibama também estabelece que, em um prazo de 180 dias, os fabricantes com Tiametoxam se adequem às novas normas no rótulo e na bula, deixando claro os riscos do material para insetos polinizadores. A embalagem deve informar que "o produto é tóxico às abelhas" e que "a aplicação aérea não é permitida". Além disso, precisa especificar ainda que a "pulverização foliar não dirigida ao solo ou às plantas, ou seja, aplicações em área total, não é permitida". O agricultor também não vai poder aplicar o Tiametoxam em época de floração, nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura. De onde vem o Maracujá
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23/02 - Dólar fecha em alta e vai aos R$ 4,99, de olho em juros dos EUA e Europa; Ibovespa cai
Moeda norte-americana avançou 0,80%, cotada a R$ 4,9924. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira recuou 0,63%, aos 129.419 pontos. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (23), chegando aos R$ 4,99. Ao longo do dia, investidores ficaram de olho nos novos dados econômicos da Europa e repercutiram pronunciamentos recentes de diretores do Banco Central do Brasil (BC). O mercado também avaliou as falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e mantiveram no radar uma série de balanços corporativos divulgados na véspera. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar O dólar subiu 0,80%, cotado a R$ 4,9924. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou altas de: 0,53% na semana; 1,12% no mês; 2,88% no ano. No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,30%, cotada a R$ 4,9530. Ibovespa Já o Ibovespa caiu 0,63%, aos 129.419 pontos. Com o resultado, acumulou: avanço de 0,54% na semana; alta de 1,30% no mês; recuo de 3,55% no ano. Na véspera, o índice encerrou com uma alta de 0,16%, aos 130.241 pontos. LEIA TAMBÉM DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o dólar subir ou descer O que está mexendo com os mercados? Em mais um dia de agenda esvaziada por aqui, investidores voltam as atenções para sinais sobre juros e inflação por parte dos bancos centrais do Brasil, da Europa e dos Estados Unidos, além de seguirem atentos ao noticiário corporativo desta sexta-feira (23). No exterior, o principal destaque fica com a ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), divulgada na véspera. O documento reforçou a perspectiva de que qualquer conversa sobre redução de juros na zona do euro é prematura, dado o forte crescimento dos salários e as pressões sobre a inflação subjacente. Além disso, os membros também sinalizaram que "ainda eram necessárias continuidade, cautela e paciência, uma vez que o processo desinflacionário permanece frágil e cortar juros cedo demais poderia reverter alguns dos avanços observados." "No entanto, a autoridade monetária pareceu mais otimista com o cenário de inflação, reconhecendo um balanço de riscos mais equilibrado em relação à meta. A próxima reunião do BCE será realizada em 7 de março e, embora não haja expectativa de corte nas taxas de juros, alguma mudança no tom do comunicado deve ocorrer", avaliou a XP Investimentos em relatório. Ainda no quadro de juros, investidores também continuam a repercutir falas recentes de dirigentes do Fed, que mais uma vez reiteraram a visão de que não há pressa por parte da instituição em começar a cortar os juros nos Estados Unidos. Atualmente, os juros na maior economia do mundo estão no intervalo entre 5,25% e 5,50% ao ano — ainda no maior patamar desde 2001. Por aqui, o foco fica com falas recentes de diretores do BC. O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, ressaltou nesta sexta-feira que dados indicaram uma atividade resiliente na virada de 2023 para este ano. Segundo Guillen, houve um consumo resiliente na economia do ano passado, mas os investimentos desaceleraram no período. Na véspera, o diretor Gabriel Galípolo também fez comentários sobre o quadro nacional e internacional, reforçando que elementos geopolíticos ganharam mais relevância para a dinâmica global de preços. Já no noticiário corporativo, o destaque voltou a ficar com a fabricante de chips e semicondutores Nvidia. Após um resultado que voltou a surpreender o mercado, ao reportar um crescimento de 265% em suas receitas no último trimestre de 2023, para US$ 22 bilhões, as ações da empresa dispararam e a companhia atingiu um valor de mercado de US$ 1,96 trilhão (cerca de R$ 9,7 trilhões), ultrapassando a Amazon. O lucro da companhia, por sua vez, foi de US$ 12,3 bilhões no período, também acima das previsões e representando uma alta de 769% na mesma base de comparação. Entre os balanços corporativos, a Vale reportou um lucro de R$ 39,9 bilhões em 2023, uma queda de 53,6% em comparação ao observado em 2022, de R$ 86,1 bilhões. No trimestre, o lucro registrado pela mineradora foi de R$ 2,4 bilhões, um recuo de 35% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da queda, no entanto, os resultados foram melhores do que o esperado pelo mercado, segundo a XP, impulsionados por um controle rigoroso de custos. Os resultados do Nubank e da B3, divulgados na véspera, também ficam no radar. *Com informações da Reuters
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23/02 - Grupo Vice anuncia centenas de demissões e deve fechar site de notícias
Empresa já havia entrado com pedido falência nos Estados Unidos em maio do ano passado Portal de notícias Vice Imprensa A Vice, empresa de mídia digital que foi uma das preferidas do público jovem durante anos, anunciou na última quinta-feira (23) que não vai publicar mais reportagens em seu principal site. A empresa também afirmou que vai cortar centenas de postos de trabalho. Com o foco voltado para os 'millennials' e conhecida por suas notícias de vanguarda e pelo conteúdo de estilo de vida, a Vice foi uma das estrelas de uma geração de empresas de mídia digital. A empresa, no entanto, passou a enfrentar dificuldades com a queda nas receitas de publicidade e, no ano passado, entrou com um pedido de falência nos Estados Unidos. Um mês depois, um grupo de credores liderado pelo Fortress Investment Group a adquiriu por quase US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão). A decisão é a mais recente em um setor que enfrenta muitos problemas nos EUA. No ano passado, por exemplo, o BuzzFeed News encerrou as atividades após 12 anos no mercado. "Com esta mudança estratégica, chega a necessidade de realinhar os nossos recursos e otimizar nossas operações na Vice", afirmou Bruce Dixon, CEO do Vice Media Group, aos funcionários em um memorando que foi divulgado por jornalistas da empresa. "Lamentavelmente, isto significa que vamos reduzir nossa força de trabalho, eliminando centenas de postos de trabalho". Dixon afirmou que "não é mais rentável distribuir nosso conteúdo digital da maneira que fazíamos antes". O executivo explicou que, no futuro, a empresa "buscará parcerias com empresas de comunicação consolidadas para distribuir conteúdo digital, incluindo notícias", à medida que faz a transição para um "modelo de estúdio" de produção. A notícia é um grande revés dramático para uma empresa de mídia que há seis anos foi avaliada em US$ 5,7 bilhões (R$ 28,2 bilhões). Várias novas empresas de mídia digital não conseguiram monetizar o entusiasmo por sua marca para cumprir as projeções dos investidores. A desaceleração no mercado de publicidade digital e as condições de crédito mais restritivas tornaram o ano passado particularmente difícil para empresas de comunicação relativamente jovens, como a Vice. A Vice foi fundada em 1994 como uma revista canadense e cresceu a ponto de virar um grupo de mídia digital, com sites de notícias e programas na televisão. Desde o início, a empresa apostou na imagem 'bad boy' do setor digital e conseguiu muito sucesso com o público jovem. Em 2018, o cofundador Shane Smith renunciou ao cargo de CEO depois que o grupo foi alvo de várias denúncias de assédio moral, o que levou à demissão de três funcionários. Demissões nas big techs: o que está acontecendo com Google, Microsoft, Meta e Amazon
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23/02 - Caro e raro: maracujá silvestre pode chegar a custar R$ 200 o quilo e tem tamanho de um limão
Você sabe escolher maracujá? A equipe do g1 foi até o interior de São Paulo ver como a fruta é cultivada e dá dicas para o consumidor. De onde vem o Maracujá Você gastaria R$ 200 no quilo de um tipo de maracujá com o tamanho de um limão? É o caso da variedade da fruta conhecida como silvestre, uma das mais caras e raras. Mas ela é apenas 1 das 500 espécies de maracujá que existem no mundo, somente no Brasil são 150. Em mais um episódio do De onde vem o que eu como, a equipe do g1 foi até Iguape, interior de São Paulo, entender como o maracujá chega até a sua mesa. Veja no vídeo acima. Maracujá silvestre Luiz Gabriel Franco/ g1 No episódio você vai ver também que: 🏆 O Brasil é o maior produtor de maracujá do mundo; 🥣O nome da fruta vem do tupi-guarani e significa "alimento em forma de cuia"; 🧃A espécie da fruta mais conhecida no país é o maracujá azedo, que tem a casca amarela e é bem usado para fazer suco; 🛒Na hora de escolher o maracujá no supermercado, os enrugados são a melhor aposta e costumam ter mais suco. Veja também: GENTE DO CAMPO: conheça quem produz os alimentos que chegam até você Cultivo do maracujá tem polinização feita por mãos humanas; entenda Créditos 'De onde vem o que eu como': Coordenação editorial: Luciana de Oliveira Edição e finalização: Luiz Gabriel Franco Narração: Gabi Goncalves Reportagem: Murillo Otavio Roteiro: Murillo Otavio e Gabi Gonçalves Produção: Murillo Otavio Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Guilherme Luiz Pinheiro Direção de arte e ilustrações: Luisa Rivas e Gabriel Wesley Marques Motion Design: Veronica Medeiros Fotografia: Luiz Gabriel Franco e Fábio Tito Motorista: Ricardo Barbosa Veja como mais alimentos são produzidos De onde vem o sorvete Água de coco não é tudo igual: veja quais tipos podem ser comercializados no Brasil De onde vem a uva de mesa
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23/02 - CGU vê consignados do INSS com taxas acima do teto, problemas de transparência e falhas de controle
Relatório analisou atuação da autarquia federal na fiscalização e monitoramentos dos empréstimos em 2022 e 2023. Para auditores, falham deixam beneficiários mais vulneráveis a fraudes. A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou falhas em controles internos do INSS na gestão de empréstimos consignados, incluindo autorizações de empréstimos pessoais sem cumprimentos dos critérios legais, problemas no acompanhamento periódico do cumprimento das normas pelas instituições que fazem os empréstimos e falta de divulgação de informações mínimas aos beneficiários. Entre os principais pontos apontados pela auditoria, cujo relatório foi divulgado na quarta-feira (21), estão os cerca de 20% de empréstimos identificados (em uma amostra de mais de 3 milhões de empréstimos) feitos com taxas acima do teto permitido. Secretaria Nacional do Consumidor recebeu em 2023 mais de 28 mil reclamações sobre crédito consignado. Reprodução/JN Segundo a CGU, em maio de 2023 -- marco de referência da auditoria -- pelo menos 14,1 milhões de beneficiários possuíam descontos para pagamento de empréstimos consignados, praticamente todos em empréstimo pessoal, somando R$ 7 bilhões só naquele mês. Em nota, o INSS afirmou que o relatório retrata "um cenário defasado em relação ao produto atual, que já foi contemplado com diversas evoluções." A autarquia apontou que houve melhorias no detalhamento e envio das informações para o cálculo das taxas das operações de crédito e que já há mais de 22 milhões de contratos armazenados após a implantação de um modelo mais atualizado de informações. Ainda segundo o órgão, o aplicativo "Meu INSS" apresenta as informações atualizadas das operações aos beneficiários e as reclamações feitas aos órgãos como a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) estão em queda -- de 57.859 em 2022 para 43.357 em 2023, uma redução de 25%. "Cabe destacar que o INSS vem constantemente aprimorando e ampliando suas redes sociais e canais de comunicação para uma prestação de informações mais eficaz ao cidadão. Também atendendo ao apontado pela CGU, o instituto trabalhará no sentido de reforçar a comunicação ao beneficiário quanto à matéria do consignado, em todas as plataformas disponíveis", diz a nota. Taxas acima do teto Os auditores analisaram dez critérios diferentes para verificação da regularidade na autorização dos empréstimos e identificaram problemas em dois deles: benefícios elegíveis aos empréstimos e taxa máxima de juros cobrada no empréstimo pessoal. Em uma amostra envolvendo 3,1 milhões de contratos ativos de empréstimo pessoal, os auditores identificaram 623,7 mil (20,1%) com taxa de juros calculada superior ao teto previsto -- que variou entre 2,14% e 1,70% no período analisado. Contratos de consignado do INSS analisados pela CGU com indicativos de taxas superiores ao teto Para a CGU, os problemas tanto podem estar nos registros realizados pelas instituições quanto na verificação pelo INSS do atendimentos das regras, incluindo taxas de juros indevidas ou incorporação de despesas não permitidas. "Conclui-se que os controles implementados não são suficientes para assegurar a qualidade das informações sobre as contratações de empréstimo pessoal consignado (...) grande parte dos registros do sistema apresentavam inconsistências em seu preenchimento, inclusive quanto aos valores dos empréstimos contratados", diz o documento. Ainda conforme os auditores, "as situações relatadas são prejudiciais ao acompanhamento das operações por parte do INSS, chegando, em certa medida, a inviabilizar a realização de determinadas verificações, especialmente em relação à observância aos limites estabelecidos para a cobrança de juros." Falta de dados Na análise, os auditores identificaram que em 2 em cada 3 contratos ativos possuíam problemas na informação sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), um dado necessário para confirmar se houve cobrança de taxas específicas. Em outro tópico da análise, a CGU registrou que -- em mais da metade dos contratos analisados--, o valor registrado como o do empréstimo estava errado, "o que indicaria empréstimo sem cobrança de juros. Foram identificados, ainda, casos com valor liberado igual a zero, com valor liberado superior ao valor do empréstimo contratado e com valor do empréstimo contratado superior ao valor total a pagar", diz o texto. A CGU destacou que em junho do ano passado, durante a realização da auditoria, houve a publicação de novas regras sobre o tema mas mesmo a nova portaria tinha restrições na exigência de informações que facilitassem a verificação da regularidade dos empréstimos. Febraban registra 3 mil denúncias e reclamações por dia contra bancos e financeiras com ofertas de empréstimo consignado. Problemas de monitoramento O relatório também abordou o acompanhamento pelo INSS das instituições que realizam os empréstimos, incluindo quanto ao cumprimento das normas e avaliação de reclamações dos beneficiários, entre outros critérios. Na prática, no entanto, os auditores afiram que "os testes realizados indicam que não foram implementadas rotinas de acompanhamento periódico que contemplassem as responsabilidades expressas" nas regras e que "não foi implementada pelo INSS uma rotina de análise dos dados do e-Consignado, de forma a acompanhar a adequação dos contratos de crédito consignado averbados e dos descontos realizados". "Ademais", segue o documento, "a existência de fragilidades relacionadas à completude e à fidedignidade das informações registradas no e-Consignado, bem como de possíveis falhas no funcionamento das regras de validação do sistema, inviabilizam a realização de acompanhamento adequado sobre a atuação das instituições." De acordo com o relatório, a falta de informações confiáveis impede o INSS de acompanhar, por exemplo, o valor das taxas de juros praticadas em cada contrato, o custo efetivo total das operações e se estão sendo cobradas ou não taxas administrativas proibidas. Os auditores identificaram problemas também no Painel de Gestão da Consignação de Empréstimos consignados, ferramenta criada para dar transparências às informações mas que, segundo o relatório, apresentam "desatualização dos dados e divergências de informações em relação à base de dados." Quanto à supervisão das instituições que realizam os empréstimos, a constatação foi de que "não foi implementada rotina de acompanhamento contínuo em relação às reclamações cadastradas." Em 2022, destacaram os auditores, o crédito consignado foi o terceiro tema em reclamações na plataforma consumidor.gov.br, sendo o assunto com mais reclamações entre pessoas acima de 60 anos. Falhas de transparência A Controladoria-Geral da União analisou também a transparência do INSS no tema e concluiu que o órgão "não vem observando obrigações normativas referentes à publicação atualizada de informações mínimas exigidas sobre as instituições consignatárias acordantes e informações gerais sobre o crédito consignado." Entre os dados que não recebem a transparência prevista, segundo os auditores, está a lista atualizada e detalhada das instituições com convênios ativos para realização dos créditos consignados. Durante a auditoria, foram identificadas pelo menos doze instituições com convênio ativo para oferecimento do crédito consignado fora da lista. "A divulgação da relação das instituições consignatárias acordantes que estão ou não operando averbações de empréstimo nos benefícios pagos pelo INSS é relevante por questão de transparência e por possibilitar mitigar a ocorrência de prejuízos a beneficiários em virtude de fraudes cometidas por terceiros", diz o documento. Para a CGU, a transparência com a divulgação de mais informações sobre o tema traria benefícios e reduziria riscos para a população. "A publicação das informações mencionadas, ao garantir maior transparência às ações, pode facilitar o acompanhamento sobre o tema, por diversos atores, e pode mitigar riscos relacionados à desinformação, reduzindo a suscetibilidade dos beneficiários a fraudes e ao superendividamento", avalia o relatório.
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23/02 - Por que Gusttavo Lima e Neymar escolheram o ES para 'emplacar' jatinhos particulares?
Espírito Santo é o estado que mais importa aeronaves no Brasil. De acordo com a Receita Federal, somente em 2023 foram 275 aviões importados, o que representa 38% do total do país. Canto Gusttavo Lima e o jogador Neymar Reprodução Enquanto um faz sucesso com música sertaneja, o outro é considerado um craque do futebol. No entanto, as semelhanças entre o cantor Gusttavo Lima e o jogador Neymar vão além da vida pública. Os dois escolheram o Espírito Santo para regularizar e "nacionalizar" os aviões que compraram. O motivo? O estado tem um incentivo tributário que atrai compradores e movimenta bilhões de reais com o maior número de aeronaves importadas do país. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram De acordo com a Secretaria da Fazenda (Sefaz) do Espírito Santo, os contribuintes que optam por realizar a importação de aeronaves pelo estado contam com os benefícios do Fundo para o Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e com o Convênio ICMS 75/91, que dispõe sobre a concessão da redução de base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações relacionadas a aeronaves. Na prática, os benefícios resultam em uma carga tributária em torno de 4% nessas operações, sendo que a alíquota modal do ICMS no estado é de 17%. Ou seja, além de ter uma das menores alíquotas desse imposto, os donos desses "mimos" ainda ganham mais incentivos, reduzindo esse percentual. Jato modelo Gulfstream G550 que pertecen a Gusttavo Lima Marlon Caetano Leite 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Ao g1, a pasta informou ainda que o objetivo do benefício é contribuir para a expansão, modernização e diversificação dos setores produtivos do Espírito Santo, estimulando a realização de investimentos, a renovação tecnológica das estruturas produtivas e o aumento da competitividade estadual, com ênfase na geração de emprego e renda e na redução das desigualdades sociais e regionais. Aviões de Gusttavo Lima e Neymar no ES Um caso recente foi do novo jato executivo do Embaixador -- como Gusttavo Lima é conhecido, avaliado em R$ 73 milhões, que passou pelo estado para trocar a matrícula - a série de letras que identifica cada aeronave. O avião ficou no Aeroporto de Vitória por alguns dias no final de janeiro. Na ocasião, o sertanejo enviou o novo jato, modelo Gulfstream G550, ao Espírito Santo. A nova aquisição do Embaixador deixa de ostentar o prefixo N282Q (oriunda dos EUA) e vai passar a ser identificado como PS-GSG. O jato foi fabricado no ano de 2005 e chegou a Vitória para passar pela vistoria técnica inicial, transferindo a titularidade para o nome da empresa Balada Eventos, pertencente ao cantor. Após a transferência, a aeronave foi liberada para voar legalmente. Neymar levou o jato Dassault Falcon 900EX (Easy) para ser regularizado no Espírito Santo Divulgação Já em dezembro de 2022, Neymar também levou o jato Dassault Falcon 900EX (Easy) para ser regularizado no Espírito Santo. Na época, a aeronave tinha valor médio avaliado em R$ 134 milhões. A aeronave, fabricada na França, saiu de Genebra, na Suíça, e, primeiramente, teve uma parada em Fortaleza (CE). Em seguida, o jato pousou em Vitória para que fossem realizados os processos aduaneiros. Depois, o jato seguiu para o interior de São Paulo. Aeronave de Neymar, jato Dassault Falcon 900EX (Easy), de R$ 134 milhões, foi regularizado no Espírito Santo Reprodução/Redes Sociais A aeronave tem capacidade para transportar 12 passageiros. O jato é alimentado por três motores, garantindo um alcance de 8.800 km e uma velocidade máxima de 890 km/h, bem como um teto operacional máximo de 15 mil metros. Segundo dados da Anac, a aeronave foi fabricada no ano de 2010 e está registrada em nome do operador “Neymar Sport e Marketing Ltda”. O Banco Santander, por sua vez, está destacado na Anac por ser o proprietário, já que há um contrato de leasing. Os exemplos são apenas dois casos entre as diversas ocasiões em que o estado foi o local escolhido por "ricões" para a importação e regularização de aeronaves. Localização estratégica e liberação rápida na Alfândega De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), após adquirir uma aeronave estrangeira, é necessário adquirir a matrícula para que ela opere no Brasil. Neste caso, a Receita Federal é o órgão responsável pelo Desembaraço Aduaneiro. Jato modelo Gulfstream G550 do cantor Gusttavo Lima Marlon Caetano Leite "A matrícula é o primeiro registro de uma aeronave no Brasil e consiste na atribuição das marcas a aeronave. Essas marcas são atributos importantes para a identificação da aeronave, já que cada combinação de marcas pode ser atribuída apenas a uma única aeronave. Por isso, a matrícula individualiza a aeronave, transcrevendo o nome do fabricante, modelo, número de série e respectiva marca a ela atribuída", explicou a ANAC. Auditor-fiscal da Alfândega da Receita Federal do Porto de Vitória, no Espírito Santo, o delegado Douglas Koehler disse ao g1 que a equipe responsável pelo desembaraço aduaneiro do Porto de Vitória tem muita experiência na liberação de aeronaves. "A equipe trabalha com exportação há muito tempo e tem um conhecimento alto do assunto. Aqui em Vitória todo mundo se conhece. A gente não tem que reinventar a roda sempre uma aeronave chega, pois já conhecemos todos os protocolos", explicou. Ainda segundo o auditor, outros motivo que contribuem para que o Espírito Santo seja o maior importador de aeronaves do país tem a ver com a localização. "O estado tem uma excelente posição geográfica, que favorece atender pessoas de todo da Região Sudeste, do Nordeste e também do Centro-Oeste", comentou. LEIA TAMBÉM: Apagão deixa cidades do ES sem energia e boato de queda de avião mobiliza Samu, bombeiros e até helicóptero Com apenas um motor funcionando, avião da Gol desvia de rota e faz pouso de emergência em Vitória Movimentação de R$ 5 bilhões De acordo com o auditor-fiscal, em todo o ano de 2023, o valor importado de aeronaves por todas as unidades aduaneiras do Brasil foi de US$ 2,4 bilhões, uma quantia superior a R$ 11 bilhões, em um total de 604 registros. Aeroporto de Vitória Divulgação/ Aeroporto de Vitória O Espírito Santo foi o estado que mais importou, representando 38% das importações de aeronaves de todo o Brasil. "Deste total, 275 registros foram realizados no Espírito Santo, que são declarações de importações referentes tanto para avião quanto para helicópteros. Essas importações são responsável pela movimentação de US$ 914 milhões. Ou seja, cerca de R$ 5 bilhões", disse. Koehler disse ainda que o estado com o segundo maior número de registros é Mato Grosso (74), seguido de São Paulo (61). "Ou seja, o Espírito Santo, teve mais do que o dobro das importações de aeronaves do que Mato Grosso, que é o segundo que mais importou", disse. O delegado destacou ainda que as importações de aeronaves no Espírito Santo em 2023 representaram um aumento de 41% quando comparado ao ano anterior, quando a Alfândega registrou 195 aeronaves. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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22/02 - Mega-Sena, concurso 2.691: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio acumula em R$ 110 milhões
Veja as dezenas sorteadas: 13 - 15 - 28 - 37 - 40 - 57. A quina teve 77 apostas vencedoras que vão levar mais de R$ 65 mil cada. Mega-Sena tem sorteio do concurso 2.689 Marcelo Brandt/G1 O Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.691 da Mega-Sena, realizado na noite desta quinta-feira (22), em São Paulo. O prêmio acumulou e o valor para o sorteio do sábado (24) é de R$ 110 milhões. Veja os números sorteados: 13 - 15 - 28 - 37 - 40 - 57 5 acertos - 77 apostas ganhadoras, R$ 65.378,35 4 acertos - 6.572 apostas ganhadoras, R$ 1.094,28 Números da Mega-Sena, concurso 2691 Divulgação/Caixa O próximo sorteio da Mega-Sena será no sábado (24). Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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22/02 - Reddit registra pedido de IPO nos Estados Unidos
Empresa protocolou documento na comissão de valores mobiliários norte-americana para começar a negociar suas ações na bolsa de valores de Nova York (NYSE). Logo do Reddit. Dado Ruvic/ Reuters A plataforma de fóruns de discussões Reddit entrou, nesta quinta-feira (22), com um pedido para a sua oferta pública inicial de ações (IPO) na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários norte-americana. A empresa deve estrear na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês). De acordo com o prospecto (documento que reúne uma série de informações sobre a companhia e sobre o motivo de sua abertura de capital) da empresa, a oferta será de ações classe A (ordinárias, com direito a voto). O número de papéis a serem ofertados ainda não foi divulgado. Segundo o documento, os bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs, J.P. Morgan, Bank of America (BofA) Securities, Deutsche Bank, MUFG e Citigroup estão entre os subscritores do IPO. O pedido ocorre quase duas décadas após o lançamento do Reddit e será um grande teste para a plataforma — que ainda fica atrás de outras redes sociais como o X (antigo Twitter) e o Facebook. Em 2021, a empresa já havia sido avaliada em cerca de US$ 10 bilhões (R$ 49,42 bilhões) em uma rodada de investimentos. O documento, no entanto, não deixa claro qual o montante que a empresa deve buscar com a sua oferta de ações. Segundo a Reuters, o Reddit fechou um acordo com o Google para disponibilizar seu conteúdo para treinar seus modelos de inteligência artificial nos mecanismos de busca. O contrato valeria cerca de US$ 60 milhões (R$ 296,5 milhões) por ano. Prejuízos em 2022 e 2023 No documento divulgado nesta quinta-feira (22), o Reddit ainda informou que registrou um prejuízo de US$ 158,6 milhões (R$ 783,8 milhões) em 2022 e de US$ 90,8 milhões (R$ 448,7 milhões) em 2023. Apesar do resultado negativo, a empresa também reportou um crescimento de 21% das receitas no ano passado, para US$ 804 milhões (R$ 3,97 bilhões) — em 2022, as receitas da plataforma somavam US$ 666,7 milhões (R$ 3,3 bilhões). Segundo a empresa, a área comercial é uma vertente de crescimento que surgiu de "forma orgânica" na plataforma e que "novos mercados comunitários já surgiram especificamente para fins comerciais" dentro do Reddit. "Queremos desenvolver esta economia impulsionada pelo usuário no Reddit, fornecendo aos nossos usuários e criadores as ferramentas e incentivos necessários para impulsionar a criação, melhoras e comércio contínuos", disse a empresa no documento. O resultado operacional, também conhecido como EBITDA (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), do Reddit foi negativo em US$ 69,3 milhões (R$ 342,5 milhões) no final de 2023. Em 2022, esse prejuízo havia sido de US$ 108,4 milhões (R$ 535,7 milhões). * Com informações da Reuters Eleições nos EUA: Por que o presidente norte-americano sempre é Democrata ou Republicano?
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22/02 - Venda de sêmen bovino no mercado brasileiro tem queda de 2,8% em 2023; comércio no setor de leite cresce 6,44%, aponta USP
Levantamento foi realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea- Esalq/USP), em Piracicaba (SP), em parceria com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial. Touro Demolidor já rendeu R$ 300 mil em lucro na venda de sêmen e está exposto na Expoferr 2023 Caíque Rodrigues/g1 RR O Brasil registrou a venda de 22,5 milhões de doses de sêmen para pecuárias de corte e de leite em 2023. A marca representa uma queda de 2,8% quando comparado a 2022, quando foram comercializadas 31,1 milhões de doses. 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Os dados são de levantamento mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), em parceria com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). No mercado externo, o Brasil registou uma queda de 0,9% na venda de sêmen. 👇Leia mais detalhes, abaixo. O motivo da queda, de acordo com o Cepea/Asbia, foi a diminuição de 5,4% das vendas à pecuária de corte entre 2022 e 2023. Uma retratação, entretanto, menor que os 9,33% registrados entre os anos de 2021 e 2022. “Nos dois últimos anos, criadores nacionais têm enfrentado quedas constantes nos preços de comercialização de animais desmamados, o que, por sua vez, resultou em maior ritmo de descarte de matrizes e, consequente, em descapitalização de parte do setor”, aponta o levantamento. Vendas de sêmen para o segmento de leite, segundo o levantamento, houve aumento de 6,44% entre os anos de 2022 e 2023. Fábio Tito/g1 Pecuária de leite No caso das vendas de sêmen para o segmento de leite, segundo o levantamento, houve aumento de 6,44% entre os anos de 2022 e 2023. “Isso se deve ao potencial ritmo de recomposição do plantel de vacas leiteiras, após o descarte exacerbado, em resposta aos consecutivos meses de retração nos preços do leite e à alta nos custos, registrada durante os períodos finais da pandemia”, diz o texto. Tecnologias de melhoramento genético O percentual de fêmeas bovinas inseminadas no Brasil, quando levados em conta animais em idade reprodutiva, é de 23,1% para as fêmeas de corte e de 12,3% para o setor de leite. Segundo o Cepea/Asbia, em comparação, os investimentos em uso de tecnologias de melhoramento genético são “elevados” para a pecuária de corte, porém, “tímidos” no setor de leite. No mercado externo, o Brasil registou uma queda de 0,9% na venda de sêmen. Reprodução Mercado externo No caso das vendas para mercado externo, o Brasil registou uma queda de 0,9% na venda de sêmen. Os principais clientes seguem sendo os países do Mercosul, entretanto, novas possibilidades vêm surgindo, como a Índia. Na avaliação do Cepea/Asbia, o uso de tecnologias para o melhoramento genético do rebanho está em expansão no Brasil. “Quando aplicado de forma técnica e acompanhado de planejamento estratégico adequado, os resultados são positivos tanto nos índices produtivos quanto no financeiro”, aponta o texto. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
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22/02 - Nvidia: como a inteligência artificial criou o novo 'fenômeno' da bolsa americana
Empresa teve alta de 769% no lucro em relação ao quarto trimestre de 2022. Companhia é uma fornecedora central de insumos para a expansão da IA, que promete ser a última grande revolução tecnológica — se os analistas estiverem corretos, é claro. Logo da Nvidia REUTERS/Mike Blake A fabricante de chips e semicondutores Nvidia deu uma nova mostra do porquê virou a queridinha da bolsa americana. O lucro do quarto trimestre de 2023 foi de US$ 12,285 bilhões (ou mais de R$ 60 bilhões), em mais um resultado consistente divulgado na noite de quarta-feira (21) e que impressionou os analistas. Os números representam uma alta de 769% no lucro da companhia em relação ao quarto trimestre de 2022. As ações, antes da abertura de mercado, subiam mais de 13% nesta quinta-feira (22). Com esse desempenho, a empresa está elevando o seu valor de mercado em US$ 247 bilhões só neste pregão, segundo levantamento da WHG. Só o valor desse aumento equivale a todo o valor de mercado de Petrobras, Vale e Itaú juntas. A comoção tem motivo: a Nvidia é uma das óbvias beneficiárias de um eventual arranque da inteligência artificial. A empresa é uma fornecedora central de insumos para a expansão da IA, que promete ser a última grande revolução tecnológica — se os analistas estiverem corretos, é claro. O cenário promissor fez os papéis da companhia dispararam quase 240% no ano passado, a maior alta da bolsa americana em 2023. Outras gigantes da tecnologia, como Microsoft, Amazon e Alphabet (dona do Google) também se destacam, mas nada nesses termos. Chips em alta: por que a Nvidia está crescendo mais do que 'big techs' A era da inteligência artificial Os analistas de internacional na XP Investimentos, Paulo Gitz e Maria Irene Jordão, explicam que o otimismo com a inteligência artificial tem por trás a possibilidade de ganhos importantes de produtividade para as empresas. Um dos exemplos mais claros é a capacidade de a inteligência artificial processar uma quantidade gigantesca de dados em tempo minúsculo. Acontece que uma tecnologia capaz de realizar tarefas como essa demanda uma enorme capacidade de processamento, por vezes em datacenters específicos. É aí que a Nvidia vira a grande estrela do mercado, pois tornou-se uma fornecedora de referência dos equipamentos necessários para o funcionamento de novas tecnologias. Conforme as aplicações se tornam mais acessíveis e os resultados mais refinados, mais empresas querem soluções parecidas. Outras fabricantes de semicondutores também têm aproveitado o momento e vivem dias de altas, com destaque para a Arm Holdings e a AMD. Mas a Nvidia já traduziu o enredo em números. Nos últimos trimestres, os resultados da empresa surpreenderam o mercado e fizeram a marca ultrapassar a casa de US$ 1 trilhão em valor de mercado em junho. Já em fevereiro deste ano, tornou-se a quarta empresa mais valiosa do mundo. Nesta quinta-feira, com a alta das ações, a empresa já encosta nos US$ 2 trilhões. Em um ano, a Nvidia conseguiu multiplicar por seis o seu lucro, chegando a US$ 30 bilhões em 2023, enquanto a receita foi de US$ 61 bilhões. "Basicamente, a Nvidia está fornecendo a ferramenta essencial para destravar uma infinidade de aplicações de inteligência artificial. As outras gigantes da tecnologia se aproveitam disso de diferentes formas", explicam os analistas da XP Investimentos. Entre as principais beneficiárias, os especialistas destacam: Google, Microsoft e Amazon vendem serviços de computação na nuvem para terceiros; Meta (Facebook), Amazon e Google usam inteligência artificial para melhorar a efetividade dos seus anúncios; Tesla usa inteligência artificial para melhorar os sistemas de navegação de seu piloto automático; Microsoft, com seu CoPilot/ChatGPT, e Google, com o Gemini, oferecem seus próprios serviços de modelos de linguagem. A inteligência Artificial esteve no centro das discussões do Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira E se for uma bolha? A disparada de empresas ligadas à inteligência artificial na bolsa faz soar um alerta. Parte dos analistas acredita que o mercado está diante de uma bolha formada pelas empresas de tecnologia. Uma "bolha" no jargão econômico acontece quando um mercado ou setor produtivo cresce a um ponto que se descola da realidade e dos fundamentos econômicos daquele cenário. Nesse caso, haveria uma bolha se analistas estiverem projetando lucros e avanços ao setor de inteligência artificial a patamares maiores do que eles podem alcançar. "Altas abruptas nos preços das ações sem um crescimento correspondente em receita ou lucratividade remetem a sintomas de crises anteriores", comenta Isac Costa, professor do Ibmec. A empolgação com a inteligência artificial relembra a bolha da internet nos anos 2000, conhecida também como bolha "PontoCom". O desenvolvimento dos primeiros serviços virtuais levou os investidores a despejarem rios de dinheiro sobre empresas do segmento, que em pouco tempo não se provaram tão úteis ou rentáveis. O desespero generalizado para vender as ações fez o valor de mercado dessas empresas derreter. Mais de 500 empresas fecharam as portas, com uma estimativa de que o mercado tenha perdido cerca de US$ 5 trilhões. Sobre o cenário atual, Isac Costa, do Ibmec, destaca que a empolgação com a inteligência artificial se estende para todos os portes de empresas do setor, o que pode ser perigoso. "O investimento especulativo em startups de inteligência artificial, muitas vezes com modelos de negócios não comprovados, levanta preocupações sobre a sustentabilidade do mercado", comenta. Mas os analistas da XP não acreditam que seja o caso de formação de uma nova bolha de IA. Dizem eles que as empresas de tecnologia de hoje são mais estruturadas do que nos anos 2000, e existe uma forte demanda para os serviços e produtos que são desenvolvidos hoje em dia. "Pode ser evidenciado com o forte número de encomendas que as companhias que mais se beneficiaram da tendência apresentam, todas crescendo os lucros", afirmam os analistas. "Ainda que estas companhias tenham que realizar grandes investimentos para dar conta da demanda a longo prazo, esses investimentos não se baseiam apenas na 'promessa' da inteligência artificial, mas em demandas já bastante claras", dizem. E esse é o caso da Nvidia. Marcio Aguiar, diretor de empreendimentos da Nvidia para América Latina, comenta que, desde meados dos anos 2010, a empresa lida com esses questionamentos sobre a formação de uma bolha. No entanto, o executivo pontua que a companhia formou um ecossistema ao seu redor, o que garante o crescimento de uma forma sustentável. "A gente não depende apenas das empresas que integram servidores, como a Dell, Lenovo e HP. Eles são nossos parceiros, mas também temos os provedores de clouding (serviços da nuvem), que já desmistificaram o uso na nossa tecnologia, várias empresas que desenvolvem softwares. Temos também um braço muito forte com as startups de inteligência artificial", explica Aguiar. Fato é que as gigantes da tecnologia são hoje as maiores responsáveis pela performance da bolsa de valores dos Estados Unidos, contrariando a lógica de um cenário de juros mais altos no país. O S&P 500 (índice que reúne as 500 maiores empresas do país) atingiu sua máxima histórica recentemente, apesar de as taxas estarem nos patamares mais altos dos últimos 20 anos. Mesmo otimistas com o futuro das "big techs", os analistas da XP Investimentos relembram que a empresa mantém visão cautelosa para os investimentos em bolsa, considerando a recente reaceleração da inflação, adiamento da perspectiva de cortes de juros, piora nas expectativas para os resultados das companhias nos próximos trimestres, volatilidade provocada pelas eleições e redução da liquidez. Jornal americano "The New York Times" processa Microsoft e OpenIA, criadora do ChatGPT Brasil ainda distante Sem grandes protagonistas no setor de tecnologia, o mercado financeiro brasileiro não tem sentido os efeitos diretos desse furor. Nenhuma empresa diretamente ligada à inteligência artificial tem papéis na bolsa brasileira. Basta olhar para a composição do Ibovespa: as duas empresas com maior peso na composição do índice são exploradoras de commodities. A Vale, com 12,5%, e Petrobras, com cerca de 13,4% (considerando as ações ordinárias e preferenciais). "Diversas empresas brasileiras já utilizam algum tipo de tecnologia de inteligência artificial, mas poucas ainda incorporam plenamente as tecnologias mais novas. Quando empregam, são normalmente como clientes de companhias como a Microsoft, e raramente modelos robustos proprietários", pontuam os analistas da XP Investimentos. Já nos Estados Unidos, as empresas com maior protagonismo na composição do S&P 500, por exemplo, são as gigantes de tecnologia — o que inclui, por óbvio, a Nvidia. Segundo o advogado tributarista Julio Caires, a falta de companhias relevantes no mercado de inteligência artificial no Brasil tem relação com a infraestrutura limitada, a falta de profissionais qualificados e um ambiente regulatório complexo. Caires acredita que o Brasil tem um bom espaço de oportunidades para se beneficiar dessa tecnologia, em um movimento que deve vir das fintechs. "A inteligência artificial deve estimular primeiro os investimentos em startups de tecnologia, e também promover a digitalização de empresas tradicionais".
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22/02 - Arrecadação sobe 6,7% e alcança R$ 280 bilhões em janeiro, maior valor mensal em quase 30 anos
Arrecadação recorde decorre de medidas do governo aprovadas no Congresso em 2023. Equipe econômica mira alta de receitas para tentar zerar déficit das contas públicas neste ano. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em imagem de 2023 Liesa Johannssen/Reuters O governo federal nunca arrecadou tanto quanto no mês de janeiro deste ano, segundo informações divulgadas pela Secretaria da Receita Federal nesta quinta-feira (22). No primeiro mês de 2024, a receita com impostos e contribuições federais subiu 6,67% em termos reais, e chegou a R$ 280,36 bilhões. É o maior valor para todos os meses da série histórica do Fisco — que tem início em 1995. Ou seja, foi o valor mais alto em quase 30 anos, já considerando a correção pela inflação. O resultado, que ficou acima das projeções do mercado captadas em pesquisa pelo Ministério da Fazenda em janeiro, foi registrado após uma série de alterações nas regras de tributos aprovadas em 2023 pela equipe econômica (leia mais aqui). O Fisco confirmou que a tributação de fundos exclusivos ajudou no aumento da arrecadação em janeiro deste ano, no valor de R$ 4,1 bilhões, assim como a retomada da tributação integral sobre combustíveis. A tributação do alto lucro dos bancos também contribuiu para o aumento. Míriam Leitão analisa entrevista com ministro da Fazenda, Fernando Haddad De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, o recolhimento de tributos sobre os R$ 92,4 bilhões em precatórios pagos em dezembro do ano passado pelo governo também pode ter ajudado na arrecadação, mas ainda não é possível dimensionar os valores. Déficit zero A alta da arrecadação está na mira do governo para tentar zerar o rombo das contas públicas neste ano, meta que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano. O objetivo é considerado ousado pelo mercado financeiro, que projeta um rombo em torno de R$ 80 bilhões para 2024. Em 2023, o governo federal registrou um déficit primário (sem contar as despesas com juros) de R$ 230,5 bilhões em 2023. Foi o segundo pior resultado da série histórica, que começa em 1997. Segundo o Tesouro Nacional, o valor alto decorreu, entre outros fatores, do pagamento de R$ 92,4 bilhões em precatórios herdados do governo anterior. No começo deste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo buscará o "superávit" nas suas contas neste ano, ou seja, arrecadar mais do que gastar. Mas indicou que, se não for viável, não haverá problemas. A expectativa é de que uma eventual mudança da meta possa ser anunciada até março. Analistas avaliam que uma eventual mudança na meta fiscal, para prever déficit público em 2024, ajudaria o governo a minimizar os cortes de gastos em 2024. E com isso, possibilitar investimentos previstos em infraestrutura, como obras do novo PAC, em pleno ano de eleições municipais. Para atingir a meta de voltar ao azul em suas contas em 2024, o governo terá de aumentar a receita líquida (após as transferências constitucionais aos estados e municípios) em cerca de R$ 280 bilhões neste ano. O valor consta no orçamento deste ano, já aprovada pelo Legislativo. A projeção orçamentária é de que a receita líquida some R$ 2,19 trilhões em 2024 (19,3% do PIB), o valor mais alto em 14 anos. O coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Gomide, explicou que, em março, a Receita Federal vai encaminhar uma revisão sobre os efeitos das medidas de arrecadação em relação ao que estava previsto anteriormente, pois algumas delas foram alteradas pelo Legislativo. E que esse trabalho subsidiará a possibilidade de bloqueios orçamentários. "Em março, vamos fazer todos esses ajustes a partir de quando se espera o efeito dessa ou daquela medida. Tudo isso tem de ser levado em conta na hora de olhar para o orçamento. Em relação as questões orçamentárias, o mundo mudou bastante. Vamos rever esses pontos sobre a legislação tributária", afirmou Gomide, da Receita Federal. Arrecadação em janeiro De acordo com dados da Receita Federal, alguns fatores elevaram a arrecadação federal em janeiro deste ano. São eles: desempenho da arrecadação da Cofins/Pis-Pasep (+14,37%) em função da retomada parcial da tributação sobre combustíveis desempenho da arrecadação da Contribuição Previdenciária, com crescimento real de 7,58% e do IRRF-Trabalho, com crescimento real de 8,74%, ambos decorrentes do aumento real da massa salarial desempenho da arrecadação do IRRF-Capital com crescimento real de 24,41%, ou R$ 4,1 bilhões, em função do aumento da arrecadação proveniente da tributação de fundos exclusivos tributação do lucro dos bancos contribuiu para o aumento da arrecadação, pois o setor contribuiu com R$ 9,8 bilhões a mais em janeiro deste ano. Mudanças em impostos Em busca do déficit zero neste ano, o governo aprovou, no ano passado, uma série de medidas para aumentar a arrecadação federal. São elas: Volta da regra que favorece o governo em casos de empate no Carf, órgão colegiado responsável pelo julgamento de recursos de empresas multadas pela Receita Federal – com arrecadação esperada de R$ 54,7 bilhões em 2024. MP que altera de tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – com receita esperada de R$ 35 bilhões neste ano. Mudanças no regime dos juros sobre capital próprio, que consiste em uma forma de distribuição dos lucros de uma empresa de capital aberto (que tem ações na bolsa) aos seus acionistas. Tributação de "offshores" e dos dos chamados fundos exclusivos; Taxação do mercado de apostas eletrônicas em jogos esportivos; Cobrança de impostos de empresas que fazem transferências de mercadorias para companhias parceiras no exterior. De acordo com Claudemir Malaquias, o órgão ainda não tem informação sobre o efeito de algumas dessas mudanças tributárias na alta da arrecadação, pois os valores só serão informados pelos contribuintes posteriormente. É o caso das mudanças nos juros sobre capital próprio, na tributação das "offshores" e das transferências de mercadorias do exterior. "São todas medidas que ajustaram o sistema tributário para evitar a erosão da base. São medidas que vão trazer ganho estrutural, mas a dimensão, quantificação, depende de informações que a gente precisa coletar", explicou Claudemir Malaquias, da Receita Federal. Além dessas mudanças nos tributos para elevar a arrecadação, o governo também aumentou a tributação sobre combustíveis em 2023, como gasolina e diesel, com impacto pleno neste ano. Apesar da profusão de medidas para aumentar a receita com impostos e contribuições, o governo falhou até então em propor medidas para cortar gastos públicos - algo considerado essencial por economistas para ajudar no equilíbrio das contas públicas.
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22/02 - Dólar sobe e bate R$ 4,95, com dados dos EUA no radar; Ibovespa segura os 130 mil pontos
A moeda norte-americana avançou 0,30%, cotada a R$ 4,9530. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,16%, aos 130.241 pontos. Empresas de tecnologia geram otimismo neste pregão. Freepik O dólar encerrou em alta nesta quinta-feira (22), conforme investidores repercutiam novos dados econômicos dos Estados Unidos e a edição mais recente do Boletim Focus, do Banco Central do Brasil (BC). O desempenho de empresas de tecnologia e falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) também estiveram no centro das atenções. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em alta e conseguiu sustentar os 130 mil pontos. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar Ao final da sessão, o dólar subiu 0,30%, cotado a R$ 4,9530. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,26% na semana; alta de 0,32% no mês; avanço de 2,07% no ano. No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,13%, cotada a R$ 4,9384. Ibovespa Já o Ibovespa encerrou em alta de 0,16%, aos 130.241 pontos. Com o resultado, acumulou: avanço de 1,18% na semana; alta de 1,95% no mês; recuo de 2,94% no ano. Na véspera, o índice encerrou com uma alta de 0,09%, aos 130.032 pontos. LEIA TAMBÉM DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o dólar subir ou descer O que está mexendo com os mercados? Sem grandes destaques na agenda de indicadores, as atenções se voltaram para o noticiário corporativo nesta quinta-feira (22). Na véspera, a fabricante de chips e semicondutores Nvidia voltou a surpreender o mercado, ao reportar um crescimento de 265% em suas receitas no último trimestre de 2023 em relação ao mesmo período de 2022, chegando a US$ 22 bilhões. Os números superaram as expectativas dos analistas. O lucro da companhia, por sua vez, foi de US$ 12,3 bilhões no período, também acima das previsões e representando uma alta de 769% na mesma base de comparação. E o boom nos números da companhia pode ser explicado pelo furor com a inteligência artificial. Em nota, o presidente da Nvidia, Jensen Huang, diz que "a nova geração da computação e da IA generativa é um ponto de virada. A demanda está explodindo em todo o mundo por parte de empresas, indústrias e nações". Continua no radar, também, a ata da última reunião do Fed, divulgada ontem. O documento indicou que a maior parte dos membros votantes do Fed estava preocupada com os riscos de cortar a taxa básica de juros norte-americana cedo demais. Além disso, a instituição também tem incerteza sobre por quanto tempo os custos dos empréstimos deveriam permanecer no patamar atual, entre 5,25% e 5,50% ao ano — ainda no maior patamar desde 2001. Na agenda de indicadores, dados divulgados pela S&P Global indicaram que a atividade empresarial dos Estados Unidos desacelerou no país em fevereiro. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto, que acompanha os setores industrial e de serviços, caiu de 52,0 em janeiro para 51,4 neste mês — uma leitura acima de 50 indica expansão no setor privado. No Brasil, o BC divulgou a última edição do Boletim Focus, relatório que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país. Os economistas elevaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 1,60% para 1,68%. Também reduziram as expectativas para a inflação, de 3,82% para 3,81%.
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22/02 - Boletim Focus: mercado financeiro projeta crescimento maior da economia em 2024
Números foram divulgados nesta quinta-feira (22) pelo BC. Expectativa de inflação registrou pequena queda para 2024, e leve aumento para o ano que vem. Os economistas do mercado financeiro elevaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 1,60% para 1,68%. A informação consta no relatório "Focus", divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia. Já para 2025, a previsão de crescimento da economia do mercado financeiro ficou estável em 2%. Inflação Para o comportamento da inflação, os analistas da instituições financeiras baixaram, marginalmente, a expectativa para 2024 - que recuou de 3,82% para 3,81%. Com isso, a estimativa dos analistas para a inflação de 2024 se mantém abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano. Especial g1: o que é inflação Entenda: como a inflação mexe no seu bolso Para 2025, a estimativa de inflação avançou de 3,51% para 3,52% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%. Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem, e também em 12 meses até meados de 2025. Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento. Taxa de juros Os economistas do mercado financeiro mantiveram as estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano e de 2025. Atualmente, a taxa Selic está em 11,25% ao ano, após cinco reduções seguidas promovidas pelo Banco Central. Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia ficou estável em 9% ao ano. Para o fim de 2025, por sua vez, o mercado financeiro manteve a projeção estável em 8,5% ao ano. Outras estimativas Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC: Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2024 subiu de R$ 4,92 para R$ 4,93. Para o fim de 2025, a estimativa continuou em R$ 5. Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção subiu de US$ 76,5 bilhões para US$ 80 bilhões de superávit em 2024. Para 2025, a expectativa para o saldo positivo ficou estável em US$ 70 bilhões. Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano permaneceu em US$ 66,5 bilhões de ingresso. Para 2025, a estimativa de ingresso subiu de US$ 74,1 bilhões para US$ 75 bilhões. Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira
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22/02 - De onde vem o que eu como #77: Frutas populares
Episódio explica quais são os benefícios de três frutas populares: maçã, melancia e laranja. CLIQUE ACIMA PARA OUVIR Você pode ouvir o "De onde vem o que eu como" no Globoplay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga o “De onde vem” para ser avisado sempre que tiver novo episódio. As frutas populares são conhecidas por seus valores nutricionais e por serem produzidas em larga escala no Brasil. Neste episódio do podcast 'De onde vem o que eu como', você vai saber: Por que a laranja, melancia e a maçã são tão populares; Quais seus valores nutricionais; Como essas frutas são produzidas no Brasil. O podcast 'De onde vem o que eu como' é produzido por: Mônica Mariotti, Luciana de Oliveira, Carol Lorencetti e Helen Menezes. Apresentação deste episódio: Luciana de Oliveira e Carol Lorencetti. O podcast 'De onde vem o que eu como' traz curiosidades sobre a maçã, laranja e a melancia. Floh Keitgen/Sheraz Shaikh/Matheus Cenali - Unsplash Receitas com laranja: 10 opções doces e salgadas com a fruta O que significa a palavra acarajé? Conheça curiosidades sobre o prato Apalpar o pêssego pode ser uma má ideia; saiba por quê 🎧OUÇA OUTROS EPISÓDIOS: 📺ASSISTA TAMBÉM: De onde vem o que eu como: banana De onde vem o que eu como: melancia De onde vem o abacate De onde vem o que eu como: laranja Frutas Populares são o tema do 77º episódio do podcast 'De onde vem o que eu como'. Comunicação/Globo
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22/02 - G20: ministros das Relações Exteriores encerram encontro nesta quinta-feira no Rio
Último dia do evento ocorre nesta quinta-feira (22) no Rio de Janeiro. Como presidente temporário do grupo, o Brasil escolheu os temas prioritários para serem discutidos ao longo do ano. Começam os preparativos para o G20, que acontece no Rio, em novembro Os ministros das Relações Exteriores dos países-membros do G20 vão se reunir nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro, no segundo e último dia de encontros em fevereiro. Veja a agenda e os temas que serão debatidos abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A chegada dos ministros à Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, onde o encontro vai ocorrer, está prevista para as 8h (horário de Brasília). Atual presidente temporário do G20, o Brasil recebe ministros de Relações Exteriores dos países-membros do grupo, que engloba as maiores economias do mundo. Nesta quarta (21), o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) abriu o encontro com um discurso segundo o qual o Brasil não não aceita um mundo em que as diferenças sejam resolvidas pela força militar. Ele disse ainda que a ONU está "paralisada". O encontro tem previsão de terminar às 13h (horário de Brasília), com uma declaração final à imprensa. Essa declaração será apenas em caráter de formalidade --sem definições concretas--, já que o encontro é uma prévia para a Cúpula do G20 em 2024, que vai ocorrer em 18 e 19 de novembro, também no Rio de Janeiro. O evento acontece em meio a uma crise do governo brasileiro com Israel. Antes do encontro do G20 na quarta (21), o presidente Lula se reuniu com Anthony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos, em que discutiram "questões bilaterais e globais", inclusive o conflito entre Israel e Hamas na faixa de Gaza. SANDRA COHEN: Israel e Venezuela, temas espinhosos entre Lula e Antony Blinken O principal tema do encontro, segundo o Itamaraty, é a reforma de organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). Também serão debatidos o combate à fome e a transição energética. No primeiro dia de evento, na quarta (20), participaram Anthony Blinken, secretário de Estado do governo Joe Biden, dos Estados Unidos, e Sergei Lavrov, da Rússia. Ainda ontem quarta (20), a Casa Branca responsabilizou a Rússia pela morte de Alexei Navalny, líder da oposição morto na sexta-feira (16) em uma prisão na Sibéria. O G20 não é uma instituição como a ONU ou a Organização Mundial do Comércio, que têm secretariado. Na prática, é um grupo de diálogo. Ao país que preside temporariamente o G20, cabe receber os representantes de outros países, organizar as reuniões e pautar as discussões. O Brasil preside desde 1º de dezembro de 2023 o G20. O mandato vai até 30 de novembro deste ano. 'Trilha de sherpas' e preparação para novembro: entenda o que é o G20 e o encontro no Brasil Tema: reforma da ONU, FMI e Banco Mundial Como presidente temporário do grupo, o Brasil escolheu três temas prioritários para serem discutidos ao longo do ano. Os temas são os seguintes: Combate à fome, à pobreza e às desigualdades. Transição energética e enfrentamento às mudanças climáticas. Reformas das instituições multilaterais. Como o tema da reforma das instituições é pertinente às Relações Exteriores, e o encontro desta semana no Rio é de ministros desta pasta, esse deverá ser o principal tema a ser debatido. O presidente Lula (PT) tem repetido em seus discursos que considera que é preciso reformar instituições como a ONU, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Em sua visita recente à Etiópia ele voltou a citar o tema. Segundo ele, a ONU não tem “dado conta” de resolver os problemas. “Os membros do Conselho de Segurança são os maiores produtores de armas. São os que detêm as armas nucleares. São os que têm direito de veto, e são os que não cumprem nada porque não se submetem ao próprio Conselho de Segurança", afirmou o presidente. Ele também fez críticas ao desempenho atual do FMI e Banco Mundial: "[Essas entidades] vão servir para financiar desenvolvimento dos países pobres ou vão continuar existindo para sufocar os países pobres?". Tema não é novo O tema da reforma de instituições como a ONU não é novo, diz Victor do Prado, conselheiro consultivo internacional do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e ex-diretor do Conselho e do Comitê de Negociações Comerciais da OMC. "Essa é uma agenda que 'peregrina', porque ela vai e volta. O que as pessoas querem é que a ideia [de uma reforma] não morra, mas o ambiente internacional para que isso tenha uma chance de ser concretizado é desfavorável. Veja, por exemplo, o Conselho de Segurança da ONU. Estão lá EUA, China e Rússia, três países que têm dificuldades para chegar a acordos", diz ele. Prado diz que nos anos 1990, após a queda do Muro de Berlim, o ambiente internacional era mais propício para uma mudança desses órgãos. Para ele, faz sentido manter o debate aceso, mas de uma maneira realista. "No fundo, como o Brasil não tem poder militar nem nuclear, depende de 'soft power', o que se adquire com credibilidade no discurso e nas ações, e nos últimos dias o Brasil teve um revés nesse aspecto", disse ele, referindo-se à fala do presidente Lula ao comparar a ação militar de Israel na Faixa de Gaza com o Holocausto. O G20 é formado pelos seguintes membros: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana.
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22/02 - Mega-Sena pode pagar R$ 97 milhões nesta quinta-feira
Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Valor da aposta mínima é de R$ 5. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.691 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 97 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quinta-feira (22), em São Paulo. No concurso da última terça (20), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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21/02 - +Milionária, concurso 123: ninguém ganha o prêmio de R$ 143 milhões
Três apostas que acertaram cinco dezenas e dois trevos vão levar R$ 158,7 mil cada. Próximo sorteio será no sábado (24), com prêmio estimado em R$ 144 milhões. Volantes do concurso +Milionária, da Caixa Econômica Federal. Marcello Casal Jr/Agência Brasil O concurso 123 da +Milionária foi realizado na noite desta quarta-feira (21), em São Paulo, e nenhuma aposta acertou a combinação de seis dezenas e dois trevos. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 144 milhões. De acordo com a Caixa Econômica Federal, três apostas acertaram cinco dezenas e dois trevos e vão levar R$ 158.704,51 cada. Veja os números sorteados: Dezenas: 09 - 15 - 25 - 28 - 32 - 34 Trevos: 2 - 5 Os outros ganhadores foram: 5 acertos + 1 ou nenhum trevo - 31 apostas ganhadoras: R$ 6.826 4 acertos + 2 trevos - 170 apostas ganhadoras: R$ 1.333,65 4 acertos + 1 ou nenhum trevo - 1.592 apostas ganhadoras: R$ 142,41 3 acertos + 2 trevos - 3.016 apostas ganhadoras: R$ 50 3 acertos + 1 trevo - 17.444 apostas ganhadoras: R$ 24 2 acertos + 2 trevos - 24.055 apostas ganhadoras: R$ 12 2 acertos + 1 trevo - 139.649 apostas ganhadoras: R$ 6 O próximo sorteio da +Milionária será no sábado (24). +Milionária, concurso 123 Reprodução/Caixa Sobre a +Milionária As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que chegam a R$ 83,1 mil. A +Milionária teve seu primeiro sorteio em maio de 2022. Na época, a Caixa informou que ela foi a primeira modalidade "a oferecer prêmio mínimo de dois dígitos de milhões". Cada concurso distribui o valor mínimo de R$ 10 milhões. Saiba mais aqui. Além disso, a +Milionária se destaca por ter dez faixas de premiação. São elas: 6 acertos + 2 trevos 6 acertos + 1 ou nenhum trevo 5 acertos + 2 trevos 5 acertos + 1 ou nenhum trevo 4 acertos + 2 trevos 4 acertos + 1 ou nenhum trevo 3 acertos + 2 trevos 3 acertos + 1 trevo 2 acertos + 2 trevos 2 acertos + 1 trevo Veja no vídeo abaixo como jogar na +Milionária: +Milionaria: veja como jogar na nova loteria da Caixa
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21/02 - Pacheco diz que governo concorda em manter desoneração e discutir mudanças em projeto
Presidente do Senado concedeu entrevista nesta quarta-feira (21) no Salão Azul do Congresso. Ainda segundo Pacheco, mudanças na regra serão discutidas por meio de um projeto de lei que ainda será enviado pelo governo. Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, faz pronunciamento no Salão Azul. Reprodução/ TV Globo O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quarta-feira (21) — em entrevista no Congresso — que o governo concordou em manter a desoneração da folha de pagamento dos 17 setores que mais geram empregos. Eventuais mudanças a essa regra, segundo Pacheco, serão discutidas por meio de um projeto de lei que ainda será enviado ao parlamento pelo governo. O Congresso aprovou em outubro do ano passado que a desoneração valerá até 2027. Depois, em dezembro, a Presidência da República revogou o texto por meio de medida provisória (MP). "A desoneração da folha dos 17 setores está mantida, assim será e eventuais alterações serão então amadurecidas por projeto de lei e não por medida provisória. A construção política está feita. O governo já concordou com essa premissa. Nós ajustamos isso. O governo pode propor alterações, mas o fará por projeto de lei sem eficácia imediata", disse Pacheco. Pacheco cobra pedido de desculpas de Lula por comparação a Holocausto A declaração foi dada horas depois de Pacheco ter se reunido com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Também participaram os líderes do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) e no Congresso, Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP). Após o pronunciamento de Pacheco, em entrevista a jornalistas, no Ministério da Fazenda, Haddad reforçou que governo enviará um projeto de lei sobre a desoneração. "Pacheco propôs a Lula em relação ao fato de que temas que foram deliberados pelo Congresso deveriam ser encaminhados por PL [projeto de lei], isso que vamos fazer", respondeu. A MP editada pelo governo reonera a folha de pagamento de 17 setores da economia, limita o uso de créditos tributários e revisa o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Nesta quarta, Pacheco afirmou que voltar a cobrar das empresas uma alíquota mais alta de imposto, "ofenderia" a decisão tomada pelo Congresso. "Uma reoneração desses setores seria, primeiro, algo que ofenderia aquilo que o Legislativo decidiu ao final do ano passado e, segundo, algo que é prejudicial para a economia do Brasil neste momento", pontuou. A parte da desoneração, na medida provisória, só começa a valer em abril. Por isso, parlamentares e equipe econômica ainda têm tempo para negociar. Outro ponto que, segundo Pacheco, sairá da MP e vai ser discutido por projeto de lei no Congresso é a redução de 20% para 8% a alíquota da contribuição previdenciária patronal, que incide sobre os salários dos funcionários, paga pelos pequenos municípios. A regra valerá para as cidades com menos de 142.633 habitantes, que não recebem a cota reserva do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A medida deve atingir mais de 3.000 municípios. O senador reiterou que a questão do Perse ainda não foi definida. Haddad disse que vai tratar desse ponto com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O deputado defende que o Perse saia também da MP. Em janeiro, quatro entidades do setor produtivo emitiram uma nota contrária à MP do Executivo, afirmando que as medidas "aumentam o ônus tributário que recai sobre o setor produtivo, principal e fundamental gerador de riquezas e empregos que levam ao desenvolvimento econômico e social sustentável". O comunicado é assinado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Nacional do Transporte (CNT). 17 setores A lei aprovada pelo Congresso permite que empresas de 17 setores substituam a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta do empreendimento, que varia de 1% a 4,5%, de acordo com o setor e serviço prestado. Essa possibilidade, pela proposta aprovada, valerá até 31 de dezembro de 2027. Segundo o Movimento Desonera Brasil, que reúne representantes dos setores beneficiados, o tema impacta 8,9 milhões de empregos formais diretos, além de outros milhões de postos de trabalho derivados da rede de produção dessas empresas. Entre as 17 categorias de que trata o projeto estão: indústria (couro, calçados, confecções, têxtil, proteína animal, máquinas e equipamentos); serviços (TI & TIC, call center, comunicação); transportes (rodoviário de cargas, rodoviário de passageiros urbano e metro ferroviário); construção (construção civil e pesada). A substituição permite, na prática, que as companhias paguem um valor menor do imposto e, a partir do alívio nas contas, consigam contratar mais funcionários. Ato pela desoneração Mais cedo, parlamentares e representantes de setores produtivos fizeram um ato em defesa da desoneração da folha de pagamentos. Segundo deputados, o movimento foi organizado em resposta ao fato de o presidente do Senado não ter devolvido a medida provisória do governo — que, desde que foi anunciada, gerou críticas por parte desses segmentos.
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21/02 - Produtor do Distrito Federal aposta na comida saudável como ferramenta por um mundo melhor
Joe Valle encontrou na produção de alimentos seu propósito de vida. O que a comida representa para você? Para o produtor Joe Valle, ela pode ser uma ferramenta poderosa para cuidar da nossa saúde e do planeta. É no Distrito Federal que Joe produz alimentos de qualidade e coloca em prática, dia após dia, a sua crença em um mundo melhor por meio do agro. Assista ao vídeo e inspire-se. Joe Valle encontrou na produção de alimentos seu propósito de vida.
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21/02 - Leilão da Receita: propostas abrem nesta quarta, com carro por R$ 13 mil e notebook por R$ 2,5 mil
Lances poderão ser feitos entre 21 e 28 de fevereiro; eram 100 lotes no total, mas um galpão da Receita Federal pegou fogo nesta semana e parte dos produtos foi perdida. Veja como participar. Leilão da Receita Federal tem carro por R$ 13 mil e celulares por R$ 450 Começou nesta quarta-feira (21) a fase de propostas de valor para a última edição do Leilão da Receita Federal com mercadorias e veículos apreendidos ou abandonados. A Alfândega do Porto de Santos (SP) vai realizar o leilão no próximo dia 29 de fevereiro. As propostas de valor para o leilão só podem ser feitas de forma online, das 8h do dia 21 de fevereiro até as 21h do dia 28 de fevereiro. A sessão está prevista para começar às 9h do dia 29, com a classificação e ordenação das propostas. Os lances são liberados a partir das 10h do mesmo dia. A priori, eram 100 lotes no total, mas um galpão da Receita Federal pegou fogo nesta semana e parte dos produtos foi perdida. Os lotes excluídos estão indicados na própria página do leilão. (veja abaixo como participar) Nesta edição, estão incluídos carros usados, peças e acessórios para veículos, celulares, câmeras, notebooks, fones de ouvido, smartwatches e uma série de outros itens. O leilão será realizado de forma eletrônica. Os lances devem ser feitos para os lotes fechados — ou seja, um conjunto de determinados itens. Outros destaques do leilão são os lotes de número: No lote 32, é possível arrematar uma caminhonete Fiat Doblô Cargo ano 2005/2006 a partir de R$ 13 mil. No lote 36, é possível arrematar um Chevrolet Onix 2021 a partir de R$ 40 mil. No lote 38, é possível arrematar um Macbook Air a partir de R$ 2,5 mil. Pessoas físicas podem apresentar propostas para lotes específicos. Já as pessoas jurídicas podem apresentar para todos os lotes. A participação no leilão eletrônico por pessoas físicas e pessoas jurídicas se dará por meio do serviço “Sistema de Leilão Eletrônico”, acessado via Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) mediante o uso de identidades digitais da conta gov.br com nível de confiabilidade Prata ou Ouro. Veja a lista de itens disponíveis Um dos carros disponibilizados no leilão da Receita Federal. Este Fiat Doblo Cargo pode ser arrematado a partir de R$ 13 mil Divulgação/ Receita Federal bolsas; mochilas; pochetes; carteiras; peças e acessórios variados para veículos; acessórios para smartphones; smartphones; smartwatches (relógios inteligentes); câmeras; fones de ouvido com fio; fones de ouvido conectados por bluetooth; escovas de carvão; liquidificadores; tapetes; aspiradores de pó; utensílios domésticos; pedras de mármore; lâmpadas; vasos e outros itens decorativos; jaquetas; camisetas; calças; bermudas; vestidos; sapatos; carros; notebooks; tablets; um caminhão; componentes eletrônicos para impressoras; peças e itens médico-hospitalares; peças e acessórios para bicicletas; artigos esportivos; perfumes; bicicleta; cabides; óculos; CDs e DVDs; um pedalinho; uma motosserra; lanternas; talheres; uma cabine de sauna; máquina de embalagem para alimentos; geladeiras e freezers portáteis; pranchas de surf; traje de robô transformer com luz de led; barraca de teto para automóveis; e produtos químicos. Quem pode participar do leilão? Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Como participar do leilão? Um dos carros disponibilizados no leilão da Receita Federal. Este Ônix pode ser arrematado a partir de R$ 40 mil. Divulgação/ Receita Federal Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 21 e 28 de fevereiro, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0817800/000001/2024 - PORTO DE SANTOS; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar. 'Destaque g1': veja como vai funcionar o leilão da Receita Federal
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21/02 - G20: Mauro Vieira vê ONU 'paralisada' e diz que Brasil não aceita que o mundo resolva diferenças pela força
O evento ocorre até quinta-feira (22) no Rio de Janeiro. Como presidente temporário do grupo, o Brasil escolheu os temas prioritários para serem discutidos ao longo do ano. G20: Mauro Vieira vê ONU 'paralisada' e diz que Brasil não aceita que o mundo resolva diferenças pela força O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) abriu nesta quarta-feira (21) o encontro de chanceleres do G20, o grupo das maiores economias do mundo. O ministro afirmou que o Brasil não não aceita um mundo em que as diferenças sejam resolvidas pela força militar e disse que a ONU está paralisada. "Nossas posições sobre os casos ora em discussão no G20, em particular a situação na Ucrânia e na Palestina, são bem conhecidas e foram apresentadas publicamente nos foros apropriados, como o Conselho de Segurança da ONU e a Assembleia Geral da ONU", disse ele. AO VIVO: acompanhe a abertura do G20 ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Vieira discursou na abertura do evento, que ocorre até quinta-feira (22) no Rio de Janeiro. O ministro também criticou o orçamento militar e comparou com o dinheiro que é gasto com assistência: "Não é minimamente razoável que o mundo ultrapasse - e muito – a marca de US$ 2 trilhões em gastos militares a cada ano. A título de comparação, os programas de ajuda da Assistência Oficial ao Desenvolvimento permanecem estagnados em torno de US$ 60 bilhões por ano – menos de 3% dos gastos militares". Mauro Vieira durante encontro de ministros do G20 no Rio de Janeiro, em 21 de fevereiro de 2023 Ricardo Moraes/Reuters Faltam ações concretas para resolver problemas de desigualdade e mudanças climáticas, que ameaças existenciais, segundo ele. Vieira disse que "os casos bem-sucedidos de cooperação pacífica da América Latina, África, Sudeste Asiático e Oceania fazem com que as vozes dessas regiões devam ser ouvidas nos foros relevantes com especial cuidado e atenção". No fim pediu, ele pediu para que os paises rejeitem publicamente "o uso da força, a intimidação, as sanções unilaterais, a espionagem, a manipulação em massa de mídias sociais e quaisquer outras medidas incompatíveis com o espírito e as regras do multilateralismo como meio de lidar com as relações internacionais". Lula e Israel A chegada de ministros das Relações Exteriores das maiores economias do mundo coincide com uma crise entre Brasil e Israel. O começo se deu quando o presidente Lula comparou a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, no conflito com o Hamas, ao Holocausto. Israel reagiu, exigiu desculpas e declarou Lula "persona non grata". Entenda o que é o G20 e o encontro no Brasil Ministra alemã: nada se compara ao Holocausto Uma das convidadas no encontro é a ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock. Ela deu uma entrevista e perguntaram a ela o que ela pensa sobre a frase do presidente Lula. "O Holocausto não pode ser comparado a nada. Seis milhões de judeus que foram mortos pelo meu país, por fascistas na Alemanha, que queriam conscientemente extinguir a vida humana, a vida judaica, não apenas na Alemanha, em toda a Europa", disse ela. Alexei Navalny De acordo com a BBC, o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, David Cameron, descreveu a fala de Sergei Lavrov, o ministro da Rússia. Em seu discurso, o russo negou acusações de homicídio e disse que os relatos a esse respeito são uma fabricação --foi uma referência à morte de Alexei Navalny, principal opositor de Vladimir Putin que morreu na prisão na semana passada. Reforma das instituições O principal tema do encontro, segundo o Itamaraty, será a reforma de organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). Também serão debatidos o combate à fome e a transição energética —essa será uma prévia da cúpula com participação dos chefes de estado do G20, a ser realizada em 18 e 19 de novembro, também no Rio. SANDRA COHEN: Israel e Venezuela, temas espinhosos entre Lula e Antony Blinken Entre outros, estão no evento desta quarta-feira Anthony Blinken, secretário de Estado do governo Joe Biden, dos Estados Unidos, e Sergei Lavrov, da Rússia. Veja abaixo a lista completa dos representantes presentes no encontro. Nesta quarta (20), a Casa Branca responsabilizou a Rússia pela morte de Alexei Navalny, líder da oposição morto na sexta-feira (16) em uma prisão na Sibéria. Blinken se encontrou com o presidente Lula e, depois da reunião do G20, vai a Buenos Aires para um encontro com Javier Milei, da Argentina. Lavrov esteve em Cuba e na Venezuela antes de chegar ao Brasil. O G20 não é uma instituição como a ONU ou a Organização Mundial do Comércio, que têm secretariado. Na prática, é um grupo de diálogo. Ao país que preside temporariamente o G20, cabe receber os representantes de outros países, organizar as reuniões e pautar as discussões. O Brasil preside desde 1º de dezembro de 2023 o G20. O mandato vai até 30 de novembro deste ano. 'Trilha de sherpas' e preparação para novembro: entenda o que é o G20 e o encontro no Brasil Tema: reforma da ONU, FMI e Banco Mundial Como presidente temporário do grupo, o Brasil escolheu três temas prioritários para serem discutidos ao longo do ano. Os temas são os seguintes: Combate à fome, à pobreza e às desigualdades. Transição energética e enfrentamento às mudanças climáticas. Reformas das instituições multilaterais. Como o tema da reforma das instituições é pertinente às Relações Exteriores, e o encontro desta semana no Rio é de ministros desta pasta, esse deverá ser o principal tema a ser debatido. O presidente Lula (PT) tem repetido em seus discursos que considera que é preciso reformar instituições como a ONU, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Em sua visita recente à Etiópia ele voltou a citar o tema. Segundo ele, a ONU não tem “dado conta” de resolver os problemas. “Os membros do Conselho de Segurança são os maiores produtores de armas. São os que detêm as armas nucleares. São os que têm direito de veto, e são os que não cumprem nada porque não se submetem ao próprio Conselho de Segurança", afirmou o presidente. Ele também fez críticas ao desempenho atual do FMI e Banco Mundial: "[Essas entidades] vão servir para financiar desenvolvimento dos países pobres ou vão continuar existindo para sufocar os países pobres?". Tema não é novo O tema da reforma de instituições como a ONU não é novo, diz Victor do Prado, conselheiro consultivo internacional do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e ex-diretor do Conselho e do Comitê de Negociações Comerciais da OMC. "Essa é uma agenda que 'peregrina', porque ela vai e volta. O que as pessoas querem é que a ideia [de uma reforma] não morra, mas o ambiente internacional para que isso tenha uma chance de ser concretizado é desfavorável. Veja, por exemplo, o Conselho de Segurança da ONU. Estão lá EUA, China e Rússia, três países que têm dificuldades para chegar a acordos", diz ele. Prado diz que nos anos 1990, após a queda do Muro de Berlim, o ambiente internacional era mais propício para uma mudança desses órgãos. Para ele, faz sentido manter o debate aceso, mas de uma maneira realista. "No fundo, como o Brasil não tem poder militar nem nuclear, depende de 'soft power', o que se adquire com credibilidade no discurso e nas ações, e nos últimos dias o Brasil teve um revés nesse aspecto", disse ele, referindo-se à fala do presidente Lula ao comparar a ação militar de Israel na Faixa de Gaza com o Holocausto. Estão presentes os seguintes representantes: Brasil - Mauro Vieira (Ministro das Relações Exteriores) Índia - Vellamvelly Muraleedharan (Ministro de Estado das Relações Exteriores) África do Sul - Naledi Pandor (Ministra das Relações Exteriores) União Africana - Albert M. Muchanga (Comissário de Comércio e Indústria) Argentina - Diana Mondino (Ministra das Relações Exteriores) Austrália - Katy Gallagher (Ministra das Finanças, Ministra das Mulheres, Ministra do Serviço Público) Canadá - Mélanie Joly (Ministra das Relações Exteriores) China - Ma Zhaoxu (Vice-Ministro Executivo das Relações Exteriores) União Europeia - Josep Borrell (Alto Representante da União Europeia) França - Stéphane Séjourné (Ministro das Relações Exteriores) Alemanha - Annalena Baerbock (Ministra das Relações Exteriores) Indonésia - Retno Lestari Priansari Marsudi (Ministra das Relações Exteriores) Itália - Edmondo Cirielli (Vice-Ministro das Relações Exteriores) Japão - Yōko Kamikawa (Ministra das Relações Exteriores) México - Alicia Bárcena (Ministra das Relações Exteriores) Coreia do Sul - Cho Tae-yul (Ministro das Relações Exteriores) Rússia - Sergey Lavrov (Ministro das Relações Exteriores) Arábia Saudita - Faisal bin Farhan Al-Saud (Ministro das Relações Exteriores) Turquia - Hakan Fidan (Ministro das Relações Exteriores) Reino Unido - David Cameron (Secretário de Estado das Relações Exteriores) EUA - Antony Blinken (Secretário de Estado) O G20 é formado pelos seguintes membros: África do Sul; Alemanha; Arábia Saudita; Argentina; Austrália; Brasil; Canadá; China; Coreia do Sul; Estados Unidos; França; Índia; Indonésia; Itália; Japão; México; Reino Unido; Rússia; Turquia; União Europeia; União Africana.
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21/02 - Parlamentares e setor produtivo fazem ato contra reoneração da folha de pagamentos
Congresso já havia prorrogado a desoneração da folha para 17 setores da economia, mas MP publicada pelo governo em dezembro alterou regras. Governo diz que enviará projeto de lei sobre o tema. Desoneração da folha de pagamento JN Parlamentares e setores produtivos fizeram nesta quarta-feira (21) uma coletiva de imprensa em defesa da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia intensivos em mão de obra. A prorrogação da desoneração da folha foi aprovada pelo Congresso Nacional em outubro de 2023. Com ela, esses 17 setores estavam autorizados a substituir a alíquota de 20% sobre a folha de pagamentos por um pagamento de 1% a 4,5% sobre a receita bruta da empresa. O texto seguiu para a sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, no entanto, revogou integralmente a proposta. No fim do ano passado, o Congresso derrubou o veto do presidente e promulgou a lei que estendia a desoneração. No fim de dezembro, o governo publicou uma medida provisória que reverteu novamente a regra e devolveu o imposto para a folha de pagamentos. A MP gerou críticas de parlamentares e de setores produtivos. Segundo os deputados, o ato organizado nesta quarta-feira (21) foi uma resposta ao fato de o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), não ter devolvido a medida. “Nossa expectativa inicial seria a devolução dessa MP por parte do presidente Rodrigo Pacheco, o que não aconteceu. Por isso, estamos aqui para demonstrar a insatisfação, não só dos parlamentares, mas também das frentes parlamentares, que são representadas nesse ato”, afirmou a relatora do projeto na Câmara dos Deputados, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS). Governo está 'disposto' a substituir MP que retoma tributação da folha de pagamento por projeto de lei, diz Randolfe A MP está em vigor, mas, na prática, retoma uma tributação maior para os setores intensivos em mão de obra a partir de 1º de abril. A medida tem de ser votada em definitivo pelo Congresso nos próximos 120 dias, contados a partir da publicação. Any Ortiz disse ainda que a questão da retomada da tributação sobre a folha de pagamentos deveria ser feita por meio de um projeto de lei, e não de uma medida provisória. “A questão da reoneração da folha não pode ser através de medida provisória, tem que ser através de projeto de lei para que esse debate possa ser feito de forma ampla, assim como fizemos [...] a discussão do projeto que prorrogou até 2027 a desoneração da folha, então, é isso que nós exigimos hoje aqui, não só como parlamentares, mas como representantes dos setores e como representantes da sociedade”, afirmou a deputada. O governo trabalha com a possibilidade de retirar o tema da reoneração da medida provisória e reenviá-lo ao Congresso na forma de um projeto de lei. No entanto, durante o ato, o autor do projeto, senador Efraim Filho (União-PB), disse que não adianta o governo apresentar um PL idêntico a MP. “O mero transplante do texto da medida provisória para o projeto de lei não resolve Não funciona. Não atende às expectativas do congresso. O que entendemos que o governo pretende discutir, e é bem-vindo pelo PL [projeto de lei] é uma forma de transição do modelo para sua fase final”, afirmou. Efraim disse ainda que quanto mais o texto se aproximar da lei aprovada pelo Congresso, mas chance terá de ser aprovada pelo parlamento. “Quanto mais o texto se aproximar da lei aprovada, mais fácil será ao governo angariar votos para aprovar o seu pl, quanto mais o texto do governo se distanciar do pl, da lei e se aproximar da medida provisória, eu entendo que mais desafios haverá para que o governo tenha esses votos”, afirmou o senador. Representantes de setores da economia também participaram do evento. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Fernando Pimentel, falou sobre a insatisfação do setor com a medida. “Não podemos aceitar esse aumento de imprevisibilidade e aumento de custos nessa etapa do mundo com tantos desafios que nós temos a vencer e o maior desafio é gerar qualidade de vida para a sociedade brasileira com empregos dignos e decentes e isso só se dá através de um trabalho formal, a despeito das várias formas de trabalho que estão sendo desenvolvidas e das tecnologias novas que estão sendo implementadas”, afirmou. 'Próximo de encaminhamento', diz líder Nesta quarta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), discutiram a desoneração em uma reunião. Também participaram do encontro o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e os líderes do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Em entrevista após a reunião, Randolfe disse que o governo está "próximo de um encaminhamento" sobre o impasse. "Vamos ter uma solução em relação ao tema da desoneração que atende o que o governo reclama, mas atende também o que o congresso está reclamando. Mas está muito próximo da solução. Posso adiantar que é uma solução que agrada a todos 17 setores e atende o governo", disse. O parlamentar, no entanto, não deu detalhes sobre a "solução" que será apresentada por Haddad.
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21/02 - Governo anuncia programa para incentivar extração de minérios usados para gerar energia limpa
Programa prevê lançamento de títulos de dívida com isenção de Imposto de Renda. Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estima lançamento no segundo semestre. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta quarta-feira (21) o lançamento de um programa, no segundo semestre, para incentivar a extração de minérios úteis para a transição energética. Com o nome de "Mineração para Energia Limpa", o programa vai incentivar a extração de minerais que são usados por empreendimentos ligados a energias sustentáveis – baterias para carros elétricos, por exemplo. "Vai ter incentivos fiscais, nós já estamos com eles em andamento. Estamos acabando de discutir agora a inclusão dos minerais críticos para a emissão de debêntures incentivadas. Vai impulsionar e muito a mineração sustentável e segura que nós queremos promover", afirmou Silveira em entrevista a jornalistas. Silveira disse ainda que o ministério pretende fazer uma avaliação mais detalhada sobre a segurança das atividades de mineração. O ministro também afirmou que a próximas debêntures a serem lançadas pelo governo já contarão com a política de transformação mineral da pasta. Debêntures são títulos de dívida que as empresas emitem para financiar seus projetos. Quando são "incentivadas", significa dizer que há isenção do imposto de renda para pessoa física, ou seja, há um incentivo fiscal. Para Silveira, o Brasil tem uma "janela de oportunidade" para usar os minerais críticos para a transição energética e incentivar a indústria nacional. "Essa mineração que obviamente vai sobreviver na nova economia, que é a economia verde, com a transição energética e com a produção sustentável. O Brasil não pode continuar sendo um país visto como exportador de commodities", declarou. Força dos ventos é um dos principais caminhos para aumentar a produção de energia limpa
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21/02 - Starbucks Brasil: dona do Burger King inicia tratativas com a matriz para explorar a marca no país
ZAMP, também franqueadora do Popeyes, ainda não apresentou proposta formal. Atual operadora da Starbucks no país, a SouthRock Capital está em processo de recuperação judicial, com dívida de R$ 1,8 bilhão. Fachada da loja Starbucks, na região da Vila Olímpia zona sul da cidade de São Paulo, nesta quarta-feira (01). André Ribeiro/Estadão Conteúdo A ZAMP, franqueadora e operadora das marcas Burger King e Popeyes no Brasil, informou que iniciou tratativas com a matriz americana da Starbucks para ter o direito de explorar a marca e desenvolver as operações no país. Em comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira (21), a companhia disse que ainda não apresentou proposta formal e nenhum contrato foi celebrado com a Starbucks Corporation, mas há um acordo de confidencialidade assinado sobre a negociação. As tratativas acontecem em meio ao processo de recuperação judicial da atual operadora da Starbucks no Brasil, a SouthRock Capital. A empresa iniciou o processo em dezembro do ano passado, para reorganizar uma dívida estimada em R$ 1,8 bilhão. (relembre o caso abaixo) Em seu pedido inicial de recuperação judicial, a SouthRock afirmou que a continuidade da operação da Starbucks no país, assim como a receita vinda das vendas, são essenciais para a manutenção das atividades do grupo e sua reestruturação. Por isso, o grupo pediu a suspensão da rescisão de contrato com a matriz da rede de cafeterias. A Justiça determinou que a SouthRock só poderá usar a marca Starbucks em suas lojas até o fim de fevereiro. Procurada pelo g1, a SouthRock não respondeu até a última atualização da reportagem. Starbucks vai fechar? De quanto é a dívida? Veja perguntas e respostas sobre a crise da marca no Brasil A recuperação judicial da operadora do Starbucks A situação da SouthRock, que é responsável também pela operação da Subway e do Eataly, vem se deteriorando desde 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19. Naquele ano, as vendas do grupo despencaram 95%, seguidas por uma queda de 70% em 2021 e de 30% em 2022. Segundo a empresa, suas operações foram prejudicadas, entre outros pontos, pela alta instabilidade no país, pela volatilidade da taxa de juros e pelas constantes variações cambiais. “Motivo pelo qual a plena recomposição de seu fluxo de caixa ainda não foi atingida”, escreveu a empresa no documento de recuperação. “Foi este o cenário que, lamentavelmente, gerou essa crise sem precedentes da empresa após o estado de calamidade pública instaurado”. Na decisão desta terça, o juiz Leonardo Fernandes dos Santos, da 1ª Vara de Falências de São Paulo, confirmou que a SouthRock preenche os requisitos legais para o requerimento da recuperação judicial. "Em síntese, o pedido está em termos para ter o seu processamento deferido (...) verificando-se a possibilidade de superação da 'crise econômico-financeira' das devedoras", escreveu o magistrado. Depois que o pedido é aceito, a empresa tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação, e as execuções (cobranças de dívida) contra ela são suspensas por 180 dias. (entenda mais abaixo como funciona uma recuperação judicial) Segundo o juiz Leonardo Fernandes dos Santos, os processos de apresentação de documentos e respostas às solicitações da Justiça foram realizados "de forma objetiva, esclarecendo diversos pormenores da situação econômica, financeira, contábil, administrativa e fiscal" da empresa. "Todos os dados coletados, além de imprescindíveis à prolação da decisão judicial e posterior condução do feito, por trazer a realidade da empresa aos autos, permitirão que os credores acompanhem o processo já cientes de sua transparência e regularidade, sobretudo quando forem, eventualmente, manifestar sua vontade em AGC [assembleia geral de credores], acerca da viabilidade econômica da atividade", continuou. Em nota, a SouthRock informou que, com a decisão, a companhia "dará sequência ao processo de reestruturação de suas operações", com o objetivo de "proteger as marcas que representa, os Partners (colaboradores), os consumidores e as suas lojas". A companhia disse ainda que a decisão tem como intuito ajustar o modelo de negócio da empresa à atual realidade econômica. "A companhia reitera que os compromissos assumidos com os seus credores serão respeitados, seguindo as etapas, determinações e prazos legais para o desenvolvimento do processo e aprovação do plano de recuperação judicial", continuou a SouthRock. A decisão favorável à recuperação judicial foi publicada quase um mês após o magistrado negar o pedido da SouthRock, em 1º de novembro. Na ocasião, o juiz solicitou uma perícia prévia sobre a documentação apresentada pela companhia até aquele momento. Em decisão posterior, já no dia 7 de novembro, o juiz atendeu a um pedido de tutela de urgência da SouthRock, antecipando parcialmente os efeitos da recuperação judicial. Na prática, a medida passou a proteger parte do patrimônio da empresa, em caráter temporário. Starbucks vai fechar? Entenda crise da marca no Brasil Como funciona a recuperação judicial O que é a recuperação judicial? A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. É um processo pelo qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça. As dívidas ficam congeladas por 180 dias e a operação é mantida. A recuperação judicial foi instituída no Brasil em 2005 pela lei 11.101, que substituiu a antiga Lei das Concordatas, de 1945. A diferença entre as duas é que, na recuperação judicial, é exigido que a empresa apresente um plano de reestruturação, que precisa ser aprovado pelos credores. Na concordata, era concedido alongamento de prazo ou perdão das dívidas sem a participação dos credores. Quem pode pedir recuperação judicial? Empresas privadas de qualquer porte e com mais de dois anos de operação podem recorrer à recuperação judicial. Porém, a lei não vale para estatais e empresas de capital misto, bem como para cooperativas de crédito e planos de saúde. Também não podem pedir recuperação judicial as empresas que já tenham feito outro pedido há menos de cinco anos e as comandadas por empresários que já foram condenados por crime falimentar (relacionados a processos de falência). Como é feito o pedido de recuperação judicial? O pedido é feito à Justiça por meio de uma petição inicial que contém, entre outras informações, o balanço financeiro dos últimos três anos, as razões pelas quais entrou em crise financeira, e a lista de credores. Depois que o pedido é aceito, a empresa tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação e as execuções (cobranças de dívida) contra ela são suspensas por 180 dias. A lei determina que a assembleia de credores aconteça em até 150 dias após o deferimento do processo pela Justiça, mas na prática, esse prazo costuma ser ultrapassado.
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21/02 - Governo pretende antecipar aportes da privatização da Eletrobras para reduzir conta de luz, diz ministro
Mudança deve ser feita por medida provisória. Ministério de Minas e Energia prevê três medidas para o setor elétrico. Logo da Eletrobras, em prédio da estatal no Rio de Janeiro Pilar Olivares/Reuters O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta quarta-feira (21) que o governo considera pedir uma antecipação dos R$ 26 bilhões em aportes da Eletrobras, previstos a partir da privatização da estatal e ainda não pagos. A ideia é usar esses recursos para reduzir a conta de luz, por meio de medida provisória. "Tive a ideia de permitir na medida provisória, caso a não se sensibilize e adiante esse pagamento [...] A possibilidade de a gente adiantar, ou seja, securitizar esses R$ 26 bilhões para minimizar o impacto na tarifa", afirmou Silveira. O ministério estuda usar esse dinheiro para descontar os empréstimos feitos pelas distribuidoras por meio da "Conta Covid" e da "Conta Escassez Hídrica", criadas em anos anteriores para lidar com os impactos desses eventos adversos. Esses valores, hoje, são repassados para as contas de luz dos brasileiros, o que acaba elevando as faturas. "[Seria] Descontar os títulos que são da União, são do governo, estão estabelecidos na lei da Eletrobras. Para que você quite com o mercado financeiro essas dívidas da Conta Covid e Conta Escassez Hídrica, que são pagas hoje a juros muito altos, em torno de 12% a 13% ao ano, mais a inflação", disse. O ministro afirmou que está conversando com a Eletrobras para "ver se ela compreende a necessidade a necessidade do setor e da população brasileira a fim de que ela adiante esse recurso". Veja no vídeo abaixo, de 2022, qual era o impacto previsto para a privatização da Eletrobras na conta de luz dos brasileiros: Entenda como a privatização da Eletrobras impacta na conta de luz Que aportes são esses? Como contrapartida para a mudança na forma de comercialização da energia da Eletrobras, a partir da privatização, a empresa se comprometeu a fazer aportes anuais na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A CDE banca os subsídios no setor elétrico e é uma das parcelas que mais pesam no preço da conta de luz. Esses depósitos seriam uma forma de baratear a conta para o consumidor final. Em 2024, o aporte previsto na CDE é de aproximadamente R$ 1,3 bilhão. Em 2022, ano da privatização, os depósitos da empresa já haviam sido antecipados para baratear as tarifas, com o repasse de R$ 5 bilhões pela Eletrobras. Ao todo, a companhia deve pagar R$ 32 bilhões ao longo de 25 anos. O governo também cogita usar os fundos da Lei da Eletrobras – que obriga a companhia a manter, por 10 anos, alguns programas regionais. Medidas provisórias Silveira informou que o ministério pretende enviar três medidas provisórias até a próxima semana. Uma delas é a medida que prevê a redução das tarifas de energia. Ao g1, interlocutores do governo afirmaram que as medidas ainda serão encaminhadas para análise pela Casa Civil. A expectativa é que isso ocorra nesta ou na próxima semana. O ministro mencionou o projeto de lei das eólicas offshore (em alto mar) – aprovado na esteira da "agenda verde" da Câmara dos Deputados em 2023, mas que incluiu uma série de benefícios a setores poluentes, como o carvão mineral. Questionado sobre se o governo pretendia transferir alguns desses trechos para uma medida provisória, Silveira não confirmou. O ministro disse apenas não ter dúvida de que, "do ponto de vista técnico, é necessário [já] que muitas das questões colocadas como emendas no PL da offshore não têm sinergia com o planejamento".
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21/02 - Imposto de Renda: Receita Federal abre nesta quinta-feira consultas a lote residual de restituições
Restituição será paga a quem caiu na malha fina na declaração nos últimos anos e regularizou situação. Depósito será em 29 de fevereiro; 208,3 mil contribuintes receberão valores. A Receita Federal informou que abre nesta quinta-feira (22), a partir das 10h, as consultas a um lote residual de restituições do Imposto de Renda de Pessoa Física 2023, referente ao ano-base 2022, e também relativa a anos anteriores. Os lotes residuais são os de contribuintes que caíram na malha fina do IR, mas depois regularizaram as pendências. As consultas podem ser feitas: na página da Receita na internet; pelo aplicativo para tablets e smartphones. Ao todo, 208.323 contribuintes receberão R$ 304,1 milhões em 29 de fevereiro, de acordo com a Receita. Desses, R$ 208,9 milhões referem-se a contribuintes com prioridade no recebimento dos valores (idosos, pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e aqueles cuja maior fonte de renda seja o magistério). Malha fina Em setembro do ano passado, a Receita Federal informou que 1.366.778 de contribuintes caíram na malha fina do Imposto de Renda 2023, ano-base 2022. Principais motivos que levaram os contribuintes à malha fina 58,1% - Deduções da base de cálculo, sendo as despesas médicas o principal motivo de retenção (42,3% do total de motivos de retenção). 27,6 % - Omissão de rendimentos sujeitos ao ajuste anual de titulares e dependentes declarados. 10% - Divergências entre os valores de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) entre o que foi informado na Dirf e o que foi declarado pelas pessoas físicas nas DIRPF. 4,3% - Deduções do Imposto devido, recebimento de rendimentos acumulados e divergência entre os valores declarados de carnê-leão e imposto complementar e os valores efetivamente recolhidos. Ao realizar consulta às restituições do IR, os contribuintes poderão saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber se está no grupo, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal, no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada. As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta. Entenda as novas regras de cobrança do imposto de renda da previdência privada
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21/02 - Ibovespa sobe e fecha aos 130 mil pontos, com ata do Fed no radar; dólar avança
A moeda norte-americana subiu 0,13%, cotada a R$ 4,9384. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,09%, aos 130.032 pontos. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik O dólar inverteu o sinal negativo visto pela manhã e conseguiu encerrar em alta nesta quarta-feira (21), conforme investidores repercutiam a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Na semana passada, a inflação acima do esperado voltou a reforçar as perspectivas de que o ciclo de cortes no país pode demorar mais. Atualmente, as taxas básicas dos EUA estão entre 5,25% e 5,50% ao ano, ainda no maior patamar desde 2001. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em alta. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar Ao final da sessão, o dólar subiu 0,13%, cotado a R$ 4,9384. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,56% na semana; alta de 0,02% no mês; avanço de 1,77% no ano. No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,60%, cotada a R$ 4,9320. Ibovespa Já o Ibovespa encerrou em alta de 0,09%, aos 130.032 pontos. Com o resultado, acumulou: avanço de 1,01% na semana; alta de 1,78% no mês; recuo de 3,10% no ano. Na véspera, o índice encerrou com uma alta de 0,68%, aos 129.916 pontos. LEIA TAMBÉM DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o dólar subir ou descer O que está mexendo com os mercados? A principal notícia dos mercados nesta quarta-feira (21) é a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). O documento indicou que a maior parte dos membros votantes do Fed estava preocupada, na última reunião de política monetária, com os riscos de cortar a taxa básica de juros norte-americana cedo demais. Além disso, os membros do Fomc também tinham incerteza sobre por quanto tempo os custos dos empréstimos deveriam permanecer no patamar atual, entre 5,25% e 5,50% ao ano — ainda no maior patamar desde 2001. Na semana passada, os dados do Departamento do Trabalho norte-americano apontaram que os preços ao produtor dos EUA aumentaram 0,3% em janeiro, depois de uma queda de 0,1%, revisada em dezembro. O número ainda veio acima do esperado pelo mercado, que projetava uma alta de 0,1% no mês. Além disso, na véspera, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que a instituição já alcançou "avanços substanciais e gratificantes na desaceleração do ritmo da inflação", mas que esse movimento deve acontecer de forma mais lenta do que o mercado espera. O mercado ainda espera a divulgação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE) e o balanço corporativo da Nvidia, empresa de inteligência artificial que disparou quase 240% em um ano. Na agenda corporativa, a fabricante de motores elétricos Weg anunciou lucro líquido de R$ 1,74 bilhão no quarto trimestre do ano passado, uma expansão de 46% sobre o desempenho de um ano antes, e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,83 bilhão de reais, alta anual de 17,3%. Analistas, em média, esperavam lucro líquido de 1,34 bilhão de reais para a Weg no quarto trimestre, com Ebitda de 1,79 bilhão de reais, segundo dados da LSEG. A receita líquida veio quase em linha com o esperado (R$ 8,53 bilhões) e somou R$ 8,56 bilhões, expansão de 7,3%. O retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu 39,2% no quarto trimestre, crescimento anual de 9,8 pontos percentuais. A companhia anunciou também na véspera que seu conselho de administração aprovou R$ 1,25 bilhão em dividendos. *Com informações da Reuters
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21/02 - Affonso Celso Pastore, economista e ex-presidente do BC, morre aos 84 anos
Economista foi presidente do Banco Central (BC) nos anos 1980, além de ter feito carreira como professor da Universidade de São Paulo. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com problemas vasculares em uma das pernas. Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central Wilton Junior/Estadão Conteúdo/Arquivo Affonso Celso Pastore, economista e ex-presidente do Banco Central do Brasil (BC), morreu nesta quarta-feira (21), em São Paulo, aos 84 anos. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein desde o último final de semana, com problemas vasculares em uma das pernas. Doutor em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), Pastore foi um dos economistas mais respeitados do país, tanto no meio acadêmico como no serviço público. Em 1973, tornou-se livre docente e professor da FEA-USP. Entre 1979 e 1983, foi secretário da Fazenda do Estado de São Paulo. Presidiu o BC entre 1983 e 1985, no governo de João Figueiredo, durante a ditadura militar. Anos depois, em 1993, passou a atuar também como consultor em economia ao fundar a A.C. Pastore Consultores e Associados junto de sua esposa, Maria Cristina Pinotti. As homenagens ao economista serão prestadas nesta quarta-feira, das 13h às 17h, no Cemitério Morumby. Depois, o corpo seguiu para o Crematório da Vila Alpina, na Zona Leste. Affonso Celso Pastore morre aos 84 anos Carreira e vida pública Affonso Celso Pastore nasceu em 19 de junho de 1939, na cidade de São Paulo. O economista se dedicou, durante toda a carreira, à vida acadêmica, com dezenas de estudos e livros publicados. Mas teve também uma passagem por cargos públicos em diferentes governos. Em entrevista ao projeto "História Contada do Banco central do Brasil", que reúne conversas com os presidentes da instituição, Pastore afirmou que sua escolha pela economia foi guiada apenas pelo gosto pessoal, sem influência da família. Começou a carreira pública em 1966, como assessor do então secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Antônio Delfim Neto, que foi o orientador de Pastore durante sua pós-graduação. No ano seguinte, Delfim virou ministro da Fazenda e Pastore passou a integrar a equipe ministerial. Em 1979, assumiu o cargo de secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, durante o governo de Paulo Maluf. Sobre a experiência de trabalhar na Fazenda do governo estadual, Pastore afirmava que seu papel era gerenciar o fluxo de caixa, o que o fez deixar de lado, por um tempo, o papel de acadêmico para assumir o papel de gestor. "Acredito que todos que desejam refletir sobre política econômica deveriam submeter-se a essa experiência de gestor", disse o economista em entrevista ao BC. Poucos anos depois, entre 1983 e 1985, presidiu o Banco Central, durante o governo do ex-presidente militar João Figueiredo, último mandatário da ditadura militar brasileira. Pastore considerava que, durante essa vivência, ele não foi propriamente um presidente de banco central, mas, sim, o administrador de uma crise. Naquela época, o Brasil já vivia a crise da dívida externa, com as reservas de caixa negativas em US$ 2 bilhões, e os esforços eram direcionados para a renegociação dos valores e a busca por financiamentos. Depois desse período, voltou à vida acadêmica. Em entrevista ao livro "Conversas com Economistas Brasileiros", de 1996, Pastore disse que não tinha desejo de voltar para cargos em governos, afirmando que isso não tinha "utilidade marginal nenhuma". Em 1993, fundou a A.C. Pastore Consultores Associados, consultoria especializada em análises econômicas do Brasil e do mundo e se dedicou à carreira de professor, lecionando na FEA-USP e na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Também foi um dos fundadores do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), órgão que reúne economistas e pensadores do país. A equipe de sua empresa destaca que Pastore foi "uma figura marcante nas discussões sobre a economia brasileira". "Em suas análises, sempre prezou pela franqueza e imparcialidade. Foi indispensável na formação de diversos economistas, seja na sala de aula, na sala de reuniões ou dentro de seu escritório. Além da perda para os amigos e família, também fará falta para o debate econômico do país", diz a consultoria. Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central Wilton Junior/Estadão Conteúdo/Arquivo Posicionamento durante a pandemia e união com Sergio Moro No primeiro ano de pandemia, em 2020, Affonso Pastore deu uma entrevista ao g1 em que afirmou que a recuperação da economia brasileira seria lenta e custosa. Disse que, naquele momento, era difícil ter uma noção exata do tamanho da crise que o país enfrentava, mas considerava que não havia alternativa para além das medidas de isolamento social. "Tem uma coisa nova aqui e no mundo, que é uma pandemia. É muito difícil lidar com isso. Na comparação com a Europa, o Brasil não conseguiu superar a pandemia ainda. Os países europeus fizeram logo no começo um lockdown muito rígido e derrubaram o contágio. No Brasil, nós estamos há muitos dias com cerca mil mortes por dia. Numa situação como essa, o afastamento social continua, não tem outra maneira", disse. Em relação ao governo de Jair Bolsonaro, Pastore acreditava que o maior objetivo do seu governo era conseguir se reeleger em 2022, "não propriamente o bem-estar dos brasileiros". Em 2021, Pastore participou da carta de alerta em relação ao agravamento da pandemia no Brasil, assinada por mais de 500 empresários e economistas do país, como Armínio Fraga, Pedro Malan, Ilan Goldfajn, Gustavo Loyola e Pérsio Arida. Intitulado “O País exige respeito; a vida necessita da ciência e do bom governo — carta aberta à sociedade referente a medidas de combate à pandemia”, o documento reforçava que o Brasil era, então, o epicentro da Covid-19 e que as políticas públicas deviam ser baseadas na ciência. "Estamos no limiar de uma fase explosiva da pandemia e é fundamental que a partir de agora as políticas públicas sejam alicerçadas em dados, informações confiáveis e evidência científica. Não há mais tempo para perder em debates estéreis e notícias falsas", diz a carta. Para os signatários, a crise que o país enfrentava, com retração econômica e desemprego, só poderia ser superada com o controle da doença. Para isso, o documento pedia pela vacinação em massa e incentivava o uso de máscaras e as medidas de isolamento. No ano seguinte, em 2021, Pastore ensaiou um retorno à vida pública como assessor do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que foi pré-candidato à Presidência da República. Ele atuou como o principal conselheiro econômico de Moro para a disputa presidencial de 2022, uma candidatura que nunca chegou a acontecer. Banco Central emite nota de pesar Ex-presidente do Banco Central entre 1983 e 1985, o economista Affonso Celso Pastore deixou marca profunda nos estudos de economia desenvolvidos no Brasil. Com rigor analítico, empreendeu um esforço contínuo de compreensão das raízes de problemas crônicos da nossa economia, como a inflação, o desequilíbrio das finanças públicas e o crescimento econômico. Em sua passagem pelo Banco Central, se dedicou ao trabalho de lançar as bases de uma economia estável e com crescimento sustentável. Deu significativa contribuição para a resolução do problema do endividamento externo brasileiro. Com exímia habilidade, foi negociador junto ao Fundo Monetário Internacional e os bancos credores internacionais, ajudando de forma definitiva a evitar que o país entrasse numa situação de insolvência externa. No campo acadêmico, Pastore deixa trabalhos inovadores que serviram de inspiração a uma geração de ex-alunos e que certamente serão consultados por novos economistas. Em vida, ganhou o reconhecimento dos mais renomados economistas do país. A Diretoria do Banco Central expressa seu pesar pelo falecimento de Pastore. Sua partida deixará uma lacuna no debate econômico brasileiro. Sempre manteve um diálogo generoso com o Banco Central, dando apoio inestimável às causas da instituição. Deixamos nossas condolências para Maria Cristina Pinotti, esposa de Pastore, demais familiares, amigos e os muitos colegas de trabalho e da academia.
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